procrastinar o que fazer para parar

7 dicas práticas para parar de procrastinar

  |  Tempo de leitura: 9 minutos

Procrastinar é o verbo que inventou seu próprio tempo: o futuro mais-que-perfeito. O “eu” do futuro mais-que-perfeito dá conta de tudo. Resolve as pendências com desembaraço invejável. Tem horas extremamente produtivas. Energia para dar e vender!

O único problema é que o futuro mais-que-perfeito não existe. Por consequência, o “eu” idealizado por ele, também não.

Se você se identificou com essas frases, é porque conhece, na prática, o significado de procrastinação. Ainda que a chame por outros nomes, o resultado é o mesmo: desorganização, culpa e desespero.

Como romper com um círculo vicioso de adiamentos que culminam em sobrecargas — físicas e psíquicas? É possível substituir a sensação de urgências aflitivas por uma rotina mais recompensadora e positiva?

Pare de procrastinar!

Neste post, elaboramos um guia com 7 dicas para dar um basta à procrastinação! Experimente-as e comprove o efeito que novos hábitos trazem à sua autorrealização.

1. Faça uma lista de afazeres

É algo elementar, mas indispensável. Quando deixamos nossos compromissos sem registro físico, eles se tornam impalpáveis. E passíveis de esquecimento.

Logo, o primeiro passo para auxiliar sua organização é pegar papel e caneta. Anote tudo o que precisa fazer. Não apenas as tarefas mais complexas.

Precisa fazer uma ligação ou enviar um e-mail? Anote! Precisa passar no banco ou na casa da sogra? Coloque na lista. Precisa pedir comida ou levar o cachorro para passear? Já sabe: vai para o registro também!

Mas será mesmo necessário ser tão detalhista? Afinal, quem esquece de pedir comida, por exemplo? Acredite, você pode até não esquecer. Mas pode se distrair e perder a hora. Acaba almoçando na fila do banco, porque contou com a memória para administrar seus compromissos.

Procrastinar não é, necessariamente, sinônimo de ociosidade. Você pode estar concentrado numa atividade e, por isso, inviabiliza ou atrasa outras. Delegar à mente a gerência de seu cotidiano nunca é uma boa ideia.

Não duvide: o hábito de anotar é um recurso transformador e libertador. Sua autogestão dará um salto qualitativo. Além disso, sua produtividade ficará evidenciada toda vez que, com satisfação, riscar um item da lista.

O ideal é fazer essa programação no dia anterior ao previsto para executá-la. Assim você já começa o dia organizado, sabendo tudo o que precisa cumprir.

2. Divida suas tarefas em pequenos passos

Muitas vezes, protelamos algo porque nem sabemos por onde começar! Nosso cérebro precisa de comandos claros para empreender ações. Logo, é produtivo esmiuçar suas metas em etapas.

Vamos pensar em algo muito comum, para dar um exemplo. Digamos que sua meta é arrumar a casa. Contudo, mesmo um lar enxuto conta com diferentes setores: cozinha, banheiro, quarto, sala… Cada um desses cômodos, por sua vez, solicita ações específicas para criar um ambiente organizado.

Quando olhamos para a pilha de roupas a ser guardada, a louça aglomerada na pia, a lâmpada da sala que precisa ser substituída… acabamos estagnados. A sensação é de confusão, impotência e… preguiça.

Resultado? O ímpeto de procrastinar vence mais um round. As tarefas se acumulam, gerando o clássico efeito “bola de neve”. Em pouco tempo, o simples se torna complexo e beira o impraticável.

Por isso, adote a técnica do passo a passo. Detalhe as práticas necessárias para alcançar seu objetivo. Vencer cada uma delas lhe dará o senso de conclusão e promoverá avanços concretos.

3. Administre seu tempo e pare de procrastinar

Existe uma regra com a qual você não pode lutar: o dia tem (apenas) 24 horas. Ambições desmedidas em relação ao tempo geram nada além de frustrações.

Estabeleça prazos e horários para suas metas. Eleja prioridades. Habitue-se a uma agenda e respeite-a.

Com a prática, você chegará a equações satisfatórias e realistas. Sem ser muito indulgente consigo mesmo ou, no oposto, exagerar nas atribuições.

4. Se cair na tentação de procrastinar, faça algo útil

Se a procrastinação já está entranhada em sua vida, não será tão simples vê-la sumir. Qualquer mudança de atitude pede um certo tempo para ser assimilada como novo hábito.

Você está lá, com sua lista de metas bem específicas, ciente de tudo o que precisa — e pode — fazer. Mas de repente o vício da distração bate. Você percebe que a produtividade empacou, as ações programadas não fluem.

Antes de se entregar a letargia, olhe para sua listagem de pendências. Escolha alguma, simples, que desloque sua atenção para outro estado. Você sentirá a mente espairecer, sem transformar o momento em algo inócuo.

Assim que concluir a pequena tarefa, risque-a de sua agenda. A satisfação lhe dará novo ânimo.

Retome, então, a atividade interrompida. Lembre-se: um corpo em movimento, tende a manter-se em movimento! Agir é antídoto para procrastinar.

Lógico que, preferencialmente, você não deve realizar essas escapadelas. Contudo, é melhor ter uma estratégia na manga para os casos de recaída.

