cérebro negativista

O cérebro negativista

Nosso cérebro tem uma tendência ao negativismo.

A não ser no caso daqueles que nascem otimistas, a maioria das pessoa é negativista.

Os neurologistas explicam que este negativismo está ligado a nossa história evolutiva.

A sobrevivência de nossos antepassados dependeu do efeito sobre o cérebro das experiências negativas. Os que aprenderam com elas foram os que sobreviveram. Os que reagiram aos sinais de alerta e perigo, e se defenderam, tiveram mais chances de viver que aqueles que não aprenderam com as experiências negativas.

Mostrar-se vigilante, para identificar possíveis ameaças, ajudou na sobrevivência mas, o custo disto, foi a ansiedade, o medo e o sofrimento.

As experiências negativas deixam uma marca no cérebro muito maior que as experiências positivas. Mesmo que as experiências positivas sejam em maior quantidade, as que ficam gravadas são as negativas.

Os acontecimentos negativos ficam registrados no cérebro, prontos para serem reativados, como um alerta para o futuro. Mesmo que as experiências positivas superem as negativas, o que ficam gravados são os fracassos, tristezas, perdas, culpas, vergonha, raiva.

Esta propensão do cérebro para o negativismo foi importante para a sobrevivência de nossos antepassados. Mas não são mais necessários para nossa sobrevivência.

Mesmo não sendo mais necessário este estado de alerta e atenção ao perigo, a tendência de nosso cérebro é enfatizar os problemas, aumentar os obstáculos, subestimar a capacidade de resolver os problemas, imaginar as coisas piores do que elas são. E tudo isto é criado pelo cérebro que cria obstáculos que muitas vezes nem existem.

Estas formas de pensar causam intenso sofrimento e sensação de incapacidade e fraqueza.

Como o cérebro é o criador do sofrimento é através dele que podemos chegar à cura.

Sendo o cérebro negativista precisa haver um esforço ativo para reter as experiências positivas e afastar as negativas. É necessário um empenho muito grande para ser positivo ou, pelo menos, neutro.

Acalmar o cérebro, tranquilizá-lo, é uma aprendizagem que demanda energia .

Temos que gravar no cérebro as experiências positivas para que elas combatam as negativas que vão teimar em aparecer e se sobressair.

Quando armazenamos lembranças positivas, sentimentos bons, imagens agradáveis, isto vai produzindo mudanças cerebrais.

Quando direcionamos nossa atenção para o que é bom e agradável, para o que gostamos, imaginamos cenas tranquilizadoras, lembramos de coisas boas a nosso respeito e de outras pessoas, vamos mudando nosso cérebro.

Este esforço ativo, de colocar no lugar das experiências negativas as positivas, vai mudando as conexões neurológicas. E, a partir dai, outras mudanças virão.

A saúde e o sistema imunológico irão se revigorar, o stress ficará sobre controle. Emocionalmente, ficaremos mais equilibrados, o humor irá melhorar e estaremos mais fortalecidos para enfrentar as experiências dolorosas e traumáticas.

A psicoterapia que busca o fortalecimento dos aspectos positivos e as potencialidades das pessoas, aprender a relaxar e a respirar calma e profundamente, a meditação são instrumentos que ajudam nas mudanças cerebrais, tornando o cérebro mais positivo e mantendo o controle sobre o negativismo.

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