“Só conversar” funciona? – entendendo o trabalho do psicólogo clínico

Desde o surgimento da Humanidade o ato de narrar e contar histórias está presente. A presença das pinturas rupestres nos sinaliza que, mesmo antes do desenvolvimento da escrita, comentar sobre si e sobre o cotidiano já era fundamental para compreendê-lo. Seja criando histórias para simbolizar a realidade vivida, seja compartilhando narrativas, é por meio das narrativas que a subjetividade, a personalidade de um sujeito se constitui, tornando possível que ele possa se posicionar diante de si mesmo, dos outros e do mundo.

No entanto, ainda que haja um benefício direto em conversar com nossos familiares e amigos, estes não necessariamente estão prontos para oferecer mais que um “ombro amigo”. Alguns não sabem o que dizer para nos auxiliar em nossos conflitos; outros, como fazem parte destes conflitos, não conseguem dialogar conosco a partir de uma postura acolhedora, sem julgamentos.

Qual a diferença?

É aí que reside a principal diferença entre conversar com nossos pares e participar de um processo de psicoterapia. Ao contrário dos nossos entes queridos, o profissional da Psicologia não está envolvido nos conflitos cotidianos de seus pacientes, e tem na bagagem um amplo repertório de conhecimento científico especializado, que o habilita a intervir. Pode, assim, contribuir para uma visão mais aprofundada das questões, com um olhar menos restrito. Assim, ajuda-nos a “ver com outros olhos” as nossas dúvidas e dificuldades, auxiliando-nos a superá-las. Além disso, tal profissional também está habilitado para o diagnóstico diferencial, detectando processos psicopatológicos que podem estar influenciando nossas questões.

Ao procurar um(a) psicólogo(a), portanto, encontraremos um(a) profissional que tem o compromisso de nos auxiliar, respeitando nossos valores e escolhas pessoais, e fazendo enxergar novas possibilidades!

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