Pânico: Vivo em alerta, com medo de outra crise

4.9/5 - (25 votes)

Várias vezes na emergência do hospital. Quatro médicos. E um só diagnóstico: “sua saúde está ótima!”

Mas então como explicar essa sensação de quase morte, coração acelerado, falta de ar, boca seca e todos os outros sintomas absolutamente reais?

Quando falamos sobre transtornos ansiosos, não falamos apenas de uma sensação. Existem sintomas. Sintomas reais. Tão reais que muitas vezes o paciente percorre um longo caminho, visitando inúmeros especialistas até descartar todos os outros problemas clínicos que poderiam justificar tantos sintomas.

Dentre os transtornos de ansiedade, a síndrome do pânico é um dos mais comuns e configura-se por ataques de medo e pânico, crises inesperadas e repentinas, que podem durar minutos ou até uma hora. As pessoas que passam por uma crise, geralmente, entram em estado de alerta, vivendo constantemente preocupadas e com medo de uma nova crise.

De acordo com dados do Instituto de Psiquiatria da USP, cerca de 10% da população pode sofrer crises de pânico e dessas, 3,5% podem ter ataques repetidos, o que acaba colaborando para alterações no comportamento do indivíduo, que passa a viver com um medo intenso de ter uma nova crise.

Para caracterizar a síndrome do pânico, o indivíduo precisa apresentar pelos menos quatro dentre uma lista de sintomas que inclui:

  • Sensações de falta de ar
  • Palpitações
  • Dor no peito
  • Náuseas
  • Tonteira ou sensação de desmaio
  • Calafrios
  • Medo de perder o controle
  • Medo de morrer
  • Sudorese
  • Tremores, entre outros.

Por causa dos sintomas, o diagnóstico correto geralmente demora muito a acontecer, pois as pessoas que passam por isso acabam procurando cardiologistas ou médicos de outras especialidades, por não entenderem que se trata de um transtorno psicológico ou, em alguns casos, por vergonha de familiares e amigos. Mas é importante entender que o transtorno de pânico é real e tem tratamento.

É importante compreender que tem tratamento e que é necessário buscar ajuda, pois existem profissionais capacitados e especializados em cuidar desse tipo de problema e ajudar a quem passa por isso a recuperar a sua saúde e a sua qualidade de vida.

A psicoterapia é fundamental no tratamento e, na maioria dos casos, deve ser aliada ao tratamento medicamentoso, prescrita por psiquiatra. Esse trabalho multidisciplinar entre psicólogo e médico vem demonstrando grande eficácia no tratamento da Síndrome do Pânico.

Importantes estudos vêm demonstrando a eficiência dos atendimentos psicológicos online também para os casos de síndrome do pânico. Como em alguns casos o indivíduo apresenta até mesmo o medo de sair de casa, poder contar com o atendimento psicológico online nessa fase inicial pode fazer toda a diferença.

Se você identificou que pode estar passando por isso, considere buscar ajuda profissional. Agende uma consulta comigo e saiba mais sobre como recuperar a sua qualidade de vida. É totalmente possível!

Avalie esse artigo:

4.9/5 - (25 votes)

Comentários:

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments