Busca por Aprovação

Busca de aprovação e reconhecimento: uma carência do ego

Existem pessoas que vivem em uma busca frenética por aprovação ou reconhecimento, como forma de satisfação emocional e pessoal. No conceito de aprovação, muitas vezes podem albergar características de dependência emocional e de submissão, deixando os próprios desejos de lado para se sentirem aceitos, desejados ou com aprovação social.

Predomina a ênfase no sucesso financeiro, status social e sucesso profissional. Na maioria dos casos, existem medos encobertos e pensamentos como “preciso ser admirado para ser aceito”.

Na mesma via, no contexto de reconhecimento, idealizam a admiração, o poder, a fim de suprir carências em relação a si próprios, também são bastante dependentes e reféns do que outros pensam, acabam perdendo sua autovalorização e estima. Ficam mais preocupados em parecer, do que realmente ser ou ter algo, está sempre atento com a apresentação social.

Tanto na busca por aprovação ou de reconhecimento, possuem personalidades subdesenvolvidas, não inteiras e com falhas no ego. Toda autoestima se baseia nas relações com o outro. A maioria das crenças e pensamentos foram sugeridas pelos cuidadores ou pais, vivem baseados na representação social.

Consequências da busca por aprovação

Ter uma personalidade ligada a esses contextos nem sempre é tão prejudicial, depende em como isso é projetado. Pessoas assim, podem se tornar bons vendedores, sociáveis, atuar no meio artístico, político e que, de certa forma, necessitam se adaptar na conquista de clientes ou em cargos de liderança.

Podemos citar vários exemplos: casamentos por aparências, festas acompanhadas de frustração e tristeza, por considerar sua vida vazia, que “falta algo”. O desgaste emocional na tentativa de “apresentar ser muito mais, do que se é ou têm” faz da pessoa prisioneiro. Muitas vezes, acompanhado da falsa sensação de liberdade, pois toda vez que estiver sozinho com seus pensamentos, a dúvida, a incerteza e a necessidade de ser compreendido aparecerá.

Pessoas que vivem nessa busca de aprovação e reconhecimento sofrem tanto quanto em qualquer outro problema psicológico. Não podemos delimitar e mensurar a dor baseada somente no que se vê mais agressivo ao ego, mas se difere na forma com que cada um lida com a sua dor.

A importância da terapia

Durante o processo terapêutico trabalhamos essas emoções, na construção de suas próprias decisões, na segurança em agir conforme o que se quer, e não conforme o que o outro deseja.

Viver em um ciclo emocional entre bem-estar e insatisfação se torna alegria passageira.

Buscamos a autenticidade das emoções e vamos ao encontro das descobertas, vulnerabilidades e medos, para reestruturar esses comportamentos hipercompensatórios de forma mais saudável. Viver nesse modo de enfrentamento pode carregar frustrações e raiva, pois o “verdadeiro eu” se tornou fragmentado.

A terapia pode ser um processo doloroso e libertador, pois o autoconhecimento traz à tona sentimentos camuflados vividos em aparências e na busca constante de adaptação.

Em processo terapêutico, não se busca a retirada dessa aprovação ou desse reconhecimento, mas na tentativa de tornar tudo menos desgastante, com ações mais verdadeiras, e um ego mais integrado aos seus reais desejos.

Compreende por que a necessidade da busca de auxílio profissional?

Toda essa bagunça emocional, esse cansaço físico e mental de agradar e se sentir inteiro é tão prejudicial quanto uma depressão ou pânico. Pessoas que não alcançam essas realizações emocionais, e com toda essa carência, podem vir a desencadear quadros de ansiedade, estados de depressão, fadiga e estresse.

Provavelmente você conhece alguém que vive assim, ou até mesmo você passa por isso. Sempre existem possibilidades terapêuticas para trabalhar e encontrar melhores adaptações para viver de forma mais plena e satisfatória.

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