alopecia

A alopecia possui um fundo emocional?

A Alopecia é descrita como ausência, rarefação ou queda dos cabelos e pelos.  Apesar de as causas da doença ainda não serem completamente conhecidas, o que se sabe é ser caracterizada por um quadro geneticamente determinado, somado a fatores externos como, alteração hormonal, cirurgias, infecções, estresse, hábitos alimentares incorretos, pós-parto, entre outros.

Vale salientar que os aspectos emocionais também estão presentes na queda de cabelo, mas não são determinantes para o surgimento dessa doença. Isso quer dizer, por exemplo, que se você estiver passando por algum estresse ou sofrimento, poderá ou não perder os cabelos, dependendo da sua pré-disposição genética para isso.

Alopecia vs. genética

Você pode estar se perguntando, o que quer dizer pré-disposição genética? Significa que, provavelmente, (digo provavelmente pois não estamos lidando com uma ciência exata) ocorreu alguma alteração no seu material genético (DNA), seja por um aspecto hereditário, isto é, passada de pai para filho, seja por alterações no DNA ocorridas ao longo da vida.

Entretanto, isso não torna as emoções menos importantes nesse contexto. Ao analisar os níveis de estresse em um grupo de 50 mulheres, 25 delas apresentaram queda de cabelo e destas 22 estavam com alto nível de estresse, conforme o estudo de York, Nicholson, Minors e Duncan (1998), citado por Kleinhans (2012).

Tais fatos constatam que as emoções influenciam muito nesse processo, quer funcionando com um gatilho para o início da doença, quer na manutenção e desenvolvimento desta. Sem falar nos sentimentos negativos como a perda da autoestima, maior índice de ansiedade e depressão.

Percebe-se, portanto, que assim como as dores pessoais aumentam a queda de cabelo, esta, por sua vez, intensifica o desequilíbrio emocional, instaurando-se assim um ciclo vicioso.

Diante do exposto, é possível considerar que o adequado manejo do estresse, os tratamentos farmacológicos, nutricionais e psicoterapêuticos, corretos e em conjunto, tendem a diminuir queda excessiva dos cabelos.

Esse texto fez algum sentido para você?

Aguardo suas opiniões.

Referência Bibliográfica

KLEINHANS, Andréia. Stress e raiva em mulheres com alopecia androgenética, Campinas.2012.79p. Dissertação (mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

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Fátima Barreira

Dra. Kesya seu texto ajudara muitas pessoas que enfrentam esse problema – queda de cabelo.
Vou divulgar e partilhar esse artigo.
Texto muito claro contendo informacoes fundamentais .