Autocuidado

Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo: descubra como lidar com este problema

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, datado no dia 18 de fevereiro, dos perigos do consumo nocivo de bebidas alcoólicas. Como o álcool se encontra presente em uma variedade de situações sociais, este costuma ser um tópico sensível. O “beber socialmente” pode evoluir sorrateiramente para uma dependência.

O que é o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o alcoolismo como uma patologia crônica desencadeada pelo uso constante e descontrolado de bebidas alcoólicas. Ela pode comprometer a função do organismo com o tempo, causando problemas de saúde irreversíveis.  

Visando conscientizar as pessoas sobre as consequências da ingestão desenfreada de álcool, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo foi estipulado no país. Entretanto, esse dia não diz respeito somente à dependência e as suas consequências.

O alcoolismo afeta o casamento, as relações familiares e profissionais, a situação financeira, diminui a autoestima e impacta também a saúde mental da pessoa alcoólatra e dos indivíduos ao seu entorno. Esses fatores devem ser discutidos ao longo da recuperação desta condição. 

Por que esta data é importante?

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo é relevante não somente porque a ingestão excessiva de álcool é prejudicial à saúde do corpo, mas também porque causa problemas em todas as esferas da vida do alcoolista. 

Os laços sociais e familiares são prejudicados. As pessoas deixam de querer conviver com a pessoa que bebe excessivamente por temerem passar por uma situação desagradável ou pelo cansaço proporcionado pela convivência.

Embora o apoio de entes queridos seja indispensável para a recuperação do alcoolismo, não são todos os indivíduos que possuem emocional estruturado para estarem nessa situação. Alguns vínculos afetivos podem se romper ou ficarem abalados em face deste problema. 

A produtividade no ambiente profissional é reduzida. Não raro esses indivíduos são demitidos em decorrência de condutas inapropriadas e passam por crises financeiras por não conseguirem trabalhar. O gasto excessivo com bebidas alcoólicas também suscita problemas financeiros para o alcoólatra e sua família. 

A saúde mental também é afetada. O álcool interfere no equilíbrio químico do cérebro, prejudicando a capacidade de pensar, sentir e tomar decisões. É por isso que as pessoas se sentem relaxadas, ansiosas ou confiantes quando bebem. A ingestão em excesso impacta o funcionamento do cérebro e bagunça os seus neurotransmissores, tornando as pessoas mais agressivas, intolerantes e deprimidas

O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo é um alerta anual sobre esses e outros perigos do consumo exagerado de álcool. Nesta data, reflexões acerca da necessidade de beber, seja de modo controlado ou não, e dos problemas resultantes do alcoolismo são reforçadas.

Alguns municípios brasileiros e instituições fazem ações de conscientização para a população. Logo, se torna mais fácil identificar se você ou alguém próximo possui este problema ou tem uma pré-disposição. 

O problema do alcoolismo no Brasil

O alcoolismo é a terceira maior causa de mortes no mundo, segundo a OMS. Somente no Brasil cerca de 15% da população é dependente do álcool, sendo que a maioria é formada por homens entre 18 a 29 anos. Dados extremamente preocupantes.

Como as bebidas alcoólicas são drogas lícitas e o seu consumo é incentivado (às vezes, excessivamente), é fácil exagerar na ingestão. 

Quase toda celebração serve bebidas de variados teores alcoólicos. Vemos peças publicitárias associarem o consumo de álcool a festas, felicidade, socialização e glamour. Muitos pensam que é impossível se divertir em uma confraternização sem ingerir álcool. Jovens saem de casa com o intuito de ficarem bêbados em vez de se divertirem. 

Beber é a solução quando se está triste, frustrado ou desanimado. Também é incentivado quando se está muito feliz. Ou seja, as bebidas alcoólicas estão em todos os lugares e em quase todos os momentos.

Em razão do fácil acesso e do constante incentivo, não é surpreendente que alguns indivíduos sucumbam ao vício. É preciso ter consciência dos riscos e inteligência emocional para determinar um limite de consumo para si mesmo. 

Aumento de consumo de álcool na pandemia

As pessoas passaram a beber mais durante a quarentena. Os sentimentos negativos provocados pelo isolamento social, o tédio da rotina sem compromissos produtivos e o número crescente de casos e óbitos levaram muitos brasileiros a recorrerem às bebidas alcoólicas para aliviarem a tensão.

Um estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) revelou que 35% das 12 mil pessoas entrevistadas — sendo que 30% desse total eram brasileiras—, afirmaram beber além do considerado socialmente aceito. 

Cerca de 52% dos entrevistados apontaram o estresse e a ansiedade como as maiores causas do aumento da ingestão de álcool. Usaram a bebida alcoólica para relaxar, se divertir e escapar de sentimentos ruins. 

Como o álcool promove alívio imediato e ajuda as pessoas a esquecerem dos problemas, é muito atraente em momentos de crise. 

O problema é que o excesso de álcool no organismo deixa as pessoas ainda mais ansiosas, além de incentivar condutas violentas. Aliados ao cenário de confinamento, esses fatores aumentam a probabilidade de uma tragédia acontecer dentro ou fora de casa.

Além disso, a necessidade de sentir-se bem constantemente provoca cada vez mais consumo de álcool. Se a pessoa não for consciente e souber quando parar, pode ficar dependente dessa substância.    

Existem maneiras mais saudáveis e seguras de aliviar a ansiedade, afastar o mau humor e recobrar o gosto pela vida. O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo deixa essas alternativas bastante claras. 

Beber socialmente x Alcoolismo

Existe um limite entre beber socialmente e abusar das bebidas alcoólicas. Pessoas dependentes normalmente se recusam a aceitar que exageram na quantidade de álcool ingerida por estarem em negação. Assim, usam o termo “beber socialmente” para justificarem o seu comportamento. 

Para que o hábito de beber seja considerado dependência, ele precisa se repetir durante meses e, ainda, fazer correspondência aos seguintes critérios: 

  • A pessoa precisa ter crises de abstinência quando não bebe;
  • A pessoa precisa investir grande parte do seu tempo e dinheiro no consumo de álcool;
  • A pessoa precisa ter passado por diversas tentativas fracassadas de cortar ou controlar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • A pessoa precisa sentir vontade irresistível de beber;
  • A pessoa precisa prosseguir com o hábito de beber mesmo sabendo de suas consequências;
  • A pessoa precisa apresentar comportamentos atípicos;
  • A pessoa precisa negar o seu vício no álcool quando este é apontado por terceiros.

Como combater o alcoolismo?

O problema do alcoolismo pode ser revertido com a psicoterapia!

O tratamento dessa doença crônica é focado nas múltiplas necessidades do paciente, as quais englobam a sua vida social, familiar, amorosa e profissional. O seu estado emocional, é claro, também é uma grande necessidade.

A terapia para o alcoolismo pode acontecer individualmente e/ou envolver entes queridos, como a família e o cônjuge. Assim, a terapia de casal, familiar e individual são igualmente eficazes para o tratamento. 

Como a família desempenha um papel muito importante na recuperação da dependência, consultas em grupo tendem a ser mais benéficas para o paciente. 

Na terapia, o paciente alcoolista aprende a:

  • Desenvolver o autocontrole;
  • Adotar métodos menos danosos à saúde para gerir emoções;
  • Aliviar o estresse oriundo de uma situação ou relacionamento;
  • Mudar o seu estilo de vida para um mais adequado;
  • Resolver problemas com coerência e tranquilidade;
  • Ter amor-próprio sem precisarem de estímulos de substâncias ou de fatores externos para tal;
  • Reduzir o desejo do paciente pelo álcool;
  • Prevenir recaídas; e
  • Outras técnicas adotadas por psicólogos.

A Vittude é uma plataforma de terapia online com um repertório de psicólogos especializados no tratamento e na gestão de questões emocionais oriundas do alcoolismo (e outros problemas). 

As consultas são feitas em um ambiente virtual seguro e de fácil uso, permitindo melhor aproveitamento durante a conversa com o psicólogo

A terapia online pode ser a ideal para quem sofre com o alcoolismo. Como há um distanciamento físico entre paciente e psicólogo, falar de assuntos difíceis pode ser menos vergonhoso. 

A Vittude, inclusive, incentiva os pacientes a se expressarem com sinceridade e sem inibição. Os nossos psicólogos sabem lidar com todo tipo de assunto, desde os mais simples até os mais “controversos”. Além disso, acolhem os pacientes para que se sintam confortáveis durante todo o acompanhamento psicológico. 

Outra vantagem é que familiares, amigos e o cônjuge podem se reunir com mais facilidade já que as consultas virtuais podem ser feitas em horários flexíveis. 

Como agendar uma consulta com a Vittude?

Por mais que a situação atual não esteja tão boa para você ou alguém amado, lembre-se que tudo na vida passa. O processo de recuperação do alcoolismo é longo e requer força de vontade e paciência do paciente, além de muito apoio de entes queridos. O importante neste período delicado é se permitir curar no tempo que for necessário.

Selecione a especialidade na ferramenta abaixo, agende sua sessão e comece agora mesmo a olhar com mais carinho para este problema e para sua saúde mental!

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

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Tatiana Pimenta

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