Homossexualidade não é doença

Homossexualidade não é doença

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Houve um tempo em que a medicina chegou a considerar o homossexual como doente. Porém, é importante dizer que nessa época a medicina atuava como aliada do Estado em questões políticas se preocupando com assuntos como natalidade e contingente de pessoal para guerras. E isso era um dos principais motivos para condenação da homossexualidade. Em 1973, o item “homossexualismo” foi removido do DSM-II, dicionário de transtornos mentais que orienta a comunidade médica.

No Brasil, os psicólogos são regidos pela resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia que determina que homossexuais não devem ser tratados como doentes mentais. E ela estabelece que a identidade homossexual não é patologia, distúrbio ou perversão.

Homossexualidade nada mais é do que sentir-se atraído fisicamente e afetivamente por alguém do mesmo sexo. E nisso não há problema ou desvio! Algumas pessoas acreditam que homossexuais não estão contentes com seu sexo de nascimento e por isso se relacionam com alguém do mesmo sexo. Pode, sim, haver descontentamento com o gênero, mas isso não é uma regra. É importante não confundir orientação sexual com identidade de gênero.

Mas se causar sofrimento, por que não tratar?

Esse é um ponto muito importante! O atendimento psicológico não deve ser negado a nenhuma pessoa. Mas também devemos entender o que causa o sofrimento dessas pessoas. Será que é puramente sua orientação ou outros fatores estão associados? E quando há um pedido de ‘cura’ – que não existe – qual o papel e função que essa tem na vida do indivíduo? Do que ele quer se livrar ou se curar?

Hoje entendemos que a orientação sexual é apenas mais uma característica de um sujeito, dentro da expressão de sua sexualidade, que é subjetiva e única. Ela engloba tudo aquilo que é capaz de construir em questão de amor, carinho e sexo, e não o que o outro acredita ou quer dela. Nenhuma pessoa é igual a outra, e isso inclui também pensar em sua orientação sexual.

O sofrimento em relação a homossexualidade muitas vezes é causado pelo medo de não ser aceito pela família, amigos e sociedade. Em função disso, muitas pessoas acabam se isolando e, por vezes, apresentam sentimento de inadequação e depressão, que também engloba o medo do abandono. Além disso, por ser tratada como tabu e algo a ser evitado, é natural que a pessoa sinta sensação de estranheza em relação a si, abrindo precedentes para crise de identidade. Em momentos como esse um psicólogo pode ajudar!

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Quebrando estereótipos em relação à homossexualidade

A homossexualidade é tema por vezes cercado por julgamentos morais e preconceito, quando é apenas uma característica da personalidade humana. As pressões sociais somadas ao sentimento de estranheza e não pertencimento podem causar sofrimento psíquico. E levar a pessoa a achar que ela é o problema.

Lembro da fala de um paciente que no início de seu processo terapêutico disse querer reverter sua orientação sexual. Dizia que jamais seria aceito pelos outros e se achava uma pessoa suja e errada. Tudo isso de tanto ouvir as pessoas ao seu redor… Ao longo das sessões de terapia muitas questões foram trabalhadas. Aos poucos essa pessoa chegou à conclusão de que sua orientação sexual em nada alterava seus valores ou jeito de ser. E que seria mais saudável e justo consigo viver da maneira que mais o deixava feliz. Além disso, conseguiu se reaproximar das pessoas de quem havia se isolado e retomou sua vida social, estabelecendo uma identidade pessoal mais sólida.

Não é fácil atravessar um período de dúvida ou desorientação causados pela orientação sexual. Nesse cenário um psicólogo pode ser de vital ajuda. O profissional pode auxiliar o sujeito a entender sentimentos e emoções que o cercam e dar suporte para que consiga se estruturar mentalmente, entender e compreender sua identidade para assim levar uma vida mais feliz e saudável.

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Giovane Oliveira, parceiro da Vittude, é psicólogo formado pela PUC-SP e atende em seu consultório adolescentes, adultos e casais. Também atua no Hospital das Clínicas de São Paulo lidando com questões relacionadas a sexualidade, saúde mental e adoecimento.

Artigo revisado em: 25/10/2019

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta