9 sinais do Transtorno de Personalidade Borderline

Transtorno de Personalidade Borderline: tudo o que você precisa saber sobre este transtorno

  |  Tempo de leitura: 5 minutos

A todo o momento somos afetados por vivências que despertam diversos tipos de emoções, porém quem é diagnosticado com o Transtorno de Personalidade Borderline vai de uma emoção a outra com muita facilidade e com uma intensidade que, muitas vezes se torna desproporcional ao fato real.

O que é o Transtorno de Personalidade Borderline?

É um transtorno onde o indivíduo tem mudanças de humor frequentes, relações sociais e pessoais instáveis ​​e estado de espírito emocional inconstante.

A razão pela qual uma pessoa desenvolve o transtorno pode ser ligada as vivências da infância. Normalmente, as pessoas que sofrem com esse transtorno tiveram uma infância traumática. As relações pai-filho pobres, negligência, abuso sexual, trauma emocional, bullying físico, chantagem emocional, entre outros são algumas das razões comuns pelas quais as pessoas desenvolvem o transtorno. Uma infância violenta constrói no indivíduo a necessidade de apresentarem comportamentos excessivamente defensivos, o que leva ao perpétuo medo do abandono.

Principais Características

Medo do abandono

Um dos aspectos mais marcantes é o medo do isolamento ou abandono. Eles sempre vivem com o medo de serem abandonados, de não serem atendidos ou deixados sozinhos. Esse medo é um dos aspectos mais presentes, mesmo nos estágios iniciais. Os medos podem correr para tais extremos que, em algumas situações acabam optando pelo isolamento voluntariamente para evitar que outros o façam, sendo assim, preferem se afastar das relações antes de serem abandonados.

Raiva intermitente

Isso alimenta o medo do isolamento. Devido ao passado traumático, as ações simples e as reações dos outros ao seu redor podem ser interpretadas por eles como sinais de rejeição, negligência e isolamento que os deixam com raiva sem motivo aparente. Essa raiva muitas vezes é expressada com intensidade desproporcional à situação real.

A raiva é um dos sinais do transtorno de personalidade borderline

Mudanças de humor

Este é outro sintoma comum da doença. Não precisa ser a raiva sempre, às vezes pode ser ansiedade, medo, irritação e insegurança. Tais mudanças de humor tornam muito difícil para manter uma boa vida social, pessoal e profissional.

Interior Vazio

A sensação de vazio é um relato recorrente de quem sofre com esse transtorno. O vazio se torna tão intenso ao ponto de não conseguir preenche-lo com a própria companhia, e sempre necessitando do outro, promovendo uma dependência afetiva cada vez maior e causando cada vez mais sofrimento.

o isolamento também é uma característica do transtorno de personalidade borderline

Hábitos ruins

A maioria dos pacientes com esse transtorno tendem a entrar em vícios comuns, como sexo extra conjugal, drogas ou álcool, etc., normalmente são feitos para superar o profundo sentimento de tristeza e vazio que eles possuem.

Comportamento Impulsivo

Sem motivo ou razão, as pessoas que sofrem com esse transtorno podem tomar ações impulsivas. Não é incomum ver a pessoa entrar em um relacionamento e de repente terminá-lo, ou sair de um emprego aparentemente estável, abandono dos estudos.

Auto depreciação

Este é um problema muito comum. Devido à constante negligência e abuso no início da vida, eles podem considerar-se muito ruins. Tudo isso também alimenta os outros sintomas.

Lente do passado

A maioria dos pacientes com Transtorno Borderline tende a olhar para os desafios e situações atuais através da lente de seu passado traumático. Para eles, tudo deve terminar em um abuso, negligência ou algum estresse emocional. Então eles sempre tendem a se proteger contra isso, em vez de se beneficiar da situação atual.

Intenções suicidas

A auto-depreciação, o medo do isolamento e o estado emocional geral instável podem levá-los a tentar suicídios. Algumas tentativas podem ser falsas para atrair a atenção enquanto outras podem ser reais.

Tratamento

Devido aos transtornos causados nos diversos papeis sociais do indivíduo com a doença, o acompanhamento com o psicólogo e o psiquiatra é extremamente importante.

O processo de psicoterapia é realizado a fim de re – significar as vivências do passado, para então dar voz  e acolher a essa criança interior ferida. Além de auxiliar a controlar os impulsos e entender melhor sobre o significado dos comportamentos, a fim de, reduzir o sofrimento e prejuízos nas relações e produtividade.

O acompanhamento psiquiátrico também é necessário para o cuidado integral dos sintomas e para melhora do quadro clinico.

Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas!

Aline Lisboa, psicóloga clínica do Lysis Consultório de Psicologia. É responsável pelo blog Lysis Psicologia.

Leia também:

Síndrome de Borderline: conheça os sintomas e tratamentos deste transtorno

Fobia Social – Sintomas, causas, tratamentos e medicações

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade. Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

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excuses for a party

Transtorno de Personalidade Borderline: 9 características pra se conhecer!

Marisa Franco

Sobre os relacionamentos tenho lido que o TPB é instável quanto aos parceiros havendo muita rotatividade…há a possibilidade de ser o contrário? Ou seja, estabelecer forte dependência a um único parceiro?

Luciana Vieira de Melo

Que bom ver que hoje se fala com tanta facilidade das questões psiquiátricas sem taaanto preconceito. Infelizmente sofri com o Border sem tratamento até 3 anos. Não entendia o porquê me colocava em situações de risco, me delreciava, me auto sabotava em tudo na vida.
Até mesmo quando busquei ajuda médica anterior, o diagnóstico foi falho, foram anos até acertar e então com um único comprimido diário e terapia, hoje tenho uma vida muito saudável e funcional. Graças aos psiquiátricas e psicológicos. ❤❤❤

Nena Marion

Olá! Minha filha se encaixa perfeitamente nessa doença, ela vive só, não tem nem uma amizade, se acha a pessoa mais horrível da terra, não consegue ter um relacionamento com nem um homem por mais de um mês, iniciou 4 cursos universitário e não acabou nenhum , nem academia ela conseguiu ficar um mês, é suicida (Já tentou) não consigo que se mantenha em tratamento para depressa porque ela diz que não vai dar certo, tem dias bons, mas do nada se fecha no quarto e permanece lá, não come, está pesando 50 quilos e está acabando com nós pai… Read more »

Carolina Do Canto

oi, vi que passou ja 8 meses que você comentou mas, como uma pessoa diagnosticada, é importante levar a sua filha para terapia ou para um atendimento com um psiquiatra. Esse texto traz mts coisas que são verdades mas a gente nunca sabe oq a pessoa esta vivendo, talvez a sua filha sinta as coisas diferente e pense que não se encaixe nesse distúrbio. Uma das melhores coisas que minha familia fez pra mim foi me proporcionar tratamento, então eu só posso recomendar isso, e saber também que tudo que tu escreveu pode se encaixar em diversos distúrbios, apenas um… Read more »

Otavio Gomes Filho

Incrível a facilidade de termos diversos tipos de traumas existenciais, a vida nos moldou para sermos assim, como somos. Hoje tenho 61 anos, a qualquer pessoa um pouco inteligente terá pelo menos a curiosidade de ver como era a vida nessa época, aí compare com a vida dessa mesma pessoa que nos alega problemas graves de comportamento, pessoas com 30 anos ou menos que se formam psiquiatras, psicólogos e fazem de tudo para entremos em terapias e dependência deles, aliás um dos sintomas da tal doença. Não tiro o a dignidade de profissionais dessa área, mas hoje em dia quem… Read more »

Dany M. Lively

Enche o saco esse papinho de querer obrigar a pessoa a ser sozinho.

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[…] talvez assim fosse mais fácil conviver comigo mesma. Durante algum tempo achei que eu tivesse Transtorno de personalidade Borderline, mas pessoas borderlines se cortam , se mutilam e eu nunca fiz isso. Nessa época eu comecei a […]

Aline Sousa

Oi! Não é fácil chegar até esse diagnóstico… Não sei se todos os transtornos estão interligados, ou se é muito difícil de se chegar até o borderline. Muitos anos entre o TAG, a depressão, até a possibilidade de TPB, para que alguém suponha que seja este o problema. Sou um misto de emoções e transtornos… A ansiedade doentia, é o que estraga a minha vida… Uma angústia constante, a insegurança, o medo, a irritabilidade… São monstros que me assombram todo tempo. Não tenho hábitos ruins… Só nessa parte que não consigo me encaixar… Portanto, é possível ser border, se não… Read more »

Adriano Mathias Vieira

Verdade, ´o diagnóstico é muito difícil, antigamente chamavam as pessoas de pavio curto. Na verdade a maioria das pessoas com depressão são tratadas erradas

Olá!Soube deste transtorno hoje e me identifiquei com todos os sinais, inclusive,há umas três semanas terminei um namoro que havia começado há seis dias!Meu humor é alterado com muita facilidade,e isso acontece comigo desde criança,fico com muita raiva à toa.E quando estou assim, não gosto nem de cumprimentar as pessoas na rua…Moro com uma amiga minha,e ela sempre diz que eu me diminuo,que pra mim todo mundo é bom,de menos eu,mas é o que eu sinto.Pra mim,nada que eu faço está bom,mesmo com os outros falando que está perfeito.