Álcool na quarentena

Aumento no consumo de álcool na quarentena

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O isolamento social provocado pela pandemia de coronavírus fez com que boa parte das pessoas mudassem as suas rotinas. Com isso, o consumo de álcool na quarentena tem crescido bastante.

É o que revelam alguns números de supermercados no Rio de Janeiro, por exemplo, que já apontam um número bem maior de vendas de bebidas alcoólicas. E o problema não tem afetado apenas o Brasil, pois na Rússia o consumo de álcool também disparou com a chegada da quarentena.

Afinal, por que as pessoas estão bebendo mais? Neste artigo, vamos te ajudar a entender esse fenômeno e os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas neste período.

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Além disso, confira também as dicas que têm como objetivo te ajudar a lidar com o momento de ansiedade atual sem precisar apelar para a bebida todos os dias.

Por que o consumo de álcool na quarentena tem crescido?

Antes do isolamento social as pessoas seguiam as suas rotinas nas quais, geralmente, aos finais de semana costumavam beber com os amigos em uma mesa de bar. No entanto, com a quarentena a realidade já é outra!

Com boa parte da população trabalhando de casa e sem a possibilidade de sair com amigos e familiares, todos os dias são muito parecidos. Fica até difícil diferenciar os dias da semana, não é mesmo? A bebida surge como uma maneira de tentar abstrair os pensamentos e relaxar.

Diante deste novo contexto, por vários motivos muita gente tem elevado o consumo de bebidas alcoólicas dentro de casa. Há quem enxergue no álcool uma forma de aliviar a tensão e o estresse diante do cenário de ansiedade e pânico.

Por outro lado, a prática dos “happy hours virtuais” têm crescido também: as pessoas se encontram virtualmente para conversar e beber, ou seja, para tentar manter os encontros da mesa de bar.

É preciso pontuar que o problema não é o consumo de álcool e sim torná-lo um hábito diário. É preciso, portanto, tomar cuidado com a bebida que, se consumida em excesso, pode afetar tanto a saúde mental quanto física.

O álcool como uma forma de lidar com a situação

As pessoas estão se sentindo mais ansiosas. As preocupações são muitas: medo de que algum ente querido seja contaminado pela doença; receios em relação à economia; angústias gerais no que diz respeito à vida de todos ao redor do mundo. 

A bebida é para muitos uma válvula de escape, ou seja, a forma que encontram de, em meio ao caos que estamos vivendo, terem um momento de relaxamento. O álcool, portanto, se torna uma maneira de lidar com a situação alarmante que assola o mundo todo.

Dessa forma, os hábitos de muita gente estão mudando e o consumo de álcool na quarentena aumentando. Quem antes só bebia de fim de semana agora relata que não tem mais “regras” e bebe quando dá vontade.

Isso quer dizer que, sem pensar no controle de consumo alcoólico, as pessoas acabam bebendo todos os dias e nem se dão conta.

O problema é quando uma latinha de cerveja por dia se torna cinco latinhas e uma taça de vinho vira metade da garrafa. A busca por recreação e atividades de lazer que proporcionam prazer em meio ao cenário de incertezas é normal.

No entanto, é preciso estar atento, afinal, o álcool não é a única maneira de lidar com a situação que estamos vivendo.

O tédio como um gatilho para elevar o consumo de álcool na quarentena

Além da bebida ser uma válvula de escape para se ausentar momentaneamente das tensões provocadas pelo bombardeio de notícias ruins e dados preocupantes, também é uma forma de aliviar o tédio.

A quarentena impede que as pessoas vivam suas vidas com a liberdade com a qual estão acostumadas. Ao evitar contato social e serem obrigadas a ficarem em casa, muitas pessoas se sentem entediadas.

Além da ansiedade, o tédio também é um gatilho capaz de elevar o consumo de álcool na quarentena. Se você mora sozinho, encontra nos “happy hours virtuais” uma maneira de passar o tempo.

Por outro lado, se mora com amigos e familiares, o consumo de bebida em conjunto também pode ser uma maneira de se distrair.

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Todo mundo pode se tornar alcoólatra?

O alcoolismo é uma doença crônica que é caracterizada pelo consumo incontrolável de álcool, ou seja, é uma dependência. O consumo de álcool na quarentena não irá necessariamente torná-lo um alcoólatra, mas mesmo assim é preciso ter alguns cuidados.

Muitas pessoas ignoram a doença, pois não acreditam que possam se tornar alcoólatras. De fato, a dependência não é resultado apenas de uma maior exposição ao álcool em um período de um ou dois meses, pois envolve outros fatores. 

Mesmo assim, o consumo excessivo pode ser prejudicial em diversas esferas da vida, tanto em relação à saúde mental como física.

Os especialistas não gostam de afirmar qual é a quantidade de álcool diária que pode tornar a pessoa alcoólatra, pois existem muitas variáveis envolvidas. Cada indivíduo é único. Qualquer um pode se tornar alcoólatra, mas pessoas com histórico familiar ou transtornos de personalidade acabam sendo mais vulneráveis.

É importante ficar de olho em alguns comportamentos que podem sinalizar o alcoolismo, como por exemplo:

  • Compulsão por bebida: forte necessidade ou desejo incontrolável de beber;
  • Dificuldade de controlar o consumo de bebida: depois de começar, não conseguir parar de beber;
  • Abstinência física: sintomas como náusea, tremores, ansiedade, suor;
  • Tolerância: necessidade de doses maiores para atingir o efeito anteriormente obtido com doses menores.

Consequências do excesso de consumo de álcool

Já que estamos falando sobre o consumo de álcool na quarentena e a importância de ficar atento aos excessos, vale ressaltar também as consequências da bebida no corpo das pessoas.

Quanto maior for a concentração de álcool no sangue, maiores podem ser as alterações da consciência e os sintomas de intoxicação pela bebida. Entre as consequências, podemos citar:

  • Humor instável;
  • Fala arrastada e enrolada;
  • Falta de discernimento;
  • Comportamento inadequado;
  • Problemas de memória;
  • Falta de coordenação.
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Como lidar com a quarentena sem precisar apelar para o álcool?

O consumo de álcool na quarentena, como já vimos anteriormente, tem sido uma válvula de escape contra a ansiedade e o tédio. No entanto, vale ressaltar que essa não é a única maneira de lidar com o isolamento social que estamos vivendo.

Por mais que uma cerveja ou uma taça de vinho possam fazer parte da sua rotina, é importante encontrar um equilíbrio.

Se você está enfrentando esse desafio ou deseja se prevenir do consumo excessivo de álcool, confira as dicas que separamos sobre o assunto.

Sem álcool na quarentena – Estabeleça uma rotina

Um dos principais erros que as pessoas cometem é fazer da quarentena um período de férias. Isso pode dar a falsa sensação de que está tudo bem consumir álcool diariamente, afinal, é um momento para relaxar.

Não, quarentena não é férias. Muitas pessoas continuam trabalhando e cumprindo com responsabilidades pessoais também. Para manter um dia a dia saudável é preciso criar uma rotina, pois dessa forma você evita extremos.

Ficar o dia todo na cama não é bom, assim como não ter tempo para descansar também faz mal para o corpo e a mente.

Comece estabelecendo um horário para dormir e acordar e evite trocar o dia pela noite. Procure manter seu corpo ativo, ou seja, se exercite da forma que for possível: alongamentos, yoga ou até exercícios aeróbicos.

O importante é se mexer, pois exercícios físicos ajudam a diminuir os níveis de estresse e ansiedade. 

Além disso, é válido também estabelecer uma divisão de horários para compromissos pessoais e profissionais. Se você está trabalhando de casa, estruture uma rotina para isso.

Ao mesmo tempo, se precisar cuidar dos filhos, por exemplo, será preciso se organizar para que uma tarefa não atrapalhe a outra. Encontre um equilíbrio e, se possível, busque dividir as grandes responsabilidades com quem mora com você (exemplo: irmão, pais, esposa ou marido).

Sem álcool na quarentena – Cultive um hobby

Sabia que o consumo de álcool na quarentena não é a única maneira de relaxar? Talvez tudo o que você precise nesse isolamento social seja encontrar um novo hobby.

Se você já pratica uma atividade que proporciona prazer, como cozinhar ou ler, já está no caminho certo. Para quem ainda não tem um hobby tão definido, essa pode ser a hora de encontrá-lo. Boa parte do seu tempo livre pode ser dedicado às novas atividades, como escrita, pintura, artesanato etc.

Atividades que estão associadas à expressão podem ser ótimas para aliviar a tensão e colocar os sentimentos para fora. O ideal é incluir o hobby na sua rotina para que ele faça parte do seu dia a dia.

Sem álcool na quarentena – Substitua-o por momentos com a família

Se você mora com amigos ou familiares, a dica é aproveitar a quarentena para viver momentos que nem sempre acontecem quando estamos em nossa rotina habitual. Em alguns dias, por exemplo, no lugar do álcool dê espaço para uma noite de jogos!

Junte todo mundo e resgate aqueles jogos de tabuleiros antigos que ninguém usava há anos. Essa é uma maneira divertida e leve de passar o tempo que, ao mesmo tempo, alivia as tensões e te faz esquecer do mundo exterior sem precisar consumir álcool.

Desafio das 4 semanas

Sem álcool na quarentena – Estabeleça dias para beber

Para não cair na armadilha de beber todos os dias, estabeleça quais dias da semana serão liberados para o consumo de álcool na quarentena. Não compre bebidas em excesso para não cair na tentação de todos os dias abrir a geladeira.

O ideal é criar hábitos em que de uma parte da semana o álcool não fará parte do cardápio e em outros dias será liberado. Dessa forma você não cria a rotina de beber todos os dias sem nem se dar conta.

Como várias pessoas fazem fora da quarentena, é muito comum deixar apenas os finais de semana para o consumo de álcool. Se achar que faz sentido viver neste mesmo ritmo, ótimo.

No entanto, se quiser incluir mais alguns dias da semana para beber, não tem problema também. O importante é encontrar um ponto de equilíbrio saudável para que seu corpo e mente fiquem bem durante o isolamento.

Sem álcool na quarentena – Pratique meditação

Outra maneira simples de aliviar a ansiedade e o estresse durante a quarentena sem precisar apelar para o álcool é fazendo meditação. A prática já faz parte do dia a dia de várias pessoas, mas como exige dedicação, muitos acabam desistindo.

Os benefícios da meditação chegam no médio e longo prazo, por isso é comum que alguns não levem a prática adiante. A dica aqui é persistir. Se você está muito ansioso, a meditação poderá ajudar por meio do foco no presente e das técnicas de respiração.

Para quem está começando e ainda tem dificuldades, procure por meditações guiadas que irão ajudar na concentração.

Sem álcool na quarentena – Procure um psicólogo

Se mesmo seguindo todas essas dicas você ainda estiver com dificuldade para diminuir o consumo de álcool na quarentena, procure um psicólogo. A terapia é uma ótima maneira de cuidar de si mesmo durante esse período de incertezas que estamos passando.

Um profissional especializado será capaz de entender seus gatilhos e te conduzir por uma jornada de autoconhecimento que será benéfica para entender e reduzir o consumo de álcool.

Se a grana está curta, não se preocupe, pois o atendimento psicológico online é mais acessível e existem algumas iniciativas, como o “Sozinhos Nunca” que podem ajudar nesse momento.

A Vittude criou o “Sozinhos Nunca”, um projeto social com o objetivo de democratizar o acesso aos cuidados com a saúde mental durante a quarentena. Você poderá agendar uma consulta online com um psicólogo por um valor de apenas R$20,00.

Se você ainda está em dúvida sobre fazer terapia, confira o ebook “25 razões para fazer terapia” e entenda, de uma vez por todas, os seus benefícios. A terapia é essencial para todos os seres humanos terem mais qualidade de vida, serem capazes de gerir emoções e se conhecerem melhor.

A Vittude, por sua vez, é uma startup brasileira fundada em 2016 que tem a missão de democratizar o acesso a serviços de psicologia e saúde mental. Nesse momento tão difícil que todos estamos passando, conte com a Vittude para um dia a dia mais leve e saudável!

Bruna Cosenza

Escritora, produtora de conteúdo e LinkedIn Top Voice 2019. Autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar. É apaixonada por comportamento humano e pela relação entre corpo e mente. Escreve porque considera o conteúdo uma das ferramentas mais poderosas que existem para provocar reflexões e derrubar barreiras.