Ajuda compulsão alimentar

Compulsão alimentar: entenda quando é hora de buscar ajuda

Com apenas 22 anos de idade, depois de atuar em Malhação e A Lei do Amor, a atriz Alice Wegmann brilhou recentemente como a justiceira Maria, na série Onde Nascem os Fortes.

E dando um exemplo de maturidade e generosidade, Alice tem falado abertamente possuir problemas com alimentação, que vem tratando há anos.

Na entrevista abaixo, a atriz conta que sofre de compulsão alimentar e que encarou o problema de frente, inclusive procurando ajuda psicológica. Confira.

Alice Wegmann abre o jogo sobre compulsão alimentar.

Neste post, vamos nos inspirar no exemplo de Alice para discutir algumas questões importantes sobre compulsão alimentar.

Confira, logo abaixo:

·         O que é compulsão alimentar

·         Diferenças entre compulsão alimentar e bulimia

·         Como a Terapia Comportamental combate a compulsão alimentar

·         Sete dicas para quem quer emagrecer ou tem compulsão alimentar

Esses são conteúdos importantes que, acreditamos, podem te ajudar a identificar os casos de compulsão e quando é hora de procurar ajuda. Vamos a eles.

O que é compulsão alimentar

A compulsão alimentar faz parte do quadro dos transtornos alimentares, entre os quais se incluem a anorexia nervosa, a bulimia nervosa, o transtorno da alimentação da primeira infância, a pica e o transtorno de ruminação.

O que é considerado compulsão alimentar é a ingestão de grande quantidade de comida em um período delimitado em até duas horas, acompanhado da perda do controle sobre o que se come ou quanto se come.

Ao todo, estima-se que 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer sofram do problema, ou seja, a compulsão alimentar atinge principalmente pessoas obesas ou fora do peso.

Diferenças entre compulsão alimentar e bulimia

Quando a compulsão alimentar vem acompanhada de ações para evitar que a pessoa engorde começa a se delinear um quadro de bulimia nervosa, que é outro distúrbio alimentar.

Para se caracterizar, a bulimia compreende ainda um componente psicológico, que é sensação de total falta de controle da pessoa sobre o próprio comportamento.

Vale explicar que o vômito provocado pela própria pessoa, embora aconteça em cerca de 90% dos casos, não é o único mecanismo que os indivíduos com bulimia utilizam para não engordar.

Outros comportamentos são o uso de laxante, diuréticos, hormônios tireoidianos, agentes anorexígenos e enemas. Jejuns prolongados e exercícios físicos exagerados são também formas de controle do peso.

Como a Terapia Comportamental combate a compulsão alimentar

A Terapia Cognitivo Comportamental, a chamada TCC, é muito eficaz no tratamento da compulsão alimentar. Há diversas pesquisas sobre o assunto, com milhares de resultados comprovados.

Em resumo, o que a TCC faz pela pessoa com compulsão alimentar é identificar quais são os pensamentos que fazem com que a pessoa recaia na compulsão – os pensamentos sabotadores – e, em seguida, auxiliar a pessoa a substituí-los por outros, que a ajudem a ter uma vida normal.

Pensamentos como “Eu não consigo ficar sem comer”, “Eu sou um fracasso” ou “Caí em tentação, agora já era” são substituídos por outros como “Tudo bem. Vou comer em poucas horas, por isso posso esperar”.

Por mais que essa troca pareça simples, ela é extremamente eficaz e já ajudou milhares de pessoas em todo o mundo. As dicas abaixo para pessoas com compulsão ou mesmo com dificuldade para emagrecer seguem a TCC.

Sete dicas para quem quer emagrecer ou tem compulsão alimenta

1. Sempre que for comer ou tiver exagerado, observe seus pensamentos e identifique aqueles que induzem você a comer. Exemplo: “É só um pouquinho”, “Vou me sentir bem melhor depois de comer”, “Vou comer e amanhã recomeço a dieta” ou “Agora já era, acabei com minha dieta”.

2.       Identifique também os pensamentos que te rebaixam, do tipo: “Sou fraco, nunca segui nenhuma dieta direito mesmo” ou “Sem comida eu não sou nada”.

3.       Crie para você pensamentos funcionais, que te ajudem a evitar a compulsão, por exemplo: “Daqui a pouco é a refeição, então posso passar tranquilo sem comer por enquanto”, “Posso me sentir bem comendo, mas se não comer, vou me sentir melhor ainda” e “Ok, não foi legal comer um monte, mas isso não vai acabar com minha dieta, vou seguir firme”.

4.       Não use o ato de comer como um conforto para desconfortos, estresse ou situações ruins. Isso cria um ciclo do qual é difícil sair.

5.       Não acredite que outras pessoas são magras só porque nasceram assim. A maioria se esforça e muito!

6.       Observe muito bem as quantidades de comida que consome. Só isso já te ajuda a evitar um pote inteiro de sorvete, por exemplo!

7.       Escreva lembretes para você sobre seus novos pensamentos e ações e não deixe de os reler todos os dias!

Gostou das informações e dicas? Espero que sejam úteis! Além disso, saiba que um psicólogo pode te ajudar – e muito – a se livrar da compulsão alimentar e de outros distúrbios da alimentação.

Um grande abraço e até a próxima!

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