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Testosterona, sua queda pode impactar sua saúde mental

  |  Tempo de leitura: 9 minutos

Testosterona é o principal hormônio sexual masculino. É responsável por regular a fertilidade, a massa muscular, a distribuição de gordura e a produção de glóbulos vermelhos. Os ovários das mulheres também produzem testosterona, embora em quantidades muito menores.

A produção de testosterona começa a aumentar significativamente durante a puberdade e diminui após os 30 anos de idade.

O hormônio é mais frequentemente associado ao desejo sexual e desempenha um papel vital na produção de espermatozóides. Os níveis de testosterona de um homem também podem afetar seu humor.

Testosterona vs. Saúde Mental

Qual é a primeira coisa que vem à sua mente quando falam de testosterona? Macho man?

Na verdade, esse hormônio não influencia no mau comportamento de ninguém. Pelo contrário, sua produção está diretamente ligada à saúde mental. Isso é o que comprova o estudo publicado na edição de janeiro de 2008 do Harvard Men’s Health Watch.

A verdade é que muitos mitos giram em torno do hormônio sexual masculino. Além de homens malcomportados, costumam espalhar a ideia de que as mulheres não precisam desse hormônio para ter uma boa saúde.

Entretanto, há muito mais sobre a testosterona do que você pode imaginar.

O que é a testosterona?

Também conhecida como o hormônio sexual masculino, a testosterona é um hormônio produzido pelo organismo masculino e também pelo feminino, só que em uma quantidade menor.

Apesar de ser sintetizado a partir do colesterol, aumentar esse tipo de gordura não vai fazer com que os níveis do hormônio também fiquem mais altos. Isso acontece porque o cérebro é responsável pela sua regulagem. 

Para que serve? 

Muitos estudos têm sido feitos sobre a relação entre a testosterona e a nossa saúde mental.

Em primeiro lugar, o hormônio ajuda a melhorar o humor e a disposição. Além disso, também dá mais sensação de prazer.

Em segundo lugar, o hormônio sexual masculino também influencia na capacidade cognitiva. Ou seja, capacidade de concentrar-se, aprender e memorizar coisas novas. 

O estudo feito pela Harvard Men’s Health Watch mostra que há uma grande chance de a falta de memória em homens mais velhos ter relação com a queda do hormônio, que acontece naturalmente conforme a idade.

Por outro lado, homens na meia-idade, que possuem uma taxa mais elevada deste hormônio, têm os tecidos cerebrais mais protegidos. Já os homens mais velhos, que foram submetidos a testes cognitivos, tiveram um resultado melhor quando os níveis do hormônio estavam bons.

Muitos estudos ainda estão sendo feitos em relação às funções do hormônio para a saúde. Ou seja, pode ser que muitas outras descobertas ainda serão feitas.

Diferença entre a testosterona no homem e na mulher

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, sendo produzida nos testículos. O pico da produção é durante a adolescência, onde os músculos se desenvolvem, a voz muda, e começam a crescer pelos no corpo e no rosto.

Além disso, o hormônio também é responsável pelo desenvolvimento do pênis e dos testículos e também pela produção de esperma. 

E não é só isso: ela ainda desempenha um papel importante no crescimento e força óssea e também influencia na libido, ou desejo sexual.

Por outro lado, o excesso do hormônio também está ligado ao câncer de próstata e à calvície. 

O hormônio sexual masculino em mulheres

Se você acha que a testosterona é importante apenas para homens, saiba que está muito enganado.

 O hormônio é produzido nos ovários e na glândula adrenal. Na verdade, todas as mulheres possuem andrógenos, ou seja, hormônios sexuais masculinos. Eles possuem um papel muito importante para o bom funcionamento de várias funções do organismo feminino, tais como:

  • Função ovariana;
  • Crescimento e força óssea;
  • Apesar de não haver uma conclusão entre os estudiosos, o hormônio sexual masculino na mulher também é responsável pelo seu comportamento sexual, como o aumento da libido.

O equilíbrio adequado entre o estrogênio – hormônio sexual feminino – e a testosterona e outros andrógenos é importante para que os ovários funcionarem normalmente.

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Como saber se a minha testosterona está baixa?

Os níveis do hormônio no organismo podem ser medidos por meio de um exame de sangue ou a partir da saliva. Entretanto, interpretar o resultado pode ser complicado, já que há uma variação nos níveis ao longo do dia e também de um dia para o outro. 

Geralmente, a taxa é mais elevada de manhã e também no final do dia. Por isso, não é preciso se preocupar se o resultado estiver baixo em algum momento e, no outro, mostrar um resultado totalmente diferente. 

Apesar de o senso comum divulgar que a testosterona é responsável pelo comportamento impulsivo, raivoso, machista e violento dos homens, a queda nas taxas desse hormônio pode ser a causa mais provável.  

Há muitos estudos sendo desenvolvidos, sobretudo entre as indústrias farmacêuticas, que procuram criar uma projeção dos efeitos da queda do hormônio sexual masculino, tanto em homens quanto mulheres. 

