Tranquilidade ao investir

5 dicas para ter tranquilidade na hora de investir seu dinheiro

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A falta de dinheiro é um problema sério para muitas pessoas. Então quando o dinheiro está sobrando, sempre há tranquilidade, não há nada com o que se preocupar, certo?

Errado. Ter uma boa reserva financeira também pode ser uma causa de ansiedade e aflição. Isso porque nós brasileiros não fomos educados financeiramente e com frequência nos sentimos verdadeiros ignorantes na administração das nossas economias.

Onde investir? Em que produtos aplicar? Em quem confiar para cuidar do meu dinheiro? Quando devo movimentar minhas aplicações financeiras? Essas são perguntas comuns para quem ainda não sabe como lidar com os recursos poupados.

Neste artigo vamos mostrar alguns caminhos para que você tenha mais tranquilidade na hora de investir. Para isso, trouxemos cinco dicas fáceis de seguir. Vamos lá?

1. Saiba quando você pretende gastar o dinheiro

Ter a conta no azul todos os meses é uma maravilha, mas juntar dinheiro sem ter planos de como usufruí-lo pode gerar certa ansiedade em algumas pessoas. Até porque o prazo em que os recursos serão gastos influencia diretamente na escolha do tipo de investimento onde eles ficarão aplicados.

Você não precisa se forçar a decidir agora se gostaria de usar o dinheiro para comprar um apartamento ou abrir um negócio, mas o importante é ter alguma noção de quando precisará dos recursos. Para isso, especialistas recomendam que você divida seus investimentos em três categorias:

  • Reserva para oportunidades (curto prazo): aqui ficam contemplados recursos que podem ser utilizados em até um ano e meio. É o caso das situações inesperadas (por exemplo, caso você seja demitido ou tenha que consertar o carro após um acidente) e das oportunidades que se podem se concretizar no curto prazo, como a próxima viagem de férias ou um curso de extensão.
  • Reserva para objetivos (médio prazo): aqui entram os recursos que você deve usar em um período entre um ano e meio e quatro anos. Exemplos: a compra de um apartamento, uma temporada no exterior…
  • Reserva para a aposentadoria (longo prazo): aqui você coloca os recursos que não pretende usar tão cedo, pois eles vão se transformar em sua renda na aposentadoria!

Se você não tem um objetivo intermediário, não precisa se preocupar em ter uma reserva para objetivos. Foque nas reservas para oportunidades e para a aposentadoria.

Só de ter essa organização você já ficará mais tranquilo em relação ao dinheiro que está poupando.

2. Busque ajuda com quem você possa confiar

Quando lidamos com investimentos, é normal pensar que o banco é a instituição de referência — afinal, é lá que nosso dinheiro fica guardado.

Entretanto, você deve olhar a figura do gerente do banco mais como um vendedor do que como um aconselhador. Ele tem metas para que os clientes da agência apliquem em determinados produtos financeiros e recebe comissões sobre deles. Nem sempre os interesses dele e os seus estarão alinhados.

Se você não tem tempo para estudar e investir por conta própria, procure um consultor profissional independente: alguém que vá ajudá-lo a planejar os investimentos e que não seja remunerado pelas aplicações que recomenda.

Outra opção é recorrer aos chamados robo-advisors, empresas que estão usando a tecnologia para ajudar você a investir de forma segura e livre de conflitos de interesses. A principal referência é a Vérios.

3. Dose o nível de risco dos seus investimentos

Cada pessoa tem uma forma diferente de lidar com riscos. Tem gente que não tem estômago para aguentar momentos de baixa no mercado financeiro. Outras pessoas gostam de tomar mais risco na expectativa de obter um retorno maior, e não há o menor problema nisso.

O importante é você conseguir identificar o seu perfil e dosar o risco dos seus investimentos em uma medida em que você se sinta confortável, com tranquilidade.

Se você tem receio de investir ações, não aplique uma parte considerável do seu capital na bolsa. Aplique somente uma pequena parte que lhe permitirá usufruir dos benefícios da diversificação sem lhe causar estresse, aumentando sua tranquilidade.

Você acompanha todos os dias suas aplicações? Fica ansioso ou frustrado quando há uma pequena queda na sua rentabilidade? Isso pode ser um sinal de que você não sabe lidar com o sobe-e-desce dos mercados e/ou que o risco das suas aplicações pode ser maior do que o que você realmente tolera.

4. Preze pela liquidez das suas aplicações

Liquidez é o prazo necessário para que um investimento se converta em dinheiro. No caso de um imóvel, por exemplo, a liquidez é baixa: não é de um dia para o outro que se vende uma casa ou apartamento.

A não ser que você tenha plena convicção de que não precisará dos recursos investidos tão cedo, evite aplicações com carência, como LCI e LCA, por exemplo (nesses produtos, a liquidez mínima é de 90 dias). Existem outras opções que oferecem boa rentabilidade e não “bloqueiam” seus recursos por tanto tempo.

O Tesouro Direto, que é o programa do Tesouro Nacional para oferta de títulos públicos a pessoas físicas, tem o título Tesouro Selic, a aplicação que é considerada a mais segura do Brasil. O prazo para resgatar? Apenas um dia útil.

5. Evite o “troca-troca” de investimentos: tenha um plano

Imagine ter que decidir onde investir a cada novo montante que você tiver para aplicar… Isso pode ser exaustivo.

Diante dessa situação, algumas pessoas acabam evitando o assunto e deixam o dinheiro parado na conta, mas aquela pendência continua martelando na cabeça, incomodando nossa tranquilidade: “Preciso decidir o que fazer com esse dinheiro! Preciso decidir!”.

São muitas opções para decidir. Não adianta você achar que dará conta de tudo e se tornará um expert no mercado financeiro. Por isso, o ideal é que você tenha um bom plano para suas aplicações, que saiba o percentual que pretende investir em cada tipo de ativo financeiro. Assim, você toma uma decisão maior apenas uma vez. Depois disso, é só seguir o plano.

Ficar resgatando e realocando os investimentos é um problema não apenas para o seu psicológico, mas também para o seu bolso, pois você perderá dinheiro com impostos e taxas extras.

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As dicas foram úteis para você? Há outros aspectos dos investimentos que afetam a sua tranquilidade e não foram mencionados neste artigo? Deixe seu comentário!

Isabella Paschuini é jornalista formada pela UERJ e editora do blog da Vérios, onde você pode encontrar mais artigos sobre investimentos: www.verios.com.br/blog

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta