subconsciente

Por que conhecer seu Subconsciente?

O cérebro trabalha com imagens, e, portanto, nosso subconsciente (aquelas informações que estão acessíveis mediante esforço deliberado) também funciona dessa forma. É importante diferenciarmos o termo imagem do termo visual. Uma informação é sempre imagética, pois está relacionada às informações que formam um “quadro”, uma situação ou grupo de informações específicas.

Por outro lado uma informação visual está estritamente relacionada ao sentido concedido pelo orgão escópico (os olhos). Podemos nos referir a imagens visuais (somente visão), imagens auditivas (somente o que é conferido pela via dos ouvidos), imagens cinestésicas (tato), etc. Porém é importante lembrarmos que as informações são multifocais, e é apenas a nossa consciência que momentaneamente seleciona um canal (auditivo, visual, cinestésico) para colocar a atenção.

Mas se explorarmos nossas imagens, poderemos ter a percepção de que elas trazem muito mais informação do que apenas o que um dos sentidos nos confere. Essas informações se alojam de forma complexa, utilizando agrupamentos neuronais e conexões específicas, que podem, entretanto, serem reorganizadas. A isso dá-se o nome de neuroplasticidade: a capacidade dos neurônios ampliarem sua capacidade de conexão com outros neurônios para formar novamente uma função que fora perdida. E isso se dá pela via do estímulo.

Você já deve ter ouvido falar de que quem perde um dos olhos, com o tempo, passa a enxergar melhor com o outro olho. Que os cegos, costumam ouvir melhor do que aqueles que enxergam… Esses são dois exemplos de como o estímulo pode modificar a conformação cerebral a fim de melhorar uma função. Não é que aquele olho ou ouvido tenha ficado melhor, mas sim a capacidade do cérebro em criar conexões e facilitar a percepção de estímulos, através daquele olho ou ouvido que não foram afetados. Assim, fica fácil entender porque se diz que “a repetição é a mãe da aprendizagem”.

Quanto mais nos expomos a uma determinada informação, mais ampliamos a capacidade de retê-la na memória e assim automatizá-la. Ou seja, torná-la tão acessível que nem precisaremos mais usar o esforço deliberado de atenção sobre ela. Um bom motorista é aquele que automatizou a maior quantidade de movimentos precisos (e bons hábitos) no trânsito. Por isso nas auto-escolas se ensina a “direção defensiva”, preparando o futuro motorista para situações em que sua atenção deve estar muito além do que deve executar para simplesmente pôr o carro em movimento. O bom motorista é aquele que não precisa pensar pra colocar o cinto de segurança, pois quando percebe, já o fez automaticamente…

Portanto, nosso subconsciente armazena uma série de informações e as torna automáticas, conforme nós estimulamos nosso cérebro com elas! Você já deve ter notado a essa altura do texto que os maus hábitos se formam justamente assim, pela via da repetição! Os vícios, alguns tipos de medo e até as obsessões de mais variados tipos têm isso em comum: um pouco do mesmo todos os dias. Então o que fazer diante disso? Nosso CÉREBRO de fato se assemelha muito a um COMPUTADOR, e sabemos que a manutenção do equipamento pode melhorar sua performance, até mesmo salvá-lo de uma pane.

É necessário “deletar” aqueles arquivos que só ocupam espaço (diminuir e retirar o foco sobre certos pensamentos e emoções); fazer a atualização de programas (ressignificar e olhar com mais recursos para nossos problemas e memórias conflitantes); limpar a memória cache (prestarmos atenção e limparmos alguns conteúdos trazidos pelo “falatório interno”, limpar a negatividade emocional); verificar como está o uso da memória RAM a fim de aumentar a performance do computador (percebermos o que estamos “carregando” diariamente em nossos pensamentos, seguirmos em frente nos melhorando a cada dia); e inserirmos bons programas (pensamentos fortalecedores, boa alimentação, exercícios físicos, meditação, etc). Ou seja, uma boa manutenção (profilaxia mental), mesmo que você não seja o técnico (psicólogo, terapeuta) já ajuda muito a vida útil do seu aparelho (saúde psicofísica, tranquilidade, sucesso, etc.).

Nossa mente consciente pode tentar contar a maior variedade de mentiras sem maiores problemas. Entretanto a mente subconsciente, por seu caráter literal, lida com a verdade… A verdade nesse sentido nos é contada principalmente pela via do corpo. Tente se fazer a seguinte afirmação: “Eu estou muito bem, minha vida é um sucesso agora”… Como o seu corpo reage a isso? Ele concorda, te trazendo mais ainda a sensação de relaxamento e tranquilidade? Ele discorda, te fazendo sentir-se apertado, tenso? Ele não reage? Ele te mostra alguma reação específica, como um frio na barriga, ou uma sensação de coração pesado, ou ainda uma espécie de calor na área da cabeça? Tudo isso são informações, trazidas por nosso subconsciente, através do corpo.

Tente mentir pra si mesmo (como por exemplo, que você é um leão/leoa e não um humano), e observe como o corpo reage. Agora fale uma coisa da qual realmente se orgulha, ou que realmente lhe é uma verdade…e então observe qual a imagem constelada em seu corpo… É por esse motivo que a famosa “Lei da Atração” não nos traz o desejo que forjamos na esperança de alcançá-lo, mas traz a imagem que se constela em nosso corpo em relação ao que queremos, ou seja, é a forma do nosso SENTIR que irá guiar o que somos ou não capazes de atrair. De nada adianta desejarmos ganhar um milhão de reais num jogo lotérico, se a imagem dessa quantidade de dinheiro se reflete em nosso corpo na forma de insegurança, receio, aperto, estresse, etc. É através da Alquimia (transformação) de um elemento emocional (tensão) em outro (relaxamento) que conseguimos produzir as mudanças positivas necessárias que desejamos.

Nosso Universo é composto por polaridades, e nesse sentido cabe a nós escolhermos qual polaridade queremos atrair, uma vez que atraímos ambas. Tanto a mensagem Cristã quanto a tradição Budista, por exemplo, nos trazem um grande “insight” nesse sentido, condensado na seguinte afirmação: “O Homem é o que pensa no coração”. (Provérbios 23:7)

Vivemos num mundo onde para a grande maioria das pessoas dizer ou pensar a frase “Eu amo a mim mesmo” e sentir verdade na mesma ainda não é possível… Ainda dessa forma, através do conhecimento apresentado acima, e através do comprometimento real com a própria libertação emocional, podemos alcançar estados mais desejáveis e, finalmente, amarmos a nós mesmos genuinamente. A criatura humana já nasce com a tendência natural para fugir da dor e buscar o prazer, a satisfação, o conforto… No fundo de cada alma, existe um chamado à evolução, ao crescimento, ainda que muitos dentre nós ignorem isso.

Esse caminho para a Unidade, processo conhecido pelo nome de “Individuação” e que foi apresentado pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung, é muito assemelhado ao conceito oriental de Iluminação. Então é natural que dentro de cada um de nós haja uma pequena (e perene) chama ardendo pelo encontro com o “Si-Mesmo”, o amar-se verdadeiramente, o aquietar das tormentas, e que continua nos estimulando mesmo sob o aparente insucesso na vida.

Aqui um exercício simples: perceba como há vida em seu corpo, através do simples ato de respirar. Sem energia sexual não há vida, e há energia sexual no ato de respirar. Essa energia não necessariamente precisa ser utilizada com tanta frequência na descarga orgástica do ato sexual ou da masturbação, e pode servir de fonte para a criação de projetos, mudanças de comportamento, criação de outras formas de “vida” e até mesmo cura. Um exemplo disso é a capacidade que algumas pessoas naturalmente têm de doar grandes doses de energia através da imposição de mãos. Não é nosso intuito aqui adentrar às questões de como, se, ou por que isso funciona, mas seus efeitos são notáveis e já observados em vários lugares, tempos e culturas diferentes de nosso planeta.

O SEU PRIMEIRO COMPROMISSO A PARTIR DE HOJE:

Viver durante 365 dias com a questão: “O que as pessoas que se amam verdadeiramente fariam nessa situação?” Não importa se a questão é simples ou complexa… Com o tempo, as respostas chegam de forma rápida, precisa, de uma perspectiva superior em relação à consciência cotidiana (Si-mesmo, Eu Superior, etc).

LEMBRE-SE de jamais colocar a responsabilidade por sua felicidade ou sucesso nas mãos de outra pessoa…

Se identificou com o tema? Clique aqui para agendar sua consulta com o psicólogo Raphael Soltoski.

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