Categoria: Sexualidade Humana

Culpa ser LGBT

Ser LGBT: por que lidamos com a culpa?

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Quem é LGBT provavelmente já se viu tentando ser “o/a/e melhor” e vendo que seus esforços, mesmo que muito dedicados, não trazem um sentimento de satisfação duradouro e até despertam o sentimento de culpa. Às vezes nos percebemos fazendo de tudo para agradar os outros (por muitas vezes se anulando); estudando e aprendendo inúmeras habilidades diferentes para conquistarmos a admiração alheia; almejando uma condição financeira exorbitante para que possamos mostrar para todos como estamos “bem de vida”; entre outras situações compensatórias. Porém, apesar de essas situações serem vistas como coisas boas, não significa que elas nos trarão felicidade. Culpa: nunca seremos bons o suficientes? O simples fato de ser LGBT, por muitas vezes, traz consigo um fardo. Esse peso nos faz sentir como se não importasse o que fizermos, nunca seremos bons o suficientes. Isso traz grande angústia e sofrimento para grande parte da população de gays, lésbicas, trans, bissexuais,...

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LGBTQI+fobia, vulnerabilidade e saúde mental

LGBTQI+fobia, vulnerabilidade e saúde mental

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A luta contra a LGBTQI+fobia é antiga, e temos muitas datas para relacionar. Em 1952, a primeira publicação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais (DSM), classificou a homossexualidade como uma desordem. Porém, durante anos não foi possível comprovar pela ciência que era, de fato, um distúrbio. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a orientação sexual da lista de transtornos mentais do DSM-II.   Um histórico necessário No dia 17 de Maio de 1990 a homossexualidade foi retirada da Classificação Internacional de Doenças. Essa data se tornou o Dia Internacional contra a LGBTQI+fobia. A homossexualidade deixou de ser uma patologia mental pela Organização Mundial de Saúde, um desvio à norma heterossexual e não apenas outra orientação.   Então, em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) define normas éticas para atuação dos profissionais da área. Principalmente pensando na apologia que existia a “Cura Gay”, com a reversão de homossexual para heterossexual. Essas tentativas de reorientação...

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Diversos modos de se amar

Os modos de se amar e se relacionar

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Relacionamento sexual é algo que sempre tivemos, enquanto humanos, tanto por questões reprodutivas como por questões de prazer; é algo que está no cotidiano. Mas você conhece os diversos modos de se amar? Existem diversos modos de se relacionar, de se amar, e aqui trago uma lista para descomplicar. Vale ressaltar que todas as descrições aqui levam em consideração a consensualidade nas relações. Quando uma das partes tem algum tipo de relacionamento sem comum acordo, se trata de traição. Visto isso, vamos lá! Modo de se amar a dois 1 – Monogamia Atualmente o modo mais comum de se relacionar, se trata de duas pessoas que se relacionam uma com a outra. Embora comum hoje em dia, em se tratando da história da humanidade foi a maior parte do tempo algo incomum. Na Idade Média, por exemplo, era uma maneira de garantir a manutenção das posses da nobreza, mas a...

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Vitalidade sexual

Vitalidade sexual em um relacionamento longo

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Todo mundo sabe que no começo de namoro a vitalidade sexual é muito presente. Mesmo que o casal ainda não se conheça muito bem, mesmo que ainda não haja muita intimidade e que as coisas ainda sejam meio mecânicas, a frequência tende a ser alta, pois a atração está em seu pico. Conforme o tempo de relacionamento aumenta e o casal passa a se conhecer melhor, a intimidade se aprofunda. Muitos casam ou vão morar juntos e, com a convivência diária, já se sabe a hora que o parceiro vai ao banheiro, quando está de mau humor, com fome ou quando deixa de lavar a louça por dois dias seguidos. A intimidade é maravilhosa, mas pode fazer estragos na vida sexual. Somos muito estimulados pelas novidades, pelos desafios da conquista e a incerteza nos excita, por isso quando estamos comprometidos em um relacionamento íntimo e de grande proximidade, os estímulos...

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sexualidade feminina

Da infância à maturidade – evoluções da sexualidade feminina

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Desejo, logo de início, mencionar a fonte de inspiração que me levou a escrever sobre o tema em questão que é o livro “De menina à mulher – cenas de elaboração da feminilidade no Cinema e na Psicanálise” da autora Malvine Zalcberg (2019). Citando por vezes, pequenos trechos dessa atraente obra, de leitura fácil mesmo para leigos, por considerá-los muito bem formulados e também por gratidão, vou encadeando minhas articulações de ideias, tornando assim este blog uma contribuição pessoal sobre esse tema fascinante. Assim sendo, vamos nos voltar, em seguida, para o processo pelo qual passa o eterno feminino. Identidade feminina e a figura da mãe “O processo ‘de menina à mulher’ está intimamente associado às duas vertentes da feminilidade da mãe – a do feminino materno e a do feminino sexual” (Zalcberg, 2019). “A mulher depende, assim, em grande parte, dos recursos psíquicos com os quais a mãe a...

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Sexualidade, Identidade e Orientação. Você sabe a diferença?

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Alguns assuntos que têm ganhado espaço nas ruas e redes sociais nos últimos anos são a diferenças entre Sexo Biológico, Identidade de Gênero e Orientação Sexual. Mas você conhece a diferença de cada um desses conceitos? É comum ouvirmos comentários como “só existem dois sexos” ou “não gostar do sexo oposto é um distúrbio”, e acabamos paralisados com certos argumentos, pois ficamos presos a aspectos que até a ciência comungou por muito tempo no passado. Mas isso avançou, e estamos aqui para desembaralhar de vez esse assunto. Para começar, vamos falar da condição básica: SEXO BIOLÓGICO O sexo se trata da condição biológica da pessoa, é algo que de fato não se pode mudar pois está geneticamente inscrito em nós. Os sexos mais comuns são macho e fêmea, porém existem certas condições que, apesar de ter uma baixa prevalência numérica, não podemos ignorar. Se trata dos intersex: pessoas que nascem...

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