Entre os sintomas de deficiência do hormônio em homens adultos, destacam-se:

  • Redução dos pelos corporais e faciais;
  • Perda de massa muscular;
  • Problemas sexuais como a queda de libido, impotência sexual, testículos menores, redução do número de espermatozoides e infertilidade;
  • Aumento do tamanho da mama;
  • Ondas de calor;
  • Aumento de peso;
  • Energia baixa;
  • Intolerância à glicose;
  • Aumento do risco de doenças cardiovasculares;
  • Mudanças bruscas de humor, irritabilidade, falta de concentração e depressão;
  • Ossos mais frágeis e um risco maior de fraturas.

O impacto da testosterona na vida sexual

Em outras palavras, os baixos níveis no hormônio sexual masculino influenciam tanto na vida sexual quanto na vida escolar do indivíduo.  

Acredite se quiser, mas não é apenas o homem que sofre quando o nível de hormônio sexual masculino está baixo. 

As mulheres também podem ter problemas na saúde mental como depressão, baixa libido, problemas na concentração, etc.

Além disso, uma mulher com baixos níveis deste hormônio também pode ter ossos mais fracos, consequentemente, o risco de fraturas acaba aumentando. 

O problema é que um dos sintomas da menopausa é, justamente, a osteoporose, em que os ossos ficam fracos e porosos. 

No entanto, ainda não há uma conclusão definitiva e muitos estudos ainda devem ser feitos para comprovar a relação entre a deficiência nas taxas de androgênios e a menopausa. 

Existe tratamento de reposição do hormônio sexual masculino?

Apesar de haver certa ressalva no uso do termo “andropausa”, pelo menos 10% dos homens com idade entre 40 a 60 anos sofrem com os sintomas causados pela redução nos níveis de testosterona.

Na verdade, a andropausa possui sintomas muito parecidos com os que as mulheres sentem quando chegam na menopausa. 

Muitos homens sentem que os sintomas diminuem quando fazem uso de algum tratamento de reposição hormonal com injeções ou adesivo. 

Porém, não só homens acima de 40 anos se beneficiam com a reposição hormonal, pois adolescentes que sofrem de puberdade masculina atrasada também podem fazer o tratamento e normalizar a sua situação. 

A reposição hormonal também pode ser utilizada por mulheres cujos baixos níveis do hormônio estão ligados aos sintomas.

Entretanto, é preciso que esse tratamento seja feito apenas com o acompanhamento de um médico, pois pode haver efeitos colaterais que não fazem valer a pena o risco. 

Como funciona o tratamento com testosterona injetável?

A solução injetável precisa de diversos cuidados tanto na escolha de seringas e agulhas, já que possui textura ligeiramente oleosa. 

Por ser um tratamento intramuscular, é importante que a reposição hormonal seja administrada por um médico profissional. 

Entretanto, a terapia de testosterona vem sido utilizada por cada vez mais pessoas nos últimos anos, o que preocupa os médicos, porque é preciso fazer um teste que possa comprovar a deficiência hormonal.

Isso acontece porque muitos marombas utilizam o hormônio para continuar a crescer mesmo quando o músculo já chegou no limite. O problema é que esse tratamento é feito sem prescrição médica, o que pode causar diversos efeitos colaterais, tais como:

  • Hepatite medicamentosa, onde o fígado é sobrecarregado;
  • Mutação celular, o que pode ocasionar em câncer do fígado;
  • Risco de câncer de mama e do endométrio;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Risco de doenças cardíacas; 
  • Acne no rosto e no corpo (principalmente nas costas);
  • Calvície;
  • Desempenho prejudicado, pois o excesso do hormônio causa tendinite e aumenta o risco de ruptura dos tendões. 

Nas mulheres, os sintomas ainda incluem:

  • Masculinização dos ovários;
  • Aumento do clitóris;
  • Engrossamento da voz nas mulheres; 

Quando o tratamento é feito de maneira correta, vários sintomas da deficiência são revertidos: o humor melhora, o desejo sexual aumenta, a capacidade cognitiva também fica otimizada e há uma grande diferença no condicionamento físico. 

Alguns estudos comprovaram que a perda de peso também é um efeito benéfico da reposição do hormônio sexual masculino. 

Em resumo, qualquer tratamento que seja, especialmente quando envolvem hormônios, devem ser realizados sob prescrição médica e apenas se houver uma necessidade comprovada por exames.  

Lembrando que alguns efeitos do excesso do hormônio podem ser irreversíveis, mesmo que você pare de tomar as injeções. 

Tanto os homens como as mulheres necessitam dos níveis adequados do hormônio para que o seu organismo se desenvolva e funcione normalmente. 

Não tem fundamento pensar que o mal comportamento dos homens tem a ver com a testosterona e que, com o tratamento, o humor vai mudar para pior. Pelo contrário, como este texto deixou bem claro, a irritabilidade está mais ligada com a falta do hormônio do que o excesso.

Ainda há diversas dúvidas em volta deste hormônio. É provável que muitos estudos ainda sejam feitos para definir diversas coisas, como o nível adequado. Porém, é importante saber que ela não só atua sobre o “muque” como sobre a saúde mental em pessoas de todas as idades.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.