TDAH, hiperatividade e dislexia.

Hiperatividade, dislexia, TDA e TDAH: quais as diferenças?

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Hiperatividade, déficit de atenção, TDAH e dislexia têm tratamento e um bom diagnóstico faz toda a diferença na vida do portador.

São diferentes nomenclaturas e siglas. Apesar da proximidade entre elas, a hiperatividade, a dislexia e o transtorno de atenção podem atrapalhar a vida e a inserção social de crianças, adolescentes e adultos por um longuíssimo tempo até o diagnóstico preciso.

A boa notícia é que nada disso é doença e, embora sejam distúrbios crônicos, todos têm tratamento. Acredite: é perfeitamente possível que os portadores tenham uma vida feliz, realizada e bem sucedida. São pessoas capazes, diferentes apenas nos mecanismos cerebrais.

Busque o diagnóstico adequado para Hiperatividade e Dislexia

“Cada caso é um caso, alguns sintomas variam e a diferenciação depende de um diagnóstico adequado. Existem até mesmo portadores de diferentes distúrbios simultaneamente”, afirma a psicóloga Rosemari Marquetti de Mello, parceira da Vittude e membro do corpo diretivo da Associação Brasileira de Dislexia. Segundo ela, é comum que os pais de crianças com problemas de atenção e aprendizado se queixem primeiramente com o pediatra de confiança, que deve encaminhar o caso para um neurologista.

O diagnóstico, porém, costuma ser multidisciplinar e envolver também testes de fonoaudiologia, oftalmologia, neuropsicologia e psicopedagogia, entre outros.

Tanto a família quanto a escola precisam se atentar aos sinais dos distúrbios, que aparecem já na infância. Quanto mais cedo identificar e iniciar um tratamento, melhor. “Já tivemos casos de pessoas de 60 anos que sentiram-se aliviadas ao finalmente descobrir o que tinham e iniciaram um tratamento satisfatório, mas à essa altura da vida elas já acumulavam muitos prejuízos”, diz Rosemari.

Desde o bullying escolar ao falso estigma da “burrice” e da “criança elétrica demais”, além das próprias dificuldades de aprendizado, muitos fatores podem abalar a autoconfiança das pessoas, isolá-las e impedi-las de encontrar seus talentos e aptidões.

A importância da Psicoterapia

Independente da idade, a psicoterapia é fundamental para ajudar o indivíduo a conviver com o problema. Fortalecer sua autoestima e se encontrar. Seja para você, para um filho ou alguma pessoa próxima, vale anotar as características de cada distúrbio e procurar auxílio profissional para um tratamento.

“Alguns casos requerem medicações, outros não. Quando aplicada desnecessariamente ou na dose incorreta, a medicação pode causar problemas, deixar a criança mole. Já quando ministrada do jeito certo, abre um novo mundo para a criança”, alerta a especialista. “O importante é fazer uma análise criteriosa. Sem tratamento e sem apoio da família, da escola e do meio social, o indivíduo pode sentir-se excluído, ter seu potencial subaproveitado ou procurar uma fuga nas drogas ou na delinquência”.

Hiperatividade

Hiperatividade motora: frequentemente confundida com as características de uma criança levada, mas a diferença é que ela realmente não para quieta em nenhum momento e tem muito mais “pilha” do que as outras crianças levadas. É agitada demais. Algumas podem ter até dificuldade de dormir.

Hiperatividade cerebral:  caracterizada pela extrema agitação mental, falta de concentração e impossibilidade de focar-se em uma coisa só.

TDA E TDAH

De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).

O Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) apresenta um diagnóstico possível quando a criança mostra comportamentos excessivamente dispersos, principalmente no desempenho escolar.

Se seu(sua) filho(a) é aéreo demais, daqueles que ficam “viajando” o tempo todo, vale observar com mais cuidado. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ocorre quando, além da falta de atenção, o indivíduo apresenta comportamento hiperativo.

Dislexia

Não é burrice! O disléxico tem a cognição preservada e muitas vezes acima da média. Genética e hereditária, a dislexia caracteriza-se pela dificuldade de aprendizagem para ler e escrever. Em diferentes graus, os portadores não conseguem associar os fonemas às letras. A dificuldade similar nas ciências exatas, chamada discalculia, provoca transtornos similares em relação aos números e operações matemáticas.

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, pode manifestar-se em pessoas com inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta.

* Artigo revisado em 12/12/2019

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta