Categoria: Reflexões

Quarentena: do martírio à redenção

Quarentena: do martírio à redenção

  |  Tempo de leitura: 4 minutos

Quando a pandemia começou, fomos todos pegos de surpresa com a necessidade de quarentena. Muitos de nós vivíamos correndo de um lado para o outro, absorvidos na rotina e ligados no “piloto automático”. Eis que o mundo parou de repente. Das ruas, fomos todos (ou grande parte) para dentro de casa, necessitando rever hábitos e lidar com novos tipos de problemas. Alguns previam que tudo voltaria ao normal em breve, outros eram mais pessimistas em relação ao futuro. A verdade é que ainda estamos mergulhados em um caldeirão de incertezas. Os sentimentos da quarentena O ser humano é um animal capaz de atribuir significado aos eventos e às situações. Pessoalmente, gosto de pensar no confinamento como um desafio, como aquele empurrão que faltava para tirar alguns projetos do papel. Pode ser que você enxergue tudo isso como um mero acaso, um acidente histórico em que tivemos o azar de fazer...

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Mude, mas seja você

Mudanças: mude, mas seja você

  |  Tempo de leitura: 2 minutos

Normalmente quando desejamos mudanças de vida automaticamente imaginamos outro ser, que muitas vezes é distante de quem somos. Promover mudanças em nossas vidas não significa necessariamente deixarmos de ser a pessoa que somos. Perder a tal da essência que todo mundo fala, sabe? Mudanças e autoconhecimento Mas para que as mudanças sejam realizadas e que a gente mantenha a nossa essência é primordial o autoconhecimento. Ou seja, saber quem somos, compreender aquilo que pode nos trazer prazer, bem-estar, satisfação. Vou dar um exemplo pessoal:Eu, Natália, acho a coisa mais linda essas pessoas que moram em diferentes países; que são nômades, são do mundo. Amaria viver assim, porém para viver dessa forma deveria mudar algo que é inerente ao meu ser… Sou uma pessoa de raízes, sou ligada às pessoas, preciso desse contato e calor humano para sobreviver. Viver dessa forma me afastaria da minha essência e provavelmente não me traria...

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Coronavírus - Um convite para a jornada da alma

Coronavírus – Um convite para a jornada da alma

  |  Tempo de leitura: 6 minutos

28 de fevereiro de 2020 – 1º primeiro caso de coronavírus no Brasil; 31 de março de 2020 – 5.744 casos de coronavírus no Brasil; 30 de abril de 2020 – 85.507 casos de coronavírus no Brasil; 31 de maio de 2020 – 514.200 casos de coronavírus no Brasil; 30 de junho de 2020 – 1.402.041 casos de coronavírus no Brasil. Há um grande protagonista aqui nesse cenário, não percebido com os olhos, não dito pela mídia e não mensurável: o sentimento. Quanto maior o crescimento dos números acima, maior a instabilidade emocional dos seres humanos. Esses números são somente uma pontinha no iceberg, pois além deles há diversas outras perdas e ganhos envolvidos. Há uma outra questão importante nesse cenário: a dificuldade de desligarmos o modo racional de ver os fatos, e nos entregarmos ao convite de mergulhar naquilo que é simbólico. Esta é a reflexão que eu desejo...

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Como ressignificar a dependência química?

Como ressignificar a dependência química?

  |  Tempo de leitura: 2 minutos

Escrevendo assim, a dependência química parece um tema simples de ser solucionado, mas na verdade é um dilema vivenciado por muitas pessoas, principalmente nas últimas décadas. Ressignificar é produzir sentido novo para a experiência. Mas como é possível dar um novo significado para o uso de drogas, que tem se tornado parte da vida de tantas pessoas e que preenche um vazio existencial para elas? O sentido da dependência química Segundo o psicólogo Victor Frankl, no livro “Em busca de sentido”, pode-se fazer um entendimento da dependência química relacionada à falta de sentido na vida. Onde o vazio existencial é preenchido pelo uso das drogas e outras substâncias, tornando-se uma forma de anestesia, impedindo que a dor desse espaço seja sentida. Então, como é possível ressignificar esse sentimento tão complexo? Para isso, alguns pontos podem ser trabalhados para dar esse novo significado: 1- Você realmente quer uma mudança? É preciso...

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Redes sociais

Redes sociais e o “novo sujeito”

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Um livro de 2015, Humilhado: Como a era da internet mudou o julgamento público, do jornalista John Ronson, apresenta um minucioso estudo de caso sobre pessoas que foram humilhadas publicamente nas redes sociais e tiveram suas vidas transformadas – e destruídas, em sua maioria. A transformação das redes sociais na vida das pessoas O livro explora a humilhação como uma das ações mais contundentes da humanidade. Partindo de depoimentos colhidos ao redor do mundo, durante aproximadamente três anos, o jornalista narra como as mídias sociais facilitaram o julgamento alheio, ressuscitando e potencializando a humilhação pública em prol de uma ideia torta de justiça.  Inicialmente, Ronson levanta a hipótese de que as humilhações virtuais teriam uma lógica semelhante às punições públicas vigentes até o século XIX, onde os condenados eram expostos aos mais diversos suplícios, também públicos, com o intuito de servirem como exemplo de justiça para a sociedade local. A...

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Fragilidade da vida diante da pandemia

A fragilidade da vida diante da pandemia

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Por que tudo se tornou mais difícil agora, que estamos vivenciando uma pandemia? Há várias respostas para essa pergunta: – Tudo desconhecido – ninguém que vive na atualidade já passou por nenhuma situação sequer parecida com esta. – É assustador – a nossa saúde está em jogo, estamos frágeis, suscetíveis, e saúde significa VIDA, ou seja, estamos com medo de perder, além da nossa, as vidas daqueles que amamos. – Não sabemos o que é melhor fazer agora – isolamento social? Lockdown? Ou continuar fazendo todas as atividades porque precisamos manter, pelo menos, o básico para continuarmos com alguma qualidade de vida? As problemáticas levantadas pela pandemia Há várias outras respostas, mas o que chama a atenção no cenário atual é como os fatos que estavam escondidos, velados, tamponados, e simplesmente vieram à tona. Por exemplo: problemas familiares, tristezas, medos, inseguranças e até mesmo depressão e ansiedade, ou seja, dificuldades...

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