Felicidade: expectativa e realidade

Felicidade: expectativa e realidade

A felicidade é uma das maiores e mais poderosas formas de motivação que existem na experiência humana. É provável que seja o maior motivador psicológico existente. Ela pode ser concretizada de diversas formas, seja na conquista de um emprego, de um novo amor, ou até mesmo em coisas mais simples como o reconhecimento por um trabalho bem feito, uma tarde de folga, enfim. A busca pela felicidade é uma constante na vida de todos os seres humanos. Desde cedo, essa busca já faz parte da nossa rotina.

Se criança, a felicidade faz parte do nosso imaginário como sinônimo de um brinquedo novo, quando adultos ela é caracterizada como uma viagem, um carro, uma experiência nunca vivida. Um fator importante, entretanto, sobre a felicidade é que a mesma é uma experiência momentânea, demarcada em um momento específico e que, embora nós projetemos a mesma em uma infinidade de coisas, às vezes pode acontecer espontaneamente. E há uma dificuldade muito grande em se reconhecer esses momentos de felicidade quando eles ocorrem. Por exemplo, imagine agora um momento feliz que você tenha genuinamente vivido nos últimos anos.

Pense agora se esse momento foi planejado. E se sim, se ele ocorreu exatamente como você planejou. Há uma grande probabilidade de que a sua resposta seja “não”. Pois a felicidade tem menos a ver com as nossas idealizações e muito mais a ver com a nossa experiência e do contato com a realidade livre de projeções.

Desta forma, a busca pela felicidade, embora seja inerente à nossa própria existência, deve também dar espaço para a reflexão sobre o que entendemos por esse contexto e se estamos buscando um modelo de felicidade que realmente nos contempla, para que possamos também absorver melhor as experiências genuínas de felicidade que vivenciamos.

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