Sintomas do coronavírus

Quais os sintomas do coronavírus? Saiba tudo sobre o vírus!

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Você sabe quais os sintomas do coronavírus? Eles são variados e podem se manifestar de forma diferente conforme o organismo de cada indivíduo. Além disso, dependendo de como eles agem no corpo podem deixar sequelas físicas e/ou psicológicas. É o que mostram estudos conduzidos no exterior e depoimentos de ex-pacientes.

Como ainda não há uma vacina para a COVID-19, doença causada pelo coronavírus, os brasileiros devem ficar atentos ao surgimento de quaisquer sinais de contaminação. Dessa forma, a prevenção de contágios pode ser mais eficaz e a recuperação, de acordo com o caso, mais branda.

Outro fator que precisa de muita atenção é a saúde mental da população como um todo. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), cada pessoa sente o estresse na pandemia conforme a personalidade, a ocupação e as experiências e o modo de vida atual.

Quem pode apresentar maior vulnerabilidade são trabalhadores essenciais, minorias raciais, enfermos, profissionais da área da saúde, ex-funcionários, usuários de substâncias, entre outros. Embora o estresse não seja um dos sintomas do coronavírus, pode estar ligado a ele.

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Os termos do coronavírus

Devido à variedade de fontes e notícias, as informações se misturam e se transformam em uma bola de neve em nossos cérebros. Portanto, antes de começar, vamos clarificar alguns termos comuns.

O que é coronavírus?

O coronavírus é parte de uma família de vírus encontrados em muitas espécies de animais, como o camelo, boi, gato e morcego. A cientista escocesa June Almeida descobriu o primeiro coronavírus humano ao analisar a sua estrutura no microscópio. Ela percebeu a existência de pequenas projeções semelhantes a uma coroa por toda a sua superfície.

Por isso, atribuiu o nome de coronavírus (em latim, corona significa coroa) a ele. Os coronavírus costumam causar infecções respiratórias que vão desde um resfriado comum a doenças mais graves. A Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) costumavam ser as duas únicas patologias.  

O que é Sars-CoV-2?

A transmissão dos coronavírus para os seres humanos é rara, mas possível. O  MERS-CoV e SARS-CoV são exemplos. E, recentemente, o SARS-CoV-2, nome científico do novo coronavírus. Ele foi identificado pela primeira vez em Wuhan, na China, em dezembro de 2019, e é o causador da atual pandemia.

O que é COVID-19?

COVID-19 é a doença causada pelo novo coronavírus. Os pacientes apresentam sintomas diversos e o histórico de saúde de cada um influencia na resistência do organismo ao vírus. Pessoas com sistemas imunológicos fragilizados costumam apresentar rápido agravamento da doença.

Por outro lado, alguns indivíduos são assintomáticos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% das pessoas não manifestam sintomas. Porém, como muitas pesquisas ainda estão em desenvolvimento, mais informações sobre a doença podem chegar ao público.

O coronavírus e a COVID-19

Quais os sintomas do coronavírus?

Os sintomas mais frequentes envolvem tosse, febre e dor de garganta. Como também são sinais comuns de resfriado, gripe e/ou dengue, é comum haver confusão.

A dificuldade para respirar costuma ser o sintoma determinante. De qualquer forma, em caso de suspeitas é imperativo consultar um médico para que o diagnóstico seja feito.

Veja abaixo quais os demais sintomas do coronavírus descobertos até então:

  • Coriza;
  • Perda do olfato;
  • Perda do paladar;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Fadiga;
  • Diminuição do apetite;
  • Falta de ar;

Quais os sintomas do coronavírus mais preocupantes?

Até então, os sintomas mais preocupantes são os de origem respiratória, pois podem evoluir para condições gravíssimas. Ainda assim, muitos pacientes se recuperaram após semanas ou meses entubados. Não há como prever como cada organismo reagirá.

Quais as formas de contágio?

O uso de máscara é a forma mais eficaz de prevenir a contaminação. O coronavírus viaja pelo ar de uma pessoa para outra muito rapidamente. Dessa forma, tosse, espirro, catarro e gotículas de saliva são as formas mais comuns de contágio.

O contato direto também é capaz de infectar uma pessoa saudável. Por isso, o uso do álcool em gel e a limpeza das mãos com sabão são repetidamente aconselhados. As pessoas devem evitar o toque, aperto de mãos e contato com superfícies e objetos contaminados, como celulares, talheres, mesas, brinquedos, maçanetas, entre outros.

