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Como identificar se vivencia uma relação abusiva

Este é um assunto cada vez mais debatido, seja para tratar pontos de relacionamentos afetivos como também familiares e sociais. Principalmente com relação as mulheres embora homens também vivenciem.

As relações abusivas envolvem preconceitos enraizados na sociedade e suas diversas formas de criações do indivíduo por parte de seus responsáveis (pais e mães, pais solo ,mães solo, avós, tios e tias ou pais adotivos), este por sua vez ao decorrer de sua vida vai estabelecer o que julgará ser “correto” para o tratamento com o outro, com o próximo, onde este ,pode ser um(a)  esposo(a) ou parceiro(a) afetivo(a).

Destaco este fator pois a criação resulta na maioria das vezes como pode se considerar o outro (no caso de uma pessoa que promove em seu contexto relações abusivas), como uma pessoa que: “deve me servir”, “deve considerar apenas a minha vida”, “deve interagir entre meus amigos apenas”, “deve me obedecer”, “deve me considerar antes de se considerar, pois sou mais importante”, “deve olhar o meu trabalho como prioridade”, “deve frequentar locais que eu aprove” e tantas outras situações semelhantes, que indagam o quanto o agressor muitas passivo, pois a atuação é indireta nestes casos com falas e ações que não são perceptíveis num primeiro momento a quem o acompanha, seja um amigo(a), um irmão(ã), um(a) parente e um(a) parceiro(a).

Entendendo as relações

Como as relações de amizade, de parceria, familiares ou até sociais envolvem vínculo ou seja uma ligação, dos nossos sentimentos pela pessoa, o agressor(a), pode inclinar a pessoa (parceira) a desconsiderar certas atitudes, e com o levar destes acontecimentos é possível também acumular em seu interno as diversas atitudes, onde se posicionam a “relevar”, porém ,tais atitudes com devido tempo começam a pesar, a machucar, a estressar, a trazer sentimentos de mágoa, raiva e ou culpa.

Nem todos os relacionamentos são envoltos de situações abusivas, é possível vivenciar desencontros nos valores pessoais como por exemplo de caráter ou expectativas sobre os envolvimentos. Casar, ter filhos, morar em determinada região e no entanto o parceiro por sua vez não compartilhar das mesmas opções onde se direciona a um término de relacionamento, caso não entrarem em consenso.

Nas relações abusivas as pessoas levam como citado acima algum tempo, para notarem tal tratamento agressivo, pois muitas vezes estão envoltos a uma forma de falar sem aumento de tom de voz ou ênfase no que é proposto a você e uma das formas de perceber seria em dar atenção ao que deixa de fazer por que a pessoa a qual convive “não gosta que você faça” ou “não aprova” .

Relações abusivas são carregadas de controle e manipulação, fator que determina efetiva ação sobre o outro ou sucesso quando a pessoa agredida encontra-se vulnerável, com baixa autoestima e não se dá conta do que vivencia, pois julga precisar daquela pessoa mesmo não concordando com determinados tratativas de sua parte a ela(e), fator que sugere o autoconhecimento ou tratamento psicoterapêutico.

A culpa envolvida no relacionamento abusivo

Você já se pegou culpado por escolher fazer algo, mas sem total coragem de fazê-lo pois não sabe se as pessoas que convive irão aprovar?

Geralmente estes pensamentos surgem a pessoas que necessitam de aprovações dos outros, das pessoas para se sentirem fortalecidas e isto não significa que será melhor para você fazê-lo só porque foi aprovado, mas sim por que se colocou a executar a fim de se favorecer e se sentir bem.

As necessidades que temos durante nossas trajetórias como seres humanos e protagonistas de suas próprias vidas são muitas vezes auto afirmativas, infelizmente alguns se autoafirmam à partir do outro o que propicia relações consideradas na psicologia como patológicas (relações doentias).

Como saber se você se gosta o suficiente, para tomar suas próprias decisões?

Responder a esta questão não significa que não se deve ter mais dúvidas para se sentir segura, elas são necessárias para o amadurecimento do indivíduo e é natural o processamento para real decisão que lhe couber, em seu momento de vida, em seu contexto. Envolto a tudo isto há a autoconfiança a autoestima que independente do “certo e errado” se fará presente.

Por isto observar-se como integrante principal se faz importante, além de olhar para o outro, notar também como se sente se existe contentamento nas suas relações diversas sejam familiares, de amizade, no âmbito de trabalho e afetivas em todas elas terá o seu lugar.

Caso possa perceber que algo acontece a você no sentido contrário e não saldável de suas relações, lhe convido a ampliar seus cuidados através da psicoterapia por exemplo, onde com a ajuda de um(a) profissional, tornará favorável o trilhar deste caminho de aprendizado na construção de uma maior autoestima.

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