Combate ao coronavírus

Combate ao coronavírus: como anda a saúde mental de médicos e enfermeiros?

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

Quando falamos do combate ao coronavírus precisamos nos lembrar de um grupo de pessoas que está na linha de frente. Estamos falando daqueles que atuam para salvar a vida de todos nós: os médicos e enfermeiros.

Além da constante exposição de risco, estes profissionais estão sofrendo com a sobrecarga de trabalho.

As consequências? Por mais que o cansaço físico seja enorme, o que tem preocupado ainda mais os especialistas é a saúde mental. O turbilhão de notícias, expectativas e inseguranças também deixam os médicos e enfermeiros tensos.

Por mais que eles precisem ser fortes diante dos pacientes e de suas famílias, devemos lembrar que eles são seres humanos também.

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Neste momento tão complexo e atípico de combate ao coronavírus, nossos médicos e enfermeiros são grandes heróis de guerra. Trabalhando mais do que o normal e fazendo o impossível para salvarem vidas, estão arriscando as suas próprias vidas em prol do outro.

Trabalhar na linha de frente nesta pandemia talvez seja o maior desafio que boa parte destes profissionais vai enfrentar na carreira.

Ao longo deste artigo, confira um pouco mais em detalhes a situação que os profissionais da saúde estão enfrentando no Brasil. Além disso, também compilamos algumas dicas para ajudar a lidar com a ansiedade e estresse excessivos neste momento tão incerto. E se você tem um amigo ou parente que é profissional da saúde, não deixe de enviar este texto para ele!

Como os profissionais da saúde têm enfrentado o combate ao coronavírus?

Caos, medo e insegurança marcam o dia a dia dos médicos e enfermeiros. A pandemia que já assola o Brasil há alguns meses ainda não tem data para terminar, o que causa ainda mais angústia para toda a população e para os profissionais da saúde.

A preocupação excessiva com a qual os médicos e enfermeiros estão lidando todos os dias pode ocasionar em aumento dos níveis de ansiedade, estresse e até mesmo um transtorno de estresse pós-traumático. Os desafios impostos pelo novo coronavírus são inéditos para muitos destes profissionais que caíram de paraquedas no meio da pandemia.

Para completar, devido à falta de médicos, diversos residentes foram deslocados para a linha de frente com o objetivo de ajudar nesta luta diária. Além dos receios em relação à exposição ao vírus, estas pessoas também se preocupam com a relação trabalhista, pois são residentes e não contam com as mesmas proteções trabalhistas que outros profissionais.

A falta de equipamentos de proteção é mais um fator de estresse para quem atua no combate ao coronavírus

Como se já não bastasse todo o contexto dramático com o qual os médicos e enfermeiros precisam lidar durante o combate ao coronavírus, também há as preocupações com o básico: equipamentos de proteção individual. Uma pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina (APM) apontou que 50% dos médicos que estão na linha de frente contra o coronavírus precisam lidar com a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Os dados são alarmantes:

  • 50% dos médicos afirmam que faltam máscaras NP5 ou PFF2;
  • 38,5% confirmam que faltam equipamentos de proteção facial;
  • 26% disseram que faltam óculos;
  • 31% afirmam que faltam aventais;
  • 36,5 dizem que não máscaras cirúrgicas o suficiente.

Toda esta situação causa medo, ansiedade e estresse excessivos para os profissionais da saúde. Porém, o pior de tudo é que sem estes equipamentos de proteção individual eles ficam ainda mais vulneráveis com risco de se contaminarem. Os dados já contabilizam mais de 100 enfermeiros mortos e mais de 4 mil contaminados. Ao todo, são mais de 30 mil profissionais da saúde que já foram afastados por conta da contaminação.

Cuidados com a saúde mental para quem está no front do combate ao coronavírus

Por mais que os médicos e enfermeiros estejam acostumados a lidar com desastres e emergências, a pandemia do coronavírus já é considerada um dos maiores problemas sanitários da geração atual. O fato do vírus ainda ser desconhecido e não existir uma previsão clara para a criação da vacina faz com que todos convivam com a doença no escuro.

As preocupações são muitas: as mortes, o colapso do sistema de saúde, a crise econômica, os novos hábitos e comportamentos devido ao distanciamento social, entre outras. Tudo isso é fator de ansiedade e estresse.

O estado constante de alerta e o turbilhão de notícias dramáticas na mídia fazem com que os profissionais da saúde cheguem ao limite. Alguns dos principais impactos na saúde mental são transtornos de ansiedade generalizada e transtorno de estresse pós-traumático. Há várias formas de lidar com essa carga excessiva de estresse e ansiedade, mas não há uma receita de bolo que funcione exatamente igual para todas as pessoas.

Confira, em seguida, algumas atividades que podem ser incluídas no dia a dia destes profissionais para que consigam administrar melhor as emoções neste período de pandemia.

Meditação

Uma prática simples e rápida que pode ser realizada a qualquer horário do dia e em qualquer lugar. Tirar alguns minutinhos focar no presente e na sua respiração pode ser uma maneira de lidar com todo o caos e ansiedade em relação ao futuro. Existem muitos aplicativos de meditação guiada para quem é iniciante.

Expressão criativa

Uma maneira de explorar emoções positivas e descarregar um pouco toda a carga emocional é por meio de atividades que proporcionam uma expressão criativa. Pintar, escrever, desenhar ou tocar um instrumento podem ser maneiras interessantes de abstrair a mente e se acalmar, ainda mais neste momento em que não podemos sair nas ruas como fazíamos antes da pandemia.

Filtro nas notícias

Para quem já fica o dia todo na linha de frente, chegar em casa e se deparar com ainda mais notícias tristes é a receita do desastre. Um profissional da saúde deve aproveitar o seu tempo livre para abstrair e focar em outros assuntos que não sejam a pandemia. É preciso evitar exposição excessiva aos meios de comunicação neste momento.

Exercícios físicos

Se possível, fazer algum exercícios físico pode ser muito útil neste momento, pois é comprovado cientificamente que a prática ajuda a diminuir os níveis de estresse e ansiedade.

Terapia

Por fim, precisamos falar sobre a importância dos cuidados com saúde mental junto de um profissional especializado na área, ou seja, um psicólogo. A procura por terapia tem crescido muito neste momento e é indicado que os profissionais da saúde também usufruam deste serviço. Visto que o momento é de distanciamento social, muitos psicólogos estão atendendo a distância. É possível encontrar um profissional adequado para as suas necessidades por meio de plataformas como a Vittude.

Clique aqui para conhecer a Vittude, que conecta pacientes e psicólogos de maneira rápida e descomplicada. Para os médicos e enfermeiros que têm pouco tempo livre, fazer sessões de terapia online é uma ótima maneira de cuidar da saúde mental neste momento de combate ao coronavírus.

Se você gostou deste post, então não deixe de compartilhar com seus amigos ou parentes que são profissionais da saúde! Vamos cuidar daqueles que estão cuidando de nós.

Bruna Cosenza

Escritora, produtora de conteúdo e LinkedIn Top Voice 2019. Autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar. É apaixonada por comportamento humano e pela relação entre corpo e mente. Escreve porque considera o conteúdo uma das ferramentas mais poderosas que existem para provocar reflexões e derrubar barreiras.