Narcolepsia pode ser psicológica: como tratar o distúrbio?

Narcolepsia pode ser psicológica: como tratar o distúrbio?

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A narcolepsia é um distúrbio do sono caracterizado pela sonolência excessiva e pelos ataques de sono, independente da qualidade do sono da pessoa à noite. Por conta disso, o narcoléptico dorme repentinamente e em situações inusitadas, como durante a espera em uma fila, no meio de uma conversa ou até dirigindo.

O distúrbio costuma ser retratado comicamente em produções culturais e entre conversas de pessoas que não adormecem repentinamente. Entretanto, ele diminui a qualidade de vida do narcoléptico de maneira considerável, impedindo que leve uma vida normal.

A vida com narcolepsia

Pessoas narcolépticas geralmente passam por diversas situações desconfortáveis até descobrirem a causa real dos seus problemas. 

As crianças e os adolescentes podem dormir durante as aulas, ganhando fama de preguiçosos e desatentos pelos professores. Os colegas de classe também podem zombar do narcoléptico por achar a condição engraçada.

Nas fases subsequentes de vida, o problema pode se tornar mais grave ao atrapalhar a graduação acadêmica e o desempenho profissional. A narcolepsia também pode ser responsável por acidentes de trânsito ou de trabalho. Não raro pessoas com o distúrbio precisam encostar o carro e cochilar para evitar uma batida.

Mesmo com tantos desconfortos, as pessoas não costumam investigar a sonolência excessiva até um acontecimento marcante, como acidente de carro ou demissão, os forçar a fazer isso.

Isso acontece devido à falta de informação em relação a este distúrbio. O narcoléptico costuma acreditar que os ataques de sono são simplesmente “do seu organismo”, algo que acontece com eles facilmente e não com os outros. Os comentários alheios sobre ser preguiçoso também levam a pessoa a pensar assim.

O distúrbio prejudica a concentração, memória e capacidade de atenção do indivíduo. Logo, é comum o indivíduo acreditar que tem déficit de atenção ou dislexia e não procurar um diagnóstico formal. 

Sintomas da narcolepsia

Por essas razões, é importante buscar um médico para investigar a causa da sonolência diurna. Os ataques de sono e a sonolência diurna são os sintomas mais proeminentes, mas existem outros que também merecem atenção. São eles:

  • Catalepsia: a pessoa sente súbita fraqueza muscular a ponto de não conseguir se manter de pé. A fala também pode ser prejudicada e se tornar arrastada;
  • Paralisia do sono: a pessoa desperta e não consegue mover o corpo ou falar. A experiência causa muita ansiedade e medo;
  • Alucinações: em alguns casos, o narcoléptico pode ter delírios visuais devido ao despertar abrupto (ele pode se perder entre o sonho e a realidade) ou privação do sono; 
  • Sono fragmentado: a pessoa pode perder o sono com mais facilidade e não descansar durante a noite; e
  • Outros distúrbios do sono: a insônia, síndrome das pernas inquietas, sonambulismo, entre outros, podem se manifestar paralelamente. 

Causas da narcolepsia

Narcolepsia pode ser psicológica: como tratar o distúrbio?

Essa condição pode ser emocional?

As emoções estão intrinsecamente relacionadas a esse distúrbio do sono. Alguns sintomas, como a catalepsia e a sonolência diurna, respondem a reações emoções fortes, como extrema tristeza, raiva ou felicidade. 

A pessoa narcoléptica pode sentir sonolência súbita durante ou após um ataque de riso, por exemplo. Até mesmo enquanto dorme, pode vivenciar emoções mais intensas em comparação às pessoas que não têm o distúrbio, as quais resultam em sonhos vívidos, segundo este estudo americano. 

Todavia, a causa mais provável da narcolepsia é uma alteração na produção da hipocretina (ou orexina), neurotransmissor produzido pelo hipotálamo responsável por regular a excitação e a vigília. Foi identificado que pessoas narcolépticas apresentam falta de hipocretina no cérebro. Logo, têm mais dificuldade para permanecer acordadas e regular o sono REM. 

Lesões cerebrais, tumores e derrame também são possíveis causas, especialmente quando a catalepsia é inexistente no quadro do paciente.  

A narcolepsia e as emoções

Ainda que a causa não seja totalmente emocional, as emoções impactam a frequência com que os indivíduos sentem os sintomas. As pessoas narcolépticas também estão mais suscetíveis a experimentar emoções negativas e a desenvolver depressão devido à forma como os sintomas do distúrbio prejudicam suas vidas.

As vidas acadêmica, profissional, financeira e amorosa podem sofrer devido aos ataques súbitos de sono. Afinal, nem todas as pessoas compreendem as complexidades de viver com essa condição. Elas podem fazer cobranças impossíveis de serem atendidas.

Em alguns casos, também pode ocorrer obesidade. A incapacidade de manter-se ativo pode ocasionar o aumento de peso descontrolado, afetando a autoestima.  

Sendo assim, pessoas narcolépticas se sentem frustradas, irritadas e insatisfeitas com mais frequência. Paradoxalmente, as emoções causadas pelo distúrbio também ajudam a intensificar os sintomas. 