Os sintomas levam aproximadamente 15 dias para aparecer. Se isolar dos demais moradores da casa é uma medida necessária até a confirmação do diagnóstico. Embora essa medida pareça precipitada, o coronavírus é altamente contagioso. Se você mora com outras pessoas, elas podem se contaminar se não houver isolamento.

Coronavírus: previna-se!
O isolamento, o uso de máscaras e a higienização constante são fundamentais para evitar o contágio do coronavírus

Como é feito o diagnóstico do coronavírus?

Até o momento, existem dois exames que detectam a presença do vírus no Brasil.O teste molecular RT-PCR é considerado o melhor. Através de amostras retiradas da via respiratória com uma espécie de cotonete longo, é possível identificar se houve ou não contaminação. O melhor período para obter um resultado certeiro é entre o 2º e o 12º dia do início dos sintomas.

Já os chamados testes rápidos, os quais atualmente estão sendo feitos nas farmácias, detectam a existência do vírus através de uma amostra de sangue. O resultado fica pronto em até 30 minutos. As pessoas costumam fazê-los entre o 7º e o 10º dia de sintomas.

É possível ter um resultado falso?

Quem fez ou pretende fazer algum dos exames acima, tem que ficar atento à possibilidade de um falso negativo ou falso positivo. Desde o início da quarentena, muitos brasileiros relataram ter recebido resultados falsos como diagnóstico. A verdade é que nem sempre os testes rápidos são capazes de detectar o vírus.

Agora, porém, os profissionais da saúde e os cientistas já estão conscientes dessa possibilidade. Muitos dos erros anteriores ocorreram devido à falta de conhecimento sobre o SARS-CoV-2 e a ausência de orientação para o manuseio dos testes. Como a pandemia se alastrou rapidamente, os estudos demoraram a acompanhar o ritmo das contaminações.

É comum existir escassez de informação em cenários como esse. Afinal, os registros da COVID-19 estão sendo feitos agora. As muitas patologias conhecidas hoje já foram devidamente pesquisadas, analisadas e registradas.

Graças aos profissionais da saúde, pesquisadores e cientistas sabemos sobre suas origens, contágio e tratamentos. A doença transmitida pelo coronavírus ainda está em fase de mapeamento. Logo, a ineficiência dos testes é esperada por um tempo. Felizmente, o exame RT-PCR tem entregado diagnósticos corretos.

Quais as possíveis sequelas do coronavírus?

Embora não seja uma ciência totalmente exata (pois ainda estão sendo feitas análises em pacientes recuperados), estudos estrangeiros afirmam que ex-pacientes podem apresentar sequelas de acordo com os sintomas mais acentuados.

Uma reportagem do jornal britânico The Independent relatou os problemas de saúde enfrentados por pacientes e ex-pacientes. Entre as sequelas físicas estão as lesões nos pulmões, as quais provocam dificuldade para respirar e fazer movimentos intensos, nos rins, no cérebro e no coração.

Pacientes admitidos na UTI vivenciaram paralisia temporária dos membros enquanto os que foram entubados sofreram alucinações e delírios. Alguns também tiveram paranoia, levando-os a acreditar que os profissionais de saúde estavam conspirando contra eles.

Esses sintomas também são comuns no Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), tipicamente sofrido por sobreviventes de acidentes, desastres naturais e abusos.

Quais são os efeitos da pandemia na saúde mental?

Uma epidemia de deterioração da saúde mental é esperada para o futuro pós-pandemia. A pandemia de COVID-19 é uma experiência inédita para todos. Nenhuma epidemia ou pandemia nos últimos anos atingiu tamanha proporção. Esse momento histórico permanecerá como uma marca na história de povos ao redor do mundo.

Os casos de depressão, ansiedade, transtorno do estresse pós-traumático, tendências suicidas, entre outros transtornos mentais, aumentaram bastante por conta das regras sociais resultantes da quarentena, de acordo com a OMS.

A organização destaca, ainda, a urgência de cuidar e de investir na saúde mental para que o psicológico e o emocional das pessoas não sofram impactos capazes de prejudicar o futuro.

Muitos ficaram doentes e passaram semanas internados; perderam familiares e pessoas queridas e não puderam se despedir apropriadamente. Muitos foram demitidos ou interromperam os estudos; vivenciaram o medo crescente de contágio por estarem doentes, ser do grupo de risco ou por pura ansiedade.

