Sexualidade Humana

Homossexualidade não é doença e nem opção!

Homossexualidade não é doença! Você já parou para pensar no que ela é? 

A sexualidade humana é um espectro complexo que não recebe a atenção que deveria. Em razão de crenças e convenções sociais conservadoras, as pessoas são ensinadas a não pensarem muito sobre isso e seguirem padrões estabelecidos há muitos anos. 

Todavia, a sexualidade é uma característica natural dos seres humanos. Para ser considerada saudável, ela não pode ser ignorada ou reprimida. Devemos falar cada vez mais sobre orientação sexual e identidade de gênero para que dúvidas deixem de existir e pessoas deixem de sofrer com convicções equivocadas.

Homossexualismo ou homossexualidade?

Existe uma grande diferença entre esses termos, embora ainda sejam usados como sinônimos. A palavra ‘homossexualismo’ era utilizada quando a homossexualidade era considerada um transtorno mental. Estava, inclusive, listada no Código Internacional de Doenças (CID) a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o qual hoje se encontra na sua quinta edição, usava o termo homossexualismo para se referir a uma desordem sexual. 

Assim, pessoas com essa orientação sexual sofriam perseguições violentas e eram incentivadas ou obrigadas a buscar uma cura para a sua condição. Instituições religiosas ofereciam terapias de conversão as quais não faziam efeito, mas muitos fingiam mudar para deixarem de sofrer. Até hoje encontramos práticas como essa na sociedade.

Somente em 1990, o homossexualismo deixou de constar nas páginas do CID. O Brasil estava um pouco mais adiantado, tendo deixado de considerar essa orientação sexual como doença em 1985. 

Ainda assim, muitos países consideram que as pessoas homossexuais são doentes e não devem expressar a sua sexualidade em público. Esse pensamento também é encontrado no Brasil na atualidade devido à falta de conhecimento acerca da sexualidade humana. 

O problema de rotular uma orientação sexual como uma patologia é o incentivo a repressão da própria sexualidade ou sexualidade alheia. 

Pessoas homossexuais são encorajadas a viver na surdina para não “ofender” os demais com demonstrações de afeto ou sua personalidade, além de estarem suscetíveis a sofrer violência simplesmente por terem uma sexualidade diferente. Essa postura autoritária as torna infelizes e corrobora para o surgimento da depressão, ansiedade e outras condições.

O que é uma pessoa homossexual?

Homossexualidade é caracterizada pela atração física e emocional por pessoas do mesmo sexo. Em outras palavras, homens se sentem atraídos por homens e mulheres se sentem atraídas por mulheres. Essa é a única diferença entre a pessoa homossexual e a pessoa heterossexual, cuja orientação sexual consiste na atração física e emocional por pessoas do sexo oposto. 

Entretanto, muitos afirmam haver centenas de distinções entre ambas. Desde o modo de se vestir até o modo de falar e se portar, pessoas homossexuais são consideradas diferentes das heterossexuais. Essas características díspares se dão pela expressão da sexualidade. 

Cada pessoa tem formas únicas de expressar sua sexualidade, seja visando a satisfação pessoal ou atrair um potencial parceiro. Às vezes elas são interpretadas como desagradáveis ou incomuns por conta da discriminação.

Homens gays, por exemplo, costumam ser rotulados como escandalosos, dramáticos e afeminados. Já algumas mulheres lésbicas tendem a ser julgadas por serem muito masculinas. Quando não agem assim, ambos são vistos como discretos ou “normais” e normalmente recebem a aprovação de indivíduos preconceituosos. 

Deste modo, cria-se a impressão de que existem diferenças gritantes entre pessoas homossexuais e heterossexuais. As supostas diferenças, no  entanto, são construídas pelo preconceito para reafirmar crenças infundadas na realidade. 

Homossexualidade na adolescência

Como a adolescência é uma fase marcada por buscas identitárias, vale reservar um tópico somente para a descoberta da orientação sexual nesse período. 

Embora a geração mais jovem seja mais aberta e receptiva às diferentes sexualidades, adolescentes homossexuais ainda podem encontrar dificuldades para se aceitarem ou serem aceitos. 

Famílias com mentalidades distintas podem ver sua orientação sexual como imprópria ou doentia, fazendo com que o adolescente esconda quem realmente é. Elas também podem encorajá-lo a procurar ajuda psicológica ou terapia de conversão na tentativa de encontrar uma cura. Assim, o adolescente aprende que a sua sexualidade é errada e passa a reprimi-la para se encaixar no meio familiar. 

Outro possível cenário é o de bullying na escola e em outros ambientes sociais. Jovens cujos familiares desgostam de pessoas com orientações sexuais diferentes são ensinados a repudiar esses indivíduos. Por isso, podem ser físicas ou verbalmente violentas quando encontram uma pessoa homossexual.

A falta de aceitação é um problema comum na adolescência e não diz respeito somente à orientação sexual. Adolescentes costumam ser inseguros por se importarem com a opinião de colegas e buscarem a aceitação. Por essa razão, podem ter dificuldade para aceitar a homossexualidade à medida que se descobrem sexualmente. 

