Música é recomendada durante processo de psicoterapia

Música ajuda no processo de terapia

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Quem viu o filme Os Camelos Também Choram entende que a música, de forma até misteriosa, é capaz de curar! A produção retrata o episódio real de uma mamãe camelo que rejeita seu filhote. Por algum motivo desconhecido, ela deixa de amamentá-lo. É aí que os pastores das pradarias da Mongólia, necessitando que o filhote sobreviva – afinal, um camelo tem enorme valor nesse meio rural e distante -, buscam um método ancestral para contornar a situação. Eles recorrem a músicos tradicionais da região, que tocam suas canções para a mãe e seu filhote.

Então, de forma mágica, a mamãe camelo é sensibilizada e correm lágrimas de seus olhos. Ela acolhe seu filhote e passa a amamentá-lo, restabelecendo-se a maternidade.

A música no consultório do psicólogo

Quando a música pode ajudar, ser de grande valia, nos consultórios de psicologia? Eu diria: sempre! Música para relaxar, extravasar, expressar, dançar, celebrar, interiorizar, descansar… Ainda mais no Brasil, onde a narrativa social e o cotidiano são musicais.

Ela é um elemento terapêutico por excelência. É algo medicinal e sem contra-indicações – a não ser a própria vontade do paciente de parar de ouvir ou  tocar.

E pode ser indicada tanto no pólo ativo quanto no passivo. Ou seja, você pode fazer a música ou simplesmente escutá-la. Acredito que o pólo ativo – o cantar, o executar – seja ainda mais terapêutico, pois envolve o desenvolvimento da pessoa, possibilitando expressão e criação. Quando você aprende música, altera-se positivamente a plasticidade cerebral e criam-se neurônios. Até mesmo para medir como está sua vida, você deveria se perguntar com frequência: “qual foi a última vez que dancei ou cantei?”

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Aprender a cantar ou tocar altera positivamente a plasticidade cerebral

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Presente no tratamento contra as drogas

Na Holanda há um instituto terapêutico, ao qual o governo holandês delegou aspectos importantes do tratamento de prevenção à droga adicção, onde a música é elemento chave nos processos desenvolvidos. Dentro da sede, há um estúdio profissional onde as pessoas que estão em recuperação psicológica fazem música. Mais que isso: nesse estúdio é produzida toda a trilha sonora que permeia as atividades da casa. É música de alta qualidade, exportada até para muitos centros de terapia ao redor do mundo. As melodias servem a diferentes aspectos da natureza humana: para estimular a sexualidade, para explorar os sentimentos de tristeza e de alegria, para processos catárticos (para por os demônios internos para correr!), para interiorização, meditação e relaxamento.

Mesmo quando a música não é colocada diretamente durante uma sessão psicológica ou quando não é utilizada pelo menos como fundo para outro elemento central, como a dança ou o relaxamento, citações de trechos musicais estão sempre presentes para exemplificar e elucidar situações e sentimentos. Não vejo como separar a música do cotidiano de um consultório de psicologia. Ela está sempre presente e ajudando. O velho e sábio jargão faz todo sentido: “quem canta, seus males espanta!”

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Artigo revisado em: 25/10/2019

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta