Será que a empatia está indo para o “brejo”​?

Nos últimos tempos muitas conversas têm sido bastante difíceis e a tal da empatia que falamos tanto que é importante (e é sim) tem ido para “o brejo”.
Falo de conversas em diversos fóruns sejam organizacionais, familiares e pessoais. Ah, e até com nós mesmos. Não estou brincando. Sabe o tal do diálogo interno que muitas vezes nos deixa ansioso, melancólico ou atrapalha nosso sono?

Se considerarmos, como metáfora, que os sapos se alimentam de empatia, imagem como estão felizes! Podem hibernar por muito tempo sem se preocuparem, pois tamanha é a quantidade de combustível que recebem constantemente.

Na maioria das vezes você pode partir do princípio que a sua opinião é a correta. Se considerarmos que você vê e interage com o mundo através de “óculos com as lentes” de seus valores… Como dizer que está errado? Provavelmente ou certamente está certo.

Eu, Jô Pereira, parto do princípio que qualquer pessoa, de diversas formas e intensidades, julga sim. Pois é impossível usufruir da total isenção ao olhar para o outro, por mais que você faça o melhor que puder. Para mim, a questão essencial é estar consciente de seus valores e de que forma eles transparecem nas suas atitudes e comportamentos e consequentemente impactam as suas relações.

Se você tiver consciência que determinado valor é essencial, que faz parte do seu posicionamento e estruturação como ser humano pode acreditar ali existe um gatilho que pode acionar atitudes e comportamentos nada gentis, por assim dizer, ao ser contestado, contrariado etc. Daí pode ser mais difícil exercitar a empatia.

Com essa clareza você pode ter condições de ficar atento para não ser “fisgado” por situações que acionem os gatilhos. Pior ainda, ficar refém de comportamentos e atitudes que não sabe como transformar.

Por outro lado, provavelmente quando encontra pessoas que compartilham dos mesmos valores ou valores semelhantes que os seus… ah… que beleza. Nirvana total.

Mas vamos combinar que o mundo é muito mais colorido do que o preto ou branco que muitas vezes usamos para sustentar nosso posicionamento.

Certo ou errado? Pior ou melhor? Bom ou ruim? Nem sempre essas questões são simples para serem respondidas com um sim ou não.

Ok, Jô. E o que faço com isso?

Querido leitor, não tem jeito: a saída é ampliar o autoconhecimento.

Como? Através dos feedbacks que recebemos nas organizações ou nas relações sociais, através da terapia, meditação, coaching, mentoria etc.

Ah, Jô. Você está vendendo “seu peixe” porque você trabalha com desenvolvimento humano. Sim, se você pensou isso não está errado.

Esteja certo, porém, que foi através de um processo de autoconhecimento que encontrei minha missão de vida:

“Ajudar pessoas a descobrir que podem dar mais cor às suas vidas quando não se limitam a modelos pré estabelecidos. A olhar o futuro com mais sentido e poder de escolha.”

Quer coisa melhor que ser remunerada por trabalhar com algo que dá uma enorme realização? Por que não? Sinceramente me sinto privilegiada e grata a vida por poder falar isso.

Como seria ampliar seu autoconhecimento para apropriar-se da sua vida e seguir em frente acreditando em si e não se sentindo refém do ambiente?

É fácil? Não. Mas poderá ser libertador usar seus “óculos” quando quiser e não tê-lo tatuado em si.

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