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Transtorno Bipolar: conheça os sintomas mais comuns

Na premiada série Homeland, que já conta com sete temporadas, a oficial de operações da CIA Carrie Mathison, personagem interpretada por Claire Danes, sofre de bipolaridade. Ela, que descobriu ainda na universidade ter o transtorno, já possuía histórico de família e decide se automedicar, escondendo de todos o seu quadro.

Embora aclamada pela crítica, a série é mal avaliada por psicólogos e psiquiatras. Isso porque alguns sintomas apresentados por Carrie – por exemplo alucinações e instabilidade generalizada – seriam mais condizentes com um diagnóstico de esquizofrenia, por exemplo. Outra crítica é ao fato de que, na história, seu quadro permite a ela vantagens na solução de crimes, o que é uma romantização do foco excessivo, característico das manias.

Ficções à parte, neste texto você vai entender o que é o transtorno de bipolaridade e conhecer seus principais sintomas. Vale dizer que o psicólogo é o profissional indicado para avaliar um quadro e fazer um diagnóstico preciso. Mas, até mesmo para saber se é o momento de procurar um profissional, conhecer os sintomas corretos é importante.

Entenda o transtorno bipolar

Antes de tudo, é preciso saber que ter alterações de humor é algo normal. Nossas vidas são cheias de experiências, fases e períodos muito diversos, que cobram de nossa psique diferentes respostas.

Porém, quando entre essas mudanças de humor notamos uma alternância cíclica entre períodos depressivos e outros de foco extremo em determinadas atividades, esse ciclo pode ser indício de uma síndrome maníaco-depressiva, outro nome da bipolaridade.

Como dissemos, não se trata de uma doença única, mas de um espectro, ou seja, de um conjunto de sintomas que variam de intensidade. Isso faz com que cerca de 5% da população em geral possa ser diagnosticada com bipolaridade, desde as mais leves às mais agudas. Desde 1976, uma das classificações que se faz é entre transtorno bipolar tipo 1 (com episódios maníacos) e bipolar tipo 2, com episódios hipomaníacos, ou seja, mais leves.

Alguns diagnósticos indicadores de bipolaridade

1. Existência de pelo menos um caso explícito de mania. Para isso, é preciso verificar euforia, ou seja, um humor positivo muito acima do normal ou, em outros casos, numa excessiva irritabilidade, em que a pessoa sente necessidade de confrontar os outros. Na euforia, acontece ainda a hiperatividade, diminuição do sono, ideias grandiosas e uma extrema autoconfiança. Pode haver comportamento de risco, muito inadequado ou fora do caráter da pessoa.

2. Episódio de hipomania com pelo menos um episódio de depressão maior. A hipomania tem os mesmos sintomas que a mania, mas com intensidade reduzida e jamais com episódios psicóticos. É comum a pessoa falar demais, ter agitação psicomotora e ter envolvimento excessivo em atividades prazerosas com alta chance de causarem dor  (excesso de compras, sexo com muitas pessoas ou esportes radicais sem o equipamento são alguns exemplos).

3. Oscilação de mais de um ano de episódios de hipomania com outros de depressão menos profunda, sem intervalos longos com ausência de sintomas.

Como é possível perceber, trata-se de um quadro bastante delicado para realizar o diagnóstico. Além disso, é preciso diagnosticar as fronteiras com uma série de outros transtornos, por exemplo, as depressões e a ansiedade generalizada.

O pior dos mundos é o caminho que a personagem Claire escolheu: o de se automedicar. Sem acompanhamento profissional, mesmo que o diagnóstico esteja correto, é impossível medir a evolução do quadro e saber, por exemplo, se a medicação está sendo eficaz.

Por isso, se você se identificou ou conhece alguém cujo quadro se aproxima dos sintomas que descrevemos, o melhor caminho é a busca de um profissional de psicologia. Só ele pode ajudar você a encontrar o caminho mais adequado para ficar bem consigo mesmo, restaurando sua saúde e conquistando um bem-estar duradouro.

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