Saiba se você já teve um ataque de pânico

Saiba se você já teve um Ataque de Pânico e os possíveis tratamentos

Quando sua carreira internacional começou a deslanchar, a gaúcha Gisele Bündchen sentiu-se, pouco a pouco, aprisionada, e pareceu-lhe que seu mundo “se fechava” em torno dela. A história pode ser conferida em reportagem do site Correio Braziliense de setembro deste ano.

A ansiedade da modelo disparou e, em um voo turbulento, ela teve seu primeiro Ataque de Pânico, que despertou nela um medo intenso de espaços fechados, elevadores e túneis.

“Por que estava sentindo isso? Sentia que não tinha autorização de me sentir mal. Mas me senti sem forças. Seu mundo se torna menor e menor…e você não consegue respirar. É o pior sentimento que já tive”, relata a modelo, na reportagem do Correio.

A história acaba bem, pois a modelo conseguiu se tratar e ter a carreira de sucesso que todos conhecemos. Mas muitas são as pessoas que sofrem com o problema e não buscam ou sequer sabem que podem ter ajuda para superar esse quadro.

Neste texto, você vai entender o que é o Ataque de Pânico, seus principais sintomas, quais as síndromes a que ele está relacionado e quais os caminhos de tratamento mais indicados. Esse conhecimento é importante para ajudar a si mesmo e a outras pessoas que possam estar passando pelo problema.

O que é o Ataque de Pânico

Os Ataques de Pânico fazem parte dos chamados Transtornos de Ansiedade, sendo caracterizados por serem ataques paroxísticos, ou seja, recorrentes, súbitos e fortes. A ansiedade traz como marca o fato de a pessoa antecipar situações e fatos e sofrer com eles, sem que eles estejam realmente presentes em sua vida.

No caso do Ataque de Pânico, essa antecipação está muitas vezes ligada a sensações corporais, como palpitação, suor, respiração acelerada, falta de ar e náusea, por exemplo. Na cabeça do paciente, essas e outras sensações são sinais de que algo muito grave vai acontecer, como ficar louco, morrer, perder-se ou ficar preso. Por isso, se um desses sintomas surge por qualquer motivo, isso já desencadeia um Ataque de Pânico no paciente.

Pesquisas consideram os Transtornos de Ansiedade, como um todo, os mais prevalentes e incapacitantes dos transtornos psiquiátricos, incapacitando todos os anos milhões de pessoas em todo o mundo. Esse é um dos motivos que tornam tão importante o tratamento desses transtornos.

Quais os principais sintomas?

Os sintomas de Ataque de Pânico são muito variados, mas, durante um ataque, podem ser os seguintes:

    • palpitações ou ritmo cardíaco acelerado;
    • suores ou tremores;
    • sensações de falta de ar ou de asfixia;
    • dor ou desconforto no peito;
    • náusea ou mal-estar abdominal;
    • sentir-se tonto, desequilibrado, desmaiando;
    • desrealização (sentimentos de irrealidade) e despersonalização (sentir-se destacado de si mesmo).

A pessoa pode não sentir todos esses sintomas de uma vez. Porém, se mais de um deles ocorrerem durante uma crise intensa e, se depois da crise, a pessoa não conseguir se desligar do acontecimento e seguir com medo de que ele se repita, é grande a chance de que se trate de um Ataque de Pânico.

Durante o ataque, é comum a pessoa ter certeza de que algo terrível vai acontecer, como: desmaiar; perder o controle; confundir-se; ter um ataque do coração; morrer; ficar preso em algum lugar; causar uma cena embaraçosa; enlouquecer; não conseguir respirar, sufocar; e não conseguir chegar em casa ou a qualquer outro “lugar seguro”.

Quais as síndromes relacionadas ao Ataque de Pânico?

Na verdade, os Ataques de Pânico são sintomas de vários transtornos diferentes. Daí a importância de uma avaliação psicológica competente para determinar o diagnóstico e o tratamento corretos. Abaixo, as síndromes que normalmente estão ligadas a eles:

    • Transtorno do Pânico – Este é o único problema psicológico cujo sintoma predominante é a aparição repetida de ataques de pânico.
    • Agorafobia – Trata-se do medo intenso de novos ataques de pânico. Surge uma tendência a evitar estar sozinho e/ou a estar em certos lugares públicos.
    • Fobias Específicas – São os medos irracionais de um objeto ou situação em particular, que os pacientes evitam, como insetos, tempestades ou espaços fechados.
    • Fobia Social – Este é o medo excessivo e irracional de que algum tipo de ação pública do indivíduo seja notado pelos outros, como falar em público ou ser observado enquanto come.
    • Transtorno do Estresse Pós-Traumático – Um episódio psicologicamente traumático, como um estupro ou assalto, pode desencadear esse transtorno, e o pânico pode ser observado como um dos seus sintomas.
    • Transtorno Obsessivo-Compulsivo – O TOC é caracterizado por pensamentos negativos e persistentes, involuntários, incontroláveis e repetitivos, e por rituais improdutivos usados para reduzir a ansiedade.
  • Transtorno da Ansiedade Generalizada – Sintomas generalizados de ansiedade e preocupação, usualmente relacionados possíveis ocorrências ameaçadoras da vida diária. Ocasionalmente a pessoa poderá sofrer ataques de pânico.

Caminhos para o tratamento do Ataque de Pânico

Como ficou claro pelo texto, o Ataque de Pânico pode ter causas diversas e, consequentemente, o tratamento pode diferir para cada caso. Existem estudos sérios que indicam a eficácia da TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) na superação dos ataques, pois essa terapia é capaz de desfazer a ligação mental que o paciente estabelece entre as sensações corporais – a taquicardia, por exemplo – e aquilo de que ele tem medo, como morrer ou ficar louco.

Há ainda outros tipos de terapia indicadas para casos específicos, além de exercícios de respiração e relaxamento. Para alguns casos, existem medicamentos indicados para melhorar a vida do paciente e ajudá-lo a superar a síndrome, que podem ser associados à terapia para obtenção de resultados ainda melhores.

Por tudo isso, se você ou alguém que conhece demonstra esses sintomas, uma avaliação profissional é essencial. Um psicólogo poderá ainda identificar questões físicas que possam estar contribuindo para o quadro, descobrindo a melhor forma de ajudá-lo na superação.

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