Transtorno alimentar

Transtorno alimentar, será que eu tenho?

O que é um transtorno alimentar? Um transtorno alimentar é qualquer perturbação na alimentação que vai ter como resultado o consumo ou a absorção alterada de alimentos  que compromete significativamente a saúde física ou o funcionamento psicossocial. 

O número de pessoas com transtornos alimentares tem aumentado expressivamente nas últimas duas décadas, principalmente entre adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, entre os 13 e 20 anos de idade.

Algumas pessoas acreditam que só existem a Anorexia, Bulimia e o Comer Compulsivo, mas o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais nos apontam outros: Pica, Transtorno de Ruminação e o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo.

Ou um ou outro

Os diagnósticos são excludentes, ou seja, um diagnóstico automaticamente exclui o outro, pois apesar de algumas semelhanças nos aspectos psicológicos e comportamentais, os transtornos são diferentes em seu curso clínico e no tratamento.

Por esse motivo as pessoas diagnosticadas não acumulam dois transtornos alimentares ao mesmo tempo. Pode ocorrer de um transtorno trocar para outro, conforme nós terapeutas, juntamente com o paciente, vamos avançado no tratamento. 

Comorbidade Prognóstica é aquela que ocorre quando há doenças que predispõem o paciente a desenvolver outras doenças e é muito comum vermos isso ocorrer nos Transtornos Alimentares.

As comorbidades mais comuns são a depressão, a ansiedade e o transtorno de personalidade Borderline. É por este motivo que não podemos fazer somente o tratamento daquilo que envolve a alimentação, precisamos olhar para esses transtornos que estão juntos se quisermos ter um tratamento mais eficaz.

Como a obesidade se relaciona ao transtorno alimentar

A obesidade não está incluída no DSM-5 como um transtorno mental. O excesso de gordura corporal resulta do excesso prolongado de ingestão energética em relação ao gasto energético.

Uma gama de fatores genéticos, fisiológicos, comportamentais e ambientais que variam entre os indivíduos contribui para o desenvolvimento da obesidade; dessa forma, ela não é considerada um transtorno mental.

Entretanto, existem associações robustas entre obesidade e uma série de transtornos mentais (transtorno de compulsão alimentar, transtornos depressivo e bipolar, esquizofrenia, por exemplo).

Causas do transtorno alimentar

Podem estar associadas a aspectos sociais e culturais. A história do Ocidente nos mostra que já no século XIII havia santas que restringiam a alimentação. Elas ficaram conhecidas como santas anoréxicas.

Atualmente, em nossa sociedade, temos a ditadura da magreza, dos corpos perfeitos, do excesso de procedimentos estéticos, a indústria alimentar criando alimentos hipercalóricos e os chamando de saudáveis.

Existe também uma pressão, em algumas profissões, por manter-se magro, por estar dentro de uma padrão estético, porém não podemos descartar os fatores biológicos, psicológicos e os familiares.

Aspectos biológicos se referem aos neurotransmissores, chamados de serotonina, que podem afetar o apetite e o humor, bem como afetar o controle dos impulsos. Alguns transtornos alimentares alteram a química cerebral, alterando a forma como o corpo processa informações de fome e saciedade.

Principais sintomas do transtorno alimentar

Cada transtorno alimentar tem sua própria característica, porém podemos apontar alguns sintomas:

  • Peso corporal extremo: extremamente baixo ou extremamente alto. Algumas pessoas mantém um peso socialmente aceitável porém reúnem outros sintomas que podem apontar para um transtorno alimentar;
  • Restringir a alimentação;
  • Sentir muita culpa por comer determinado alimento;
  • Perder o controle diante da comida e comer em excesso;
  • Distorção da imagem corporal;
  • Preocupação excessiva em ganhar ou perder peso;
  • Algumas mulheres podem ter alteração no ciclo menstrual, porém isso não é um fator decisório para ter um transtorno.

Como é feito o tratamento

Há inúmeras evidências científicas de que melhores resultados são alcançados com a Terapia Cognitiva Comportamental. Existem protocolos especiais e atividades estruturadas para o paciente.

As técnicas são voltadas principalmente para a redução da ansiedade, automanejo do comportamento e modificação de pensamentos desadaptados. Algumas perturbações comportamentais (como jejuns ou vômitos) são fatores centrais dessas doenças que devem ser controlados.

É necessário diminuir a restrição alimentar, a compulsão alimentar, os episódios bulímicos/anoréxicos/compulsivos e diminuir a frequência de atividade física, diminuir o distúrbio da imagem corporal, modificar o sistema disfuncional de crenças associadas à aparência, peso e alimentação e o aumentar a autoestima.

O tratamento inclui psicofármacos e acompanhamento nutricional, quando necessários. 

Procurando ajuda

Se você se identificou com os sintomas ou com as situações acima saiba que o primeiro passo é procurar ajuda psicológica. Eu vou te auxiliar no entendimento do que dispara esses comportamentos que te fazem sofrer e ajudar você a ter uma relação mais saudável com a comida.

 

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