5. Reconheça seus inimigos

Você levanta para tomar um copo d’água e resolve dar uma rápida espiadinha no WhatsApp. Vê que um de seus grupos parece particularmente entusiasmado, com dezenas de mensagens sobre um vídeo. Curioso, obviamente, você quer ver que vídeo é esse. São só 5 minutinhos…

Do vídeo inicial você segue para outros, compartilha o dito cujo com vários grupos, emenda conversas. Num piscar de olhos, lá se foi mais de 1 hora. A desgraça está feita: lá está você, quase sem perceber, em pleno exercício de procrastinar.

Então o celular é o grande vilão da história? Não é bem assim… O problema está em nosso comportamento. O celular é apenas uma isca. E, certamente, é apenas um exemplo também.

Cada indivíduo conta com seus próprios ladrões de foco e energia. É preciso exercitar a autoanálise para diagnosticar os gatilhos de dispersão.

Além do uso indevido do celular — e seus múltiplos recursos — podemos citar mais alguns pontos para você observar:

  • local de trabalho inapropriado, com muita bagunça, excesso de estímulos ou desconfortável;
  • alimentação ou sono irregular;
  • insegurança, medo de críticas e baixa autoestima;
  • perfeccionismo;
  • falta de conhecimento (por vezes, uma tarefa se torna árdua porque não dispomos de instrução ou capacitação para desempenhá-la com destreza);
  • ansiedade ou depressão.

Não esqueça que essas são apenas algumas sugestões a serem investigadas. Invista no autoconhecimento para reparo efetivo de suas posturas prejudiciais.

6. Não espere milagres da motivação

Encontrar sintonia com os projetos que empreendemos é mesmo uma maravilha. A disposição ganha outros ares. Até levantar da cama se torna mais fácil.

Porém, existem duas ciladas nessa história. A primeira delas é esperar que a motivação seja uma constante na vida.

É importante escolher um emprego com o qual tenhamos afinidade, mas nem o mais incrível dos trabalhos é feito, exclusivamente, de delícias.

Nas tarefas do dia a dia, nem se fala! Se você esperar a motivação bater para, enfim, fazer aquela necessária faxina, pode acabar num ambiente insalubre antes de tocar numa vassoura.

Busque motivação. Mas entenda que, acima de tudo, produtividade é decorrência de hábitos. Você não precisa estar motivado para escovar os dentes, porque já assimilou a atividade como hábito. Quanto mais você insistir na disciplina e organização das metas, menos irá procrastinar.

A segunda armadilha é enxergar a procrastinação como ausência de vontade. Você pode estar extremamente empolgado com um projeto. Isso não bastará para afastá-lo da inércia.

Releia tudo o que pontuamos até aqui. São essas atitudes práticas que trarão resultados concretos, pois elas se concentram na origem (e solução) do problema: os tais hábitos!

7. Conte com técnicas anti-procrastinação

Nossas dicas já imprimem orientações bem específicas, pois procuramos ordená-las de forma a criar um passo a passo facilmente executável. Todavia, talvez você ainda precise de um sistema, um método assertivo para desempenhar as instruções que recebeu.

Pensando nisso, selecionamos uma estratégia definitiva, para você descobrir como parar de procrastinar, seguindo uma tática estruturada.

Trata-se da Técnica Pomodoro. Ela é famosa porque é tão eficiente quanto facilmente aplicável. O interessante é que a metodologia atinge duas fraquezas capitais do procrastinador: a gestão do tempo e o encadeamento de ações disciplinadas, bem dirigidas.

Para realizar a Técnica Pomodoro em sua rotina, siga este tutorial:
  • Pegue sua lista de metas.
  • Providencie um cronômetro (pode ser o do celular, se isso não o distrair da função que objetiva). Programe para um período de 25 minutos.
  • De acordo com sua ordem de prioridades, utilize esses 25 minutos para trabalhar numa meta específica, sem interrupções. Caso algum evento externo desvie sua concentração — uma chamada telefônica importante, por exemplo — zere o contador ao retomar a tarefa e conte novamente 25 minutos. Isso é crucial! Você se sentirá incomodado com os desvios e educará sua atenção para preservar o foco.
  • Decorridos os 25 minutos, o cronômetro soará o alarme. Faça, então, uma pausa de 5 minutos. Cumpra à risca. O respiro da pausa lhe dará a sensação de recompensa. Aproveite esse intervalo para tomar um café, fazer um alongamento, responder mensagens. Mas mantenha o cronômetro ativo! Quando os 5 minutos encerrarem, respeite o sinal sonoro.
  • Volte ao trabalho, por outros 25 minutos (um “pomodoro”). Mesmo esquema: pausa de 5 minutos depois.
  • Fechou quatro intervalos do sistema? Hora de se conceder uma pausa maior. Desta vez, de 30 minutos.
  • Vá repetindo a técnica no expediente que se propôs — ou precisa — cumprir.
  • Concluiu a meta? Risque-a da lista. E contemple sua produtividade em perfeito curso.

Conhece alguma outra estratégia? Utiliza algum aplicativo, útil para quando teima em procrastinar? Compartilhe nos comentários! Conte sua história com a procrastinação!

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.