Muitos reagiram mal ao isolamento social por não conseguirem se adaptar bem ao novo estilo de vida; precisaram trabalhar fora de casa, colocando-se em risco diariamente.

É praticamente impossível passar por experiências como essas sem ser afetado. Como as mudanças na vida diária chegaram de repente, as pessoas foram forçadas a se acostumar com uma nova realidade.

Esse processo não foi nada agradável para alguns. De fato, o desrespeito às normas de prevenção e saúde demonstra que muitos indivíduos ainda se encontram em negação. Já outros, dominados pelo pânico, se recusam a ir para qualquer lugar. Embora a recomendação seja sair o mínimo possível, o isolamento social não deve ser encarado com medo.

Quero cuidar da minha saúde mental

Como cuidar da saúde mental na pandemia?

É possível manter a saúde mental durante a pandemia? Como reagir aos sintomas ou diagnóstico do coronavírus? São tantos questionamentos inéditos que os psicólogos precisaram estudar e avaliar o estado psicológico e emocional das pessoas para encontrar formas de ajudá-las ao longo da pandemia.

Afinal, com o coronavírus surgiram comportamentos e preocupações específicas, como a ausência de máscaras nas ruas e o simples ato de abraçar.

Mesmo os indivíduos que afirmam não sentir os efeitos do estresse do isolamento social ou dizem ter se acostumado a conviver com “a coisa ruim” da quarentena, devem reforçar a atenção à saúde mental. Esta não é hora para a teimosia nem o orgulho.

Independentemente de como a pandemia modificou as suas vidas e quais os sintomas do coronavírus vivenciados, a maioria das pessoas teve emoções intensas. Em algum momento, sentirão as consequências disso.

Pensando em todos esses aspectos, a Vittude definiu algumas atitudes que você pode adotar para cuidar da saúde mental neste cenário tão confuso e delicado.

1.      Seja paciente consigo mesmo e com os outros

Além do coronavírus, as notícias estão cheias de pessoas desrespeitando medidas preventivas. São avistadas em festas, bares e praias como se nada estivesse acontecendo. Sim, dá raiva assistir tudo isso sem poder fazer nada, mas, em vez de se entregar para a cólera e para a decepção, seja paciente.

Entenda que as pessoas pensam e agem diferente. Se os demais não se protegem, pelo menos você pode cuidar de si e das pessoas próximas da melhor forma possível.

Por que não usar essa energia abrasiva para fazer algo bom? Por exemplo, você pode começar uma iniciativa online de doações para pessoas em situação de risco. É uma forma de impactar a vida de terceiros positivamente.

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Para reencontrar propósito durante a quarentena, experimente o desafio das 4 semanas! 😉

2.      Conheça e administre as suas emoções

Este momento de paralisação da vida normal é perfeito para a reflexão introspectiva!

Vigie e analise as emoções sentidas durante a quarentena. Questione-as sem medo para que seja possível compreendê-las e ter maior domínio sobre elas. Assim, quando sentir a tristeza ou agitação chegando, você conseguirá transformá-las em sentimentos bons.

É claro que é preciso um pouco de prática para desenvolver essa habilidade. Então, não se frustre se não conseguir administrar as suas emoções na primeira tentativa.  

3.      Explore formas de distração

Encontros via vídeo-chamada, celebrações à distância e sessões de bate papo com amigos fazem muita diferença no humor. É através dos atos mais singelos que as pessoas encontram a felicidade.

Hobbies e hábitos saudáveis, como meditação ou pausas para desestressar, nos ajudam a desviar o foco da negatividade. Se você já sabe como se manter saudável, não há razões para se preocupar exageradamente.

4.      Busque ajuda profissional

Os psicólogos também trabalham no front da pandemia, sabia? Estão cuidando da saúde mental de pacientes das mais variadas idades e origens. Mesmo que agora você já saiba quais os sintomas do coronavírus, não tenha medo de buscar ajuda profissional para aliviar a negatividade proveniente da quarentena!

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A Vittude é o local certo para começar. Se o medo, a dificuldade para processar o luto, o trauma da COVID-19, a depressão e a ansiedade estão atrapalhando a sua felicidade, procure iniciar um acompanhamento psicológico. Assim, conseguirá encontrar a tão desejada paz de espírito e preservar o seu estado emocional.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta