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Falando sobre suicídio: Que tal fazer as pazes com a vulnerabilidade?

Você sabe ou já ouviu falar no Setembro Amarelo?

O dia 10 de setembro é definido como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. Com base nessa referência internacional, em 2015, o Centro de Valorização da Vida (CVV) lançou a campanha chamada Setembro Amarelo, na qual destina todo o mês de setembro para falarmos sobre o suicídio. Porque esse tema tem ganhado grande relevância, de modo a ser separado um mês inteiro para ele? Os últimos dados lançados pela Organização Mundial de Saúde apontam que o suicídio é a maior causa de morte de jovens no mundo. E as taxas tem aumentado de modo significativo na população de adolescentes e idosos, tornando-o um problema grave de saúde. 

Mas, será que falar sobre esse tema tão delicado, não poderia incitar ainda mais as pessoas a cometerem esse ato?

Esse é um dos grandes tabus acerca do tema, sabia? E é justamente para quebrar mitos sobre o suicídio e reduzir o número de mortes associadas a ele que essa campanha tem ganhado força nos últimos tempos. Muitas mortes poderiam ser evitadas caso houvesse suporte e acompanhamento adequados. Por adequado, não se exclui a importante contribuição que alguém próximo possa oferecer, mas sabe-se que, na maioria dos casos, a causa é algum tipo de transtorno psiquiátrico e, por isso, um acompanhamento psiquiátrico e psicológico se fazem de extrema importância nesses casos. 

Existe uma frase que ficou bem conhecida nessas campanhas que alega que a pessoa que comete suicídio não quer tirar a vida, mas sim quer dar uma solução a ela. Essa visão nos ajuda a compreender melhor o que se passa na cabeça de alguém que queira ou decide cometer tal ato: ela está buscando uma solução para o problema e, portanto, precisa de ajuda! 

A grande verdade é que todos nós, em inúmeros momentos de nossas vidas, precisamos de ajuda, independente se crianças, jovens, adultos ou idosos. Por que? Porque sofremos, porque temos limitações, porque não somos super homens – e estamos longe disso! Por mais que nos esforcemos em estar bem, em dar conta de tudo, em sermos fortes suficientes para levar a vida, as nossas vulnerabilidades sempre acompanham e sempre nos acompanharão.

Pare e pense um pouco em sua vida ou na de alguém próximo: O que faz você/outro se sentir vulnerável?

  • Ser demitido
  • Ser rejeitado
  • Sofrer um acidente
  • Perder os pais
  • Um filho doente
  • Término de um namoro
  • Ser assaltado
  • Desaprovação de alguém
  • Não sentir mais prazer como antes

Inúmeros São os momentos em que essa tal de vulnerabilidade insiste em nos lembrar dela!

Sentir dor e sofrimento é ouvir a voz da nossa vulnerabilidade

Convido você agora para perceber a sua vida de forma geral: a vulnerabilidade sempre nos acompanhou, não é mesmo? Mas nos comportamentos para não senti-la de jeito nenhum: controle, previsão, vícios, certeza, perfeição, alienação. ⠀

E se eu te dissesse que a conexão com a vida e seu propósito passa por curvarmos ao desconforto da vulnerabilidade? E se eu te dissesse que não precisamos fazer de tudo para tirar o nosso sofrimento, mas apenas escuta-lo mais e descobrir as melhores formas de lidar com ele, que anda conosco lado a lado. O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao ajudar uma pessoa que pensa em suicídio. E muito mais que dar fórmulas mágica para que ele não sofra. É mais do que querer vê-lo sem sofrimento. ‘É mostrar a ele que “está tudo bem se sentir assim”. É se conectar com a dor dele, que também é a sua e ‘e passar juntos por essa tempestade, que uma hora tem fim. 

Ser vulnerável é o que nos torna humanos. E é por meio da vulnerabilidade que surge todo tipo de conexão e empatia. Mas isso é tão contraditório! Se sentir vulnerável é doloroso, feio, vergonhoso, sinal de fraqueza. Que tal uma mudança de olhar? ⠀

“A vida é uma bagunça, ARRUME-A” x “A vida é uma bagunça, AME-A”. Brene Brown.  Compartilhe bagunças com o seu próximo, ele também estará cheio delas! 

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