Mãe conversando com a filha adolescente

Adolescência: quando os pais passam a ser “os piores do mundo”

  |  Tempo de leitura: 3 minutos

Em que momento os pais passam de exemplos, muitas vezes heróis, para aqueles chatos, que só incomodam? Em um processo natural, isso ocorre na adolescência. Mas é possível enfrentar a fase de maneira muito positiva!

O período de amadurecimento para a vida adulta, ou o “adultecimento”, requer que o adolescente crie uma identidade própria e rompa com os vínculos infantis para criar um tipo de vínculo mais maduro. É a sua “independização”. Há uma menor tolerância com os pais, que não são mais idealizados como antes e, comumente, uma maior rebeldia. Mas não se trata de uma ruptura e sim de uma transformação.

Adolescência – Processo doloroso

Quase sempre a adolescência é uma fase delicada para os pais. Eles passam a ser vistos como chatos, errados, caretas e até como “os piores do mundo”. Para o adolescente também é sofrido, é um período de muitas perdas. Ele sofre por perder a infância, seu lugar de criança e a dependência de seus pais. Mas é por meio da desvalorização dos pais que o adolescente poderá se separar deles sem que sinta que está perdendo muito.

O grupo familiar costuma sofrer com essa nova atitude do filho. E pode haver uma perda de controle – que não deve levar à falta de orientação nem de limites.  Mas há que se entender e ter paciência na adolescência. É uma etapa necessária, onde a figura dos pais passa a ser denegrida para que possa ser reconstruída.

Passando pelas turbulências

A boa notícia é que quando se lida com a adolescência de forma saudável, o retorno vem. Não à figura idealizada dos pais que as crianças têm na infância, nem à denegrida ao longo da adolescência, mas sim a uma visão mais real deles.

Essa passagem da adolescência pode ser de grande aprendizagem também para os pais, quando muitos erros serão apontados, exagerados, irreais, mas muitos serão verdadeiros. Então, que tal aproveitar a “independização” dos filhos para fazer uma revisão de valores, de crenças, de conduta? Esses, certamente, estarão sendo bastante questionados pelos filhos adolescentes. Fazer uma mea culpa quando necessário, pode ser, inclusive, uma boa forma de aproximação e de aprendizado e contribuir na construção de um bom relacionamento para o resto da vida.

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“Adolescer”, de José Outeiral (Editora Revinter)

Letícia Rangel é psicóloga e psicanalista parceira da Vittude. Ela atende adolescentes e adultos. Marque já sua consulta!

Artigo Revisado em: 21/10/2019

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta