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Transtorno do pânico: um mal da atualidade

Transtorno do pânico: um mal da atualidade
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Você já deve ter ouvido alguém próximo a você falar em Transtorno do Pânico (TP) ou Síndrome do Pânico. Ou até mesmo suspeita de que você pode estar com a doença? O assunto é importante e precisa ser esclarecido. Afinal, trata-se de um transtorno de ansiedade bastante comum nos dias de hoje. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 33% da população mundial está sujeita a transtornos de ansiedade – e entre eles o TP é um dos mais recorrentes. A seguir, confira informações que podem auxiliar na identificação do problema e como um psicólogo pode ajudar no tratamento. Confira!

O que é transtorno de pânico?

Também conhecido como síndrome de pânico, é um transtorno de ansiedade caracterizado por um intenso medo e/ou mal-estar com sintomas físicos e cognitivos que se iniciam de forma brusca e alcançam intensidade máxima rapidamente, levando ao medo de morrer persistente e recorrente.

Mas ter medo não é natural?

Sim, o medo é uma emoção natural frente a uma ameaça. É como um alarme que aciona uma resposta em defesa àquela situação perigosa. Mas o medo pode ser um problema quando a situação passa a ser interpretada como uma ameaça em potencial sem que de fato ela o seja.

O que se sente?

As crises do transtorno de pânico ocorrem sem motivo aparente e a pessoa começa a julgar os eventos como incontroláveis e imprevisíveis, considerando-os, necessariamente, ruins. Seu pensamento é do tipo: “Estou passando mal e provavelmente vou morrer”. Sua atenção seleciona as informações que confirmem toda e qualquer catástrofe possível: “E se essa palpitação no meu coração provocar um ataque cardíaco? E se ninguém me ajudar?”

Como identificar o transtorno do pânico?

O transtorno do pânico atinge mais as mulheres do que os homens a partir da adolescência, mas a incidência aumenta no período fértil da vida. Quando a pessoa passa por um pico de medo e desconforto inesperado (ou esperado) e alcança rapidamente um nível de estresse alto, ao menos quatro sintomas físicos e cognitivos costumam aparecer: sudorese, taquicardia, hipervigilância, sensação de perda de controle. A frequência varia. Os sintomas podem aparecer uma vez por semana durante meses (alta); todos os dias separados por semanas (moderada); ou demorarem meses até se repetirem ao longo de anos (leve). Mas uma vez que surgem os ataques de pânico, eles potencializam a preocupação. A pessoa passa a temer por consequências como desenvolvimento de doenças físicas e mentais sem motivos reais e como o medo do julgamento do amigos, colegas e familiares.

Qual é o tratamento?

Um dos tratamentos possíveis é o cognitivo-comportamental para ajudar a reduzir a sensibilidade e responsividade às sensações físicas e mentais; diminuir ou “enfraquecer” a interpretação catastrófica e de ameaça; aumentar as capacidade de reavaliar os próprios pensamentos e adoção de uma explicação alternativa mais funcional e realista para sintomas. Ele dura de três à seis meses para a redução dos sintomas e flexibilização dos pensamentos. Ainda pode ser recomendado a consulta com um psiquiatra para a indicação de medicamentos, tais como antidepressivos, benzodiazepinas e os estabilizadores de humor para o tratamento da ansiedade. Diante de sinais de TP, é importante buscar ajuda profissional.

Ana Paula Gonçalves Donate é psicóloga, terapeuta cognitivo-comportamental e parceira da Vittude. Ela atende crianças, adolescentes e adultos. Marque sua consulta!

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