Alzheimer afeta pessoas próximas ao portador da doença

O Alzheimer atinge cerca de 1,2 milhões de brasileiros, porém, a doença pode prejudicar também aos familiares.

O Alzheimer é uma doença que não tem cura, entretanto, o portador pode ter uma melhor qualidade de vida quando tem um diagnóstico precoce e realiza o tratamento.

Não se sabe ao certo o que desencadeia a doença, sendo ela decorrente do transtorno neurodegenerativo progressivo resultante do processamento errado de algumas proteínas do sistema nervoso.

O paciente começa a ter perda de memória, repetir conversas e perguntas, dificuldade para resolver problemas, confusão, problemas para se localizar e outros.

Como o Alzheimer é progressivo, no estágio inicial o que mais é afetado é a memória do paciente, já nos estágios mais avançados ocorre dor e restrição ao leito.

As pessoas próximas ao doente com Alzheimer precisam redobrar os cuidados com ele, pois dessa forma é possível prevenir acidentes, diminuir a agitação, manter os cuidados com a higienização entre outros.

Os cuidadores afetados pelo Alzheimer

Muitas vezes são pessoas próximas aos doentes que cuidam de quem está com Alzheimer, e isso envolve filhos, irmãos, netos e outros parentes.

A falta de preparo dos cuidadores, tanto por não conhecerem a doença como pelo fato de não saberem como lidar com a situação, pode comprometer a saúde física e emocional.

O portador de Alzheimer muda o seu comportamento e para os familiares pode ser difícil entender essas mudanças bruscas. Os entes querem que ele volte a ser como era antes, tendo um comportamento conhecido e esperado.

Só que isso não ocorre e, conforme a doença evolui, exige mais dos parentes próximos e dos cuidadores. É preciso ser paciente com o doente, pois, os cuidados com ele exigem muito e podem levar as pessoas próximas a terem doenças.

A rotina da casa precisa ser mudada. Todos devem aprender a lidar com a nova situação e buscar conhecimento é fundamental nesse momento.

Quanto mais se compreende a doença, sabe-se dos seus estágios e como lidar com as situações, fica mais fácil cuidar de um pessoa com Alzheimer.

Como os cuidadores devem se cuidar

Apesar de parecer uma coisa não muito complicada, a exigência é muito grande e exige uma doação que muitas vezes os familiares não estão prontos. Em muitos casos é preciso abdicar da vida pessoal para cuidar do doente e lidar com situações imagináveis.

Todas essas transformações, que podem ser repentinas e ocorrer por cerca de 8 a 10 anos, que é o tempo estimado de vida do portador de Alzheimer, mexem com o psicológico dos cuidadores.

Grupos de apoio e busca de ajuda psicológica são fundamentais para evitar o adoecimento emocional dos cuidadores e ajudá-los a lidar com esse novo cenário.

Quando os pais e os parentes próximos são diagnosticados, são os filhos que precisarão buscar ajuda em uma terapia. Dessa forma poderão lidar com a situação de uma forma menos estressante e sem que prejudiquem tanto a própria saúde.

O Alzheimer pode ser considerado uma doença da família, pois todos precisarão de cuidados, sejam eles físicos ou psicológicos para que possam lidar com a adversidade sem que os problemas de saúde atinjam o maior número de pessoas.

Dessa forma, o mais indicado é que cuidador procure ajuda de um psicólogo. Caso tenha um bom plano de saúde, essa terapia é coberta e só precisa de um encaminhamento, que pode ser dado pelo próprio médico que cuida do paciente com Alzheimer, já que ele acompanha de perto a situação.

Já no caso de contar com o atendimento do SUS, também peça ao médico responsável o encaminhamento, pois mesmo demorando, ele será bastante útil.

O importante é que o cuidador também se cuide!

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Por Jeniffer Elaina, da Smartia Seguros

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Autor

Everton Höpner

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