É comum que adolescentes se perguntem se a sua atração não é apenas excesso de admiração ou cuidado pelo mesmo sexo. Para se encaixarem no padrão considerado “normal”, optam por se relacionar com o sexo oposto. Quando se tornam jovens adultos, os mesmos questionamentos retornam e podem ocasionar uma crise.

Como a terapia pode ajudar as pessoas homossexuais?

Pessoas em conflito com a sua orientação sexualidade, identidade de gênero ou com um indivíduo próximo que possui outra sexualidade podem encontrar suporte emocional com um psicólogo. 

A terapia é uma zona livre de julgamentos onde se pode falar sobre uma variedade de assuntos. Não é raro pacientes compartilharem segredos que nunca pensarem em falar em voz alta com o psicólogo por conta da característica sigilosa da terapia e da empatia do profissional. 

Pacientes não se sentem apenas seguros, mas compreendidos e aceitos. À medida que se aprofundam no acompanhamento psicológico, também passam a se aceitar e criam uma zona de segurança dentro de si mesmos. Eles se sentem confortáveis na própria pele independente do lugar e pessoas ao seu redor. 

Entre as maneiras como a terapia pode ajudar as pessoas homossexuais, estão:

1. Compreensão da própria sexualidade

A terapia promove o autoconhecimento e a autoanálise de forma natural. A cada sessão, o paciente entende um pouco mais sobre si mesmo e leva reflexões para casa. Dessa maneira, consegue compreender aspectos de sua personalidade, crenças e pensamentos dos quais não tinham consciência. 

É essencial que todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, estejam dispostas a compreender sua sexualidade. O Brasil é um país que parece liberal, mas, na verdade, muitos indivíduos são privados desse conhecimento por tabus e medos. 

A falta de conhecimento acerca de quem você é e do que você deseja causa muito sofrimento. Sendo assim, é preciso dedicar tempo ao autoconhecimento para ter uma vida equilibrada e livre de conflitos.

2. Reparação de relacionamentos

Alguns relacionamentos podem se romper devido à falta de aceitação da homossexualidade. Muitas pessoas não conseguem se distanciar de noções preconceituosas, mesmo que isso custe a relação com um ente querido. Na terapia, esse laço pode ser remediado. O processo costuma ser longo e envolver um conjunto de emoções complexas, mas, com a força de vontade de ambas as partes, é possível reparar o relacionamento. 

3. Desenvolvimento da inteligência emocional

Pessoas com orientações sexuais distintas da heterossexualidade ainda sofrem preconceito, abusos psicológicos e atos de violência em nosso país. A necessidade de conviver com essa realidade é exaustivo.  

Pessoas homossexuais podem se tornar demasiadamente paranoicas e defensivas para evitar essas situações desagradáveis, comprometendo o seu bem-estar emocional. 

Na terapia, podem encontrar o apoio emocional que tanto almejam e, ainda, desenvolver suas capacidades emocionais. Assim, aperfeiçoam a sua habilidade de administrar emoções, sentimentos e pensamentos e diminuir o estresse. A inteligência emocional as ajuda a ter qualidade de vida apesar das inseguranças, medos e preconceitos. 

Como a terapia pode ajudar as pessoas que não compreendem a homossexualidade?

A sexualidade humana precisa ser desmistificada para que dúvidas, medos e preconceituosos deixem de existir. É preciso compreender que individualidade e caráter independem da orientação sexual. De fato, essa é a característica que menos importa quando se está conhecendo alguém (a não ser que a intenção seja iniciar um relacionamento, é claro!).

Da mesma forma, é necessário entender e aceitar que a orientação sexual, seja heterossexual, homossexual ou bissexual, não é uma escolha. Não é possível mudar por quem você se sente atraído. Quando isso parece acontecer na realidade, tipicamente se trata de um caso de falta de aceitação e não de “mudança de opinião”.

A pessoa não conseguia ser quem era, por isso, parecia ter outra sexualidade. Quando ela enfim se aceita e passa a se relacionar com quem sempre quis, os demais estranham. 

Quem tem dificuldade para compreender esses conceitos e quer aprender a lidar com uma pessoa homossexual, também pode buscar a terapia, sabia? 

O acompanhamento psicológico é fonte de autoconhecimento e aprendizados, principalmente quando se trata de lidar com o próximo. Por isso, pode ser buscado nas mais variadas situações. 

Pais de adolescentes com outras orientações sexuais, por exemplo, podem levar tempo para aceitar sua preferência ou ter medo de que o filho sofra preconceito. Na terapia, eles aprendem como administrar essas situações.

A Vittude pode ajudar tanto quem busca compreender a própria sexualidade quanto quem quer entender a do outro. A nossa plataforma de terapia online possibilita que as consultas com psicólogos sejam feitas em casa e no horário mais confortável para os pacientes, garantindo conforto e praticidade. 

Tem dúvidas sobre qual psicólogo ou psicóloga escolher? Em poucos minutos você pode descobrir o ideal com a ajuda do Vittude Match!

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

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