Tratamento para narcolepsia

O diagnóstico desse distúrbio do sono é tipicamente feito pelo neurologista, médico do sono, clínico médico ou psiquiatra. Além dos sintomas físicos, o histórico de vida e o familiar precisam ser investigados para que o diagnóstico do paciente seja preciso. 

Embora ainda não exista uma cura, existem algumas formas de tratamento. O paciente pode tomar medicamentos receitados pelo médico para aliviar os sintomas e se tornar uma pessoa mais funcional. 

Entre eles estão os estimulantes seletivos de serotonina, estimulantes do sistema nervoso central e antidepressivos. A Ritalina e a Clomipramina são alguns exemplos, mas outras recomendações podem ser feitas de acordo com o quadro clínico.  

A psicoterapia também é uma forma de tratamento válida, especialmente para ajudar o narcoléptico a compreender e a aceitar a sua condição. A gestão de emoções é benéfica para prevenir acessos repentinos de sonolência e a catalepsia. Essa competência pode ser adquirida na terapia. 

Caso não seja tratada, a condição pode causar muitas complicações. As alterações no sono por si só originam uma série de problemas para o funcionamento do organismo e para a saúde mental. 

O estresse, queda na imunidade, perda cognitiva, impotência sexual, redução da libido, doenças vasculares, falta de concentração e transtornos mentais são consequências da quantidade inadequada de sono. Então, além de tratar a sua condição de saúde, a pessoa narcoléptica precisa minimizar os efeitos da alteração do sono. 

Terapia Cognitivo-Comportamental para narcolépticos 

Uma abordagem psicoterapêutica bastante efetiva para a narcolepsia é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Ela ajuda os pacientes a modificar suas ações e pensamentos nocivos para que hábitos mais saudáveis sejam desenvolvidos. 

Dois elementos importantes no tratamento desse distúrbio do sono são as atividades físicas (sempre necessárias!) e a alimentação saudável, que ajudam o corpo a funcionar melhor. A TCC também é útil para estimular o paciente a desenvolver esses hábitos.

Além disso, essa terapia utiliza métodos que ajudam o paciente a dormir melhor, como encorajar o uso da cama somente para o sono e para as atividades sexuais. Técnicas de relaxamento envolvendo a respiração profunda e o desenvolvimento de hábitos para garantir sono de qualidade mesmo dormindo pouco também são benefícios da TCC.  

Os métodos usados na terapia ajudam pacientes narcolépticos a identificar atitudes e crenças acerca do sono e do momento reservado para o descanso. O psicólogo também ensina a gerir emoções e pensamentos negativos oriundos dessas percepções, melhorando, assim, a qualidade do sono. 

A psicoterapia não proporciona soluções mágicas ou repentinas, mas ajuda o paciente prejudicado pelo distúrbio a ter uma vida mais funcional e confortável. 

Como a Vittude pode ajudar os pacientes de narcolepsia?

Narcolepsia pode ser psicológica: como tratar o distúrbio?

A Vittude é uma plataforma especializada em terapia online cujo objetivo é aumentar a qualidade de vida e o estado emocional dos brasileiros. O ambiente online proporcionado para as consultas é completamente seguro e confortável, além de respeitar a privacidade e o sigilo de informações de cada paciente.

Para pessoas com narcolepsia, a terapia online pode ser muito benéfica. A ausência de deslocamento garante que não adormecem no volante ou a caminho da consulta. A flexibilidade de horários também é vantajosa porque permite sessões em horários variados, que poderiam não ser facilmente atendidos pelo paciente em consultas presenciais

Como os primeiros encontros despertam nervosismo em quem nunca fez terapia, ficar em casa reduz as probabilidades de ter uma crise de sono em público e se envolver em um acidente. 

Aliás, pessoas narcolépticas não precisam ter receio de compartilhar experiências na terapia, por mais desconfortáveis que se sintam em relação a elas. Como dito, as informações partilhadas são sigilosas e os psicólogos cadastrados na plataforma da Vittude estão prontos para receber as queixas dos pacientes com empatia e compreensão. 

Abaixo, você encontra respostas para dúvidas frequentes sobre a plataforma.

Como buscar psicólogos na Vittude?

Existem duas maneiras: pelo Vittude Meet, onde você irá responder algumas perguntas referentes aos seus critérios e preferências pessoais, e a ferramenta de buscas do site.

Como agendar uma consulta com a Vittude?

Após selecionar o psicólogo mais adequado para você, escolha também uma data e um horário para a sua primeira consulta. Agora, é só esperar pelo horário marcado e entrar no link recebido por e-mail 15 imnutos antes da sessão, se for online! É preciso fazer cadastro na plataforma para realizá-la, ok?

Como realizar o pagamento?

O pagamento é feito através do próprio site da Vittude para o conforto dos pacientes e pode ocorrer de diversas maneiras. Para quem tem plano de saúde, é possível pedir o recibo da consulta para fazer o reembolso junto à operadora.
 
Em conjunto com a terapia, a Vittude recomenda o tratamento médico indicado pelo especialista. Enquanto a terapia online se encarrega de elevar a qualidade de vida do paciente narcoléptico, o tratamento médico suaviza os sintomas físicos!

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta