Estresse em excesso pode se transformar em síndrome de burnout

Será que o estresse virou Burnout? Um psicólogo pode te ajudar!

Será que o estresse virou Burnout? Um psicólogo pode te ajudar!
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Era uma vez o Joãozinho…

Durante o dia, trabalhava. À noite, estudava. Quando sobrava tempo, dormia. Crise, metas. O chefe exigia resultados e mais resultados. Esforçado, naquele dia fez 245 ligações, mais de uma por minuto. No meio do dia, sua namorada mandou uma mensagem terminando o namoro. Na saída para a faculdade, seu carro estava riscado. Voltando para casa, por pouco não passa um farol fechado e atropela uma pessoa. Irritado, briga com um professor e não conversa com nenhum dos colegas. Ao chegar, deixa a janta de lado.

Azarado? Nem tanto!

Joãozinho, e qualquer um de nós, passamos por momentos de estresse. É da vida, e mais, do nosso cotidiano moderno. De repente, percebemos algo que nos agride ou pode nos agredir e nosso corpo se prepara para brigar ou fugir. Batimentos cardíacos, respiração, ansiedade: tudo se acende. É como se engatássemos a primeira marcha para subirmos uma ladeira, juntando toda a força do carro.

Um estresse por dia, dois, três, dez… Chega um momento em que podemos ficar completamente exaustos emocionalmente. Seria como manter o carro sempre em primeira, no limite da marcha. O motor grita, tudo trepida.

É a Sindrome de Burnout!

Joãozinho, além desse cansaço, dessa “gastura”, começa a perder sua autoestima, a criar e colecionar sintomas, as tais doenças psicossomáticas no coração, estômago,nervos. Come de mais, come de menos. Se irrita à toa e, pior, começa a se tornar insensível a quase tudo e a todos. De quem é a culpa?

Dá para dividir bem. De um lado, existem estressores externos, acontecimentos sobre os quais não temos controle algum, como uma perda, um chefe irritante, uma doença crônica. As atividades que exigem contato com muitas pessoas, como a do Joãozinho, são mais estressoras.

Do outro lado, existe a nossa disposição interna, o modo como reagimos a tudo isso. Algumas pessoas, não estão nem aí, enquanto outras realmente se sentem mal, irritadas e chateadas com isso tudo.


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E agora, Joãozinho? Como lidar?

Temos que analisar quais são os estressores, percebendo os mais significativos deles.

A partir disso, atuamos mudando a situação de algumas maneiras: (1) evitarmos ou (2) alterarmos o estressor. Podemos também mudar nossa reação: (3) nos adaptarmos ou (4) aceitarmos o estressor.

Junto a um psicólogo experiente, Joãozinho pode avaliar quais estratégias adotar e, juntos, eles elaborarão os sentimentos e emoções envolvidas.

Normalmente, atividades físicas e de relaxamento como a prática esportiva, yoga e tai chi chuan, além de presentes para si próprio, como um passeio, música ou jantar especial, serão parte da solução.

E agora, chefe do Joãozinho?

Sabemos que a Síndrome de Burnout tem vitimado pessoas nas mais diversas atividades, especialmente as que envolvem ajuda e exigem muito contato pessoal. O ideal é que gestores e empresas avaliem as tarefas mais estressantes, quais os funcionários mais exigidos e busquem formas de amenizar esse estresse. Psicólogos organizacionais são os mais indicados para desenvolver projetos para melhorar o ambiente.

Saiba mais
Leia o livro “Síndrome de Exaustão (Burnout)”, de Michel Delbrouck.

Paulo Vaz Ferreira Filho, parceiro da Vittude, é psicólogo clínico e organizacional, além de gestor em TI. Tem especialização em Psicologia Analítica (Jung) e Positiva. Atende adolescentes, adultos e casais em consultório. Desenvolve deep coaching e intervenções organizacionais. Marque sua consulta

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