Rejeição familiar

Rejeição familiar

Hoje o texto é sobre relações familiares onde somos literalmente ignorados por um membro próximo de nossa família. É como se não existíssemos, ou fôssemos insignificantes para tal pessoa.

Por quê isso acontece?

Em primeiro lugar é muito importante destacar que a responsabilidade por essa situação absolutamente não é nossa!

Precisamos entender que todos temos nossas vivências pessoais e íntimas, e estas determinam em grande parte o tipo e a qualidade da relação que temos com o outro dali para adiante.  Se o outro me ignora, me despreza, provavelmente ele tenha sim uma reserva conosco, mas por uma questão própria e particular dele e não nossa, entende?

Digo mais, muitas vezes nem a pessoa tem plena consciência do motivo pelo qual isso acontece.

Em segundo lugar, precisamos parar com a ideia de que temos que receber tudo aquilo que damos na mesma medida e da mesma pessoa.  Nós só podemos dar ao outro aquilo que temos disponível e nem sempre o outro pode nos corresponder na mesma medida, simplesmente porque pode não ter os recursos internos e emocionais para tal.

Em terceiro e último, vamos nos libertar da obrigação de agradar a todos! Por favor, se poupe desse desgaste! Nem sempre seremos correspondidos em nossos afetos e está tudo bem, porque ocasionalmente também não o faremos.

Então, da próxima vez que nos sentirmos incomodados com esse tipo de situação, vamos tentar refletir sobre essas questões de forma objetiva e com menos cobrança de nós e dos outros.

Esse texto foi uma reflexão com o objetivo de ampliar um pouco a visão de uma situação complexa e por vezes sofrida.

Claro que, dependendo do nível de sofrimento, e das pessoas envolvidas, é interessante que essas questões sejam levadas para um ambiente terapêutico para serem esmiuçadas e resolvidas.

É preciso colocar pra fora para reconhecer, organizar e integrar de forma equilibrada. 

Às vezes só um processo terapêutico dá conta de tais questões. ?

Nota: Nesse post eu usei os bonequinhos do kit pertencente ao curso “Argila: Espelho da Auto Expressão”, do qual eu tive a honra de participar, e deixo aqui o agradecimento especial à Maria da Glória Gracco Bozza!

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