PSICANÁLISE, HOJE?

Em época de “tempo é dinheiro”, como é possível desembolsar esses raros bens para deitar no divã e falar com quem não me olha? Mas já não somos os mesmos. Nem pacientes, nem psicanalistas. E acreditem, a prática da Psicanálise se adaptou!

Por seus estudos teóricos e práticos, Freud fez notáveis descobertas até hoje consideradas, e ainda exigidas em importantes concursos públicos de psicologia.

Mas como diz o bordão, ‘na prática, a teoria é outra’!

Freud mesmo seguiu até o fim reformulando e aprimorando suas teorias e técnicas. Hoje, por exemplo, elas são também usadas em ambulatórios hospitalares e UBSs na forma de terapia breve focal. Já nas enfermarias são ainda mais breves, pois cada sessão pode ser a única.

E no consultório, como funciona? Depende! Primeiro do sujeito que busca a análise – sua queixa, realidade, história pessoal e psíquica e expectativas quanto à psicoterapia – que influenciará o curso do processo: deitar ou não no divã, quanto e como pagar, frequência das sessões etc. Por fim, daquele que a conduz: o profissional. Quem direciona é o analista e quem sinaliza é o paciente.

Assim, respondo: Psicanálise, hoje, sim! A todos que desejam se implicar em suas escolhas na vida e percebem que sozinhos levam muito mais tempo e, que nesse tempo, já se gastou um montão de dinheiro.

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