tipos de terapia

Saiba que tipo de terapia é ideal para você!

3.8/5 - (82 votes)

  |  Tempo de leitura: 9 minutos
3.8/5 - (82 votes)

Antes de iniciar um acompanhamento psicológico, você precisa identificar o tipo de terapia ideal para você. Embora o cenário de conversa seja praticamente o mesmo em todas as formas de psicoterapia, vertentes distintas determinam o caminho do tratamento.

Além disso, como paciente, você precisa se identificar com o profissional e o método utilizado. Caso contrário, não conseguirá se abrir ou dar continuidade ao tratamento da forma correta. 

Esta falta de conexão pode até afastar pessoas da terapia após uma primeira experiência. Por isso, o ideal é conhecer cada tipo de psicoterapia antes de procurar um profissional.

Qual é o melhor tipo de terapia para mim?

Antes de iniciar a terapia definitivamente, a Vittude recomenda marcar uma consulta inicial para conversar com o profissional e conhecer o seu trabalho. Neste primeiro contato, pode contar o que lhe incomoda e delimitar objetivos. Assim, terá uma ideia se o profissional poderá ajudá-lo com o seu problema.

Talvez seja necessário fazer algumas sessões para identificar se realmente se sente confortável durante a terapia. É primordial que você se sinta relaxado para falar abertamente, especialmente sobre assuntos mais pessoais. 

Há casos em que o próprio profissional encaminha o paciente para o tipo de terapia que julga ser melhor para ele.

Psicanálise

Primeiramente, vamos começar com Freud.

O método freudiano é voltado para a análise do inconsciente. Desse modo, as sessões com o psicanalista são longas e profundas. O paciente deita em um divã enquanto o profissional toma notas de suas palavras. Não estranhe se o psicanalista simplesmente deixá-lo falar sobre diversos assuntos, não havendo conexão entre eles.

 A partir das divagações do paciente, o psicanalista faz interpretações. Quando um assunto complicado vem à tona, ele o ajuda a superar as suas inibições. É uma forma vagarosa de digerir os acontecimentos ou sentimentos negativos.

 Esta modalidade da psicoterapia costuma ser intensa, pois explora o inconsciente do paciente. As sessões visam chegar à raiz dos problemas e descobrir a sua essência. Por conta disso, o tratamento pode durar anos. Não há um limite.

 A psicanálise é recomendada para pessoas que buscam autoconhecimento. Também é bom para trabalhar memórias reprimidas provenientes de traumas.

Terapia jungiana

Profissionais que seguem a psicoterapia de Jung utilizam de métodos artísticos para fazer a análise. Porém, há um intuito por trás deles.

 O paciente realiza muitas dinâmicas relacionadas à escrita e ao desenho. Os símbolos presentes nestes são analisados para identificar traços de personalidade e até mesmo crenças. Jung possuía algumas ideias semelhantes à de Freud, por isso, o inconsciente é uma parte importante deste tipo de terapia.

 Os sonhos também são fonte de análise. O profissional faz algumas perguntas relativas aos sonhos dos pacientes, principalmente se estes forem corriqueiros.

 Também é recomendado para quem está à procura de mais autoconhecimento e sente a necessidade de uma interação entre profissional e paciente.

Terapia Cognitivo-Comportamental

Uma das muitas ramificações da terapia comportamental, a TCC é uma das mais comuns. Refere-se à forma como interpretamos as situações da vida. O que realmente nos afeta não é o acontecimento em si, mas a maneira como reagimos a ele.

O psicólogo analisa o modo como paciente sente e pensa em relação a situações do a dia a dia. Se estiver passando por um período difícil no trabalho, os fatores que tornam a rotina árdua são examinados. Ele pode estar alimentando “pensamentos automáticos” de caráter negativo, como “não sou bom o suficiente” ou “não sou reconhecido”.

Nas sessões, o profissional promove a análise e interpretações das experiências de vida. Desse modo, o paciente passa a ter mais controle sobre as próprias ações, pois compreende que deve modificar a sua perspectiva.

É comum responder diversas perguntas semelhantes aos de testes de personalidade. Consequentemente, o autoconhecimento também acontece, porém, de forma mais vagarosa.

 A terapia cognitivo-comportamental é recomendada para quem almeja compreender e solucionar um problema com urgência.

Terapia Behaviorista

Na terapia behaviorista, o comportamento humano é o fator principal. Nada que fazemos é por acaso, pois estamos constantemente reagindo às expectativas dos ambientes. A conduta no trabalho é diferente da conduta em casa. O meio é o grande influenciador das nossas atitudes.

 O psicólogo trabalha os medos e queixas dos pacientes de forma mais direta. O objetivo é corrigir comportamentos considerados desfavoráveis. O paciente recebe diversos exercícios para enfrentar as suas limitações.

Obviamente, esse processo é feito com bastante cuidado para não apressar as mudanças e assustar o paciente. Em alguns casos, o profissional pode até mesmo acompanhá-lo em uma situação em que lhe desperta receio.

 Se você deseja modificar comportamentos ou superar inseguranças, esta modalidade de terapia é a mais indicada.

Humanismo

O humanismo é popularmente conhecida como a abordagem “egoísta”. Isto é, o foco principal é a autoaceitação. A personalidade, crenças, defeitos e qualidades do paciente são os fatores mais importantes durante o tratamento. Eles são trabalhados de forma que o paciente desenvolva o amor-próprio.

O autoconhecimento é igualmente essencial porque atua como ponte até a aceitação. À medida que o paciente se conhece, passa a aceitar características as quais julgava ser negativas. Só assim consegue realizar os movimentos de mudança necessários para ter a vida almejada.

O psicólogo, então, faz diversos exercícios para promover reflexões sobre a personalidade do paciente. Ele é estimulado a valorizar as suas capacidades acima de tudo.

Por exemplo, pessoas com baixa autoestima costumam assumir a culpa de qualquer interação social fracassada. Porém, ambas as partes possuem sua parcela de responsabilidade. O psicólogo ajuda o paciente a perceber que não deve concentrar-se somente nas reações de terceiros. Afinal, é impossível agradar todo mundo.

Este tipo de terapia é recomendado para pessoas que desejam se autoconhecer ou resolver um problema emocional dentro si, como a falta de autoconfiança.

Terapia Gestalt 

 A abordagem gestalt, ou gestaltismo, é baseada na ideia que é preciso compreender a totalidade para perceber as partes. O objetivo é fazer o paciente enxergar maneiras novas de enfrentar situações difíceis para ele.

 A percepção humana é formada por uma visão do objeto em si (acontecimento, pessoa, sentimento) e os valores específicos de cada um. Assim, a interpretação de uma situação depende dos ideais e crenças cultivados pelo paciente. 

 Em cada sessão, o psicólogo procura os componentes conhecidos e desconhecidos da personalidade do paciente. A interação harmônica desses fatores permite o acesso ao potencial total do paciente. À partir de então, ele pode focar em seu desenvolvimento pessoal.

 É uma terapia para quem busca se conhecer mais profundamente, além de potencializar habilidades e traços de personalidade.

Neuropsicologia

A neuropsicologia estuda as relações entre o cérebro e o comportamento. O neuropsicólogo busca possíveis lesões cerebrais no paciente através de uma avaliação neuropsicológica. Esta é tipicamente feita após acidentes que resultaram em perturbações das áreas cognitivas. 

 A memória, linguagem, concentração, humor e percepção visual são algumas das funções analisadas durante a avaliação. 

Por vezes, mesmo com a ocorrência de lesões cerebrais, o paciente aparenta estar bem. Mas, graças a avaliação, logo é percebido que algumas funções foram comprometidas.

Quanto mais cedo este diagnóstico for feito, maiores são as chances de recuperação das capacidades funcionais. Pessoas que sofreram AVC, apresentam problema de memória e raciocínio, possuem enfermidades degenerativas, e possuem transtornos mentais severos, como bipolaridade ou depressão profunda, devem procurar um neuropsicológico. 

 Crianças com suspeita de transtorno do espectro autista, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e transtornos mentais também podem se consultar com este profissional.

Terapia Transpessoal

 A terapia transpessoal consiste em uma vertente que utiliza métodos como meditação, hipnose e relaxamento. Essas práticas concentram-se na possibilidade de encontrar algo maior, como se o paciente transcendesse a sua realidade atual.

 Este tipo de terapia reconhece a importância do espiritual. O ser humano é definido como um ser integral. O corpo não é o único objeto de interesse, mas também o espírito e a alma. Neste contexto, o tratamento é realizado levando em conta todas as dimensões do paciente.

 Por aliar práticas além da psicologia tradicional, pode ser considerada um tanto esotérica. Porém, a psicologia transpessoal engloba princípios de várias vertentes, como a junguiana, por exemplo. É recomendada para pessoas com afinidade por temas mais holísticos.

E agora, que tipo de terapia escolher?

Você já conhece algumas abordagens, então, está pronto para decidir qual é o melhor tipo de terapia para você. Reflita com carinho sobre os resultados que deseja encontrar na terapia. Tem o desejo de se conhecer melhor ou está em busca de tratamento para um transtorno mental? A identificação dos objetivos ajuda a fazer a escolha.

Se não tiver uma ideia clara do que está procurando, está tudo bem também. Escolha a abordagem pela qual sentiu mais afinidade e avalie como se sente durante a primeira sessão.

Na Vittude, você encontra profissionais especializados em todas essas vertentes. Basta acessar a área de buscas e procurar pela forma de terapia desejada. Além disso, pode iniciar o tratamento prontamente pela internet, direto da sua casa e em um horário conveniente para a sua rotina.

Se você tem urgência para solucionar os seus problemas, pode contar com a Vittude para encontrar os profissionais mais adequados para você!

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta