Ser a cigarra ou a formiga? Viver intensamente o presente ou poupar para o futuro?

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Se a vida é uma caixinha de surpresas e a gente não tem como saber o que acontecerá amanhã, por que se poupar e se preocupar? Por outro lado, e se não acontecer nada inesperado, se tudo seguir um caminho estável, como evitar se arrepender de não ter planejado muito bem o futuro? Que dilema!

Essa dicotomia entre viver intensamente o presente ou se pensar constantemente no futuro aparece sob diversos aspectos em nossas vidas. Um deles é a forma como lidamos com o dinheiro.

Você provavelmente conhece alguém que segue a filosofia “carpe diem”, a frase em latim que sugere que se aproveite o hoje, que se viva o momento, sem medo do futuro. Quem pensa assim está orientado para viver de forma intensa o presente, pois ele é, de fato, o único que é real. O passado, como o próprio nome diz, já passou. O futuro é incerto.

Para essas pessoas, faz muito mais sentido explorar hoje os prazeres da vida proporcionados pelo dinheiro do que guardar recursos para um futuro distante, que não se sabe como será. Naquela conhecida fábula da cigarra e da formiga, elas pensariam como a cigarra.

Mas aposto que você também conhece alguém que pensa de forma diametralmente oposta. Alguém que concordaria com as formigas. Talvez essa pessoa seja mais conhecida como “pão-dura” e até um pouco criticada por não se permitir aproveitar a vida, e essa crítica pode ter certo fundamento.

Para essas pessoas, o bem-estar no futuro depende delas mesmas. Cabe a elas guardar dinheiro hoje na expectativa de viver de forma confortável na velhice e, aí sim, poder usufruir e relaxar após o esforço acumulado na maior parte da vida.

Quem está certo nessa história toda?

Em busca de um equilíbrio

É claro que não existe resposta do tipo certo ou errado para esses comportamentos. Cada pessoa tem sua própria personalidade, visão de mundo, motivações e vontades e não nos cabe julgar. O ponto é que ambos os comportamentos, tanto o “carpe diem” quanto o “pão-duro”, são extremos.

Isso pode gerar uma sensação permanente de frustração, angústia e falta de equilíbrio. Por trás de uma pessoa autoconfiante, daquelas que a gente pensa “nossa, ela sabe como viver a vida!”, pode existir uma angústia em relação ao futuro sendo varrida para baixo do tapete. Algo que a pessoa não quer nem pensar para não se estressar. E isso não é saudável.

Da mesma maneira, quem é excessivamente preocupado com o que está por vir perde a oportunidade de viver grandes momentos, de se recompensar. Talvez essa pessoa tenha um sonho mas não dê espaço a ele, na tentativa de manter tudo sob controle, organizado, racional, calculado. Mas onde estão as sutilezas em uma vida tão rígida assim? Qual é o espaço destinado ao relaxamento, à alegria de viver por viver?

O ideal é encontrar um equilíbrio que vai permitir com que você viva o presente sem abrir mão totalmente das preocupações com o futuro. Poupe um pouco da sua renda todos os meses, mas não se prive do que te faz feliz. Descubra o que você gosta e gaste o seu dinheiro com isso, sem excessos e sem culpa. Seja frugal.

Poupe, mas se poupe também

Encontre uma maneira de fazer as pazes com suas finanças e mantê-las sempre em dia. Faça com que isso seja um problema a menos na sua vida. Você não precisa controlar até o cafezinho que toma, mas se tiver noção clara do quanto ganha e o quanto gasta todos os meses, já é um bom começo.

Destine uma parte da sua renda para o futuro, simplesmente se esqueça dela! Por exemplo, você pode decidir investir todos os meses 10% do seu salário e adaptar seu padrão de vida para os 90% que sobram. Para isso, investimentos que exigem aplicações mensais, como a previdência privada, podem dar uma forcinha para quem precisa desenvolver disciplina.

Mesmo para quem não gosta de assuntos de finanças, ou só não tem paciência mesmo, hoje existem empresas que facilitam bastante a sua vida, adotando práticas bem diferentes dos tradicionais bancos, que geralmente só lembram de você quando querem “empurrar” algum produto ou serviço. Assim como a Vittude está facilitando o acesso à terapia, empresas como a Vérios, de investimentos, e o Mobills, de controle de gastos, facilitam sua forma de lidar com dinheiro: tudo se resolve online.

A melhor forma de lidar com o dilema entre viver intensamente o presente ou poupar para o futuro é encontrar um equilíbrio. Nem tão cigarra, nem tão formiga. Para isso, não existe receita de bolo: é preciso ter sensibilidade para entender o que alivia suas angústias e frustrações e faz com que você se sinta bem. A resposta está dentro de você.

Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas!

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Isabella Paschuini é jornalista formada pela UERJ e editora do blog da Vérios, onde você pode encontrar mais artigos sobre investimentos: www.verios.com.br/blog

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

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Artigo publicado em Reflexões

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Gabriell Libano

Dr. é exatamente tudo que acredito ser quanto a relação de pessoas para pessoas. quanto se trata do ser humano o sistema é variante, mas, exato para cada pessoa. eu amei!