Absenteísmo: como reduzir as faltas em sua organização
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12 de junho de 2019 | 4 min de leitura
Ambiente de Trabalho

Absenteísmo: como reduzir as faltas em sua organização

O absenteísmo é um comportamento de trabalho contraproducente que é definido como ausências não programadas, habituais e evitáveis. São ausências que incluem dias de doença, dias de folga não programados e até atrasos para o trabalho.

Não é preciso dizer que o absenteísmo é muito caro para as organizações, afeta sua produtividade e diminui o nível de moral da empresa. Então, como você pode reduzir sua taxa de absenteísmo e evitar todas as conseqüências associadas a ela?

Gestão do absenteísmo

O controle do absenteísmo é, atualmente, um dos maiores desafios para as empresas em função dos impactos financeiros que ele produz. Segundo levantamento realizado em 2015 pelo IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde, mais de R$ 10 bilhões são gastos anualmente pelas companhias com despesas geradas por funcionários ausentes.

Aos custos associados a absenteísmo se incluem perda de produtividade; aumento do custo com horas extras; impacto nos custos do plano médico e FAP (fator acidentário de prevenção); e perda de negócios.

Empresas que investem em bons pacotes de benefícios e programas preventivos conseguem realizar uma boa administração da saúde dos trabalhadores. Com isso, ganham em termos de produtividade e economia dos negócios.

É fundamental a criação de ações preventivas que permitam atuar sobre as principais causas da ausência no trabalho. Estas ações envolvem: palestras, treinamentos, diálogos de saúde na área de trabalho, programas de saúde com foco nas patologias identificadas, veiculação de material educativo, entre outros.

O absenteísmo no mundo

Em algum momento de nossa história de trabalho, a maioria de nós já faltou às atividades sem uma justificativa considerada válida.

Nessa pesquisa de ausência global, descobriu-se que trabalhadores na China (71%), na Índia (62%) e na Austrália (58%) admitiram ter dito que estavam doentes mesmo quando não estavam.

Já em Hong Kong, 70 dias por ano foram perdidos devido a absenteísmo (não comparecimento ao trabalho) e presenteísmo (participação no trabalho, mas de maneira não focalizada e desengajada, que limita a produtividade).

Em Cingapura, o presenteísmo custou às empresas US$ 4,9 bilhões. Segundo pesquisas, por até 10 dias ao ano a maioria dos funcionários estarão presentes no trabalho, mas será como se não estivessem.

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Dicas para combater o absenteísmo

Se você está administrando uma organização, aqui estão algumas iniciativas que você pode querer considerar. Assim, pode poupar tempo e dinheiro de sua empresa por conta do absenteísmo.

1. Deixe seus funcionários fazerem um “dia da saúde mental” como licença médica

Em vez de seus funcionários mentirem a respeito de estarem doentes ou estarem presentes no trabalho, mas fora de foco e desengajados, permita que seus funcionários tirem um dia de folga para sua saúde mental. Não só problemas físicos causam a ausência e isso precisa ser considerado dentro das possibilidades de falta.

2. Dê aos funcionários a flexibilidade de trabalhar em casa

Com o avanço da tecnologia, muitas funções podem ser feitas de maneira eficiente enquanto se trabalha em casa. Em uma pesquisa com 1.200 profissionais, realizada pela Flexjobs, 84% disseram que a flexibilidade do trabalho é o fator mais importante que eles consideraram quando escolhiam um emprego.

Trabalhar em casa permite que os funcionários economizem tempo de deslocamento. Além de terem liberdade para definir suas próprias rotinas mais flexibilidade de estar perto de seus filhos. Isso pode reduzir os dias de folga a serem tirados desnecessariamente.

3. Acabe com os e-mails ou chamadas depois do horário

A armadilha do avanço tecnológico é que agora estamos conectados 24 horas por dia. Embora existam muitos benefícios para isso, também pode ser um enorme ponto negativo.

Os funcionários não estão mais “saindo” do trabalho e isso pode levar a excesso de trabalho e desgaste. Em 2017, a França estabeleceu a lei para o “direito de desconectar” dos funcionários. Isso significava que as empresas precisavam deixar claro quando os funcionários não deveriam enviar ou responder e-mails. Por exemplo: fins de semana, dias de folga, horas extras.

4. Diminua a jornada de trabalho

Trabalhar longas horas por longos períodos pode, muitas vezes, levar os funcionários a experimentar estresse e, eventualmente, desenvolver doenças físicas e psicológicas.

No Reino Unido, 12,5 bilhões de dias são perdidos devido a estresse, depressão ou ansiedade, e distúrbios musculoesqueléticos (ou seja, lesões ou dor no sistema músculo-esquelético, como articulações, ligamentos, músculos e nervos).

A Pepetual Guardian, uma empresa da Nova Zelândia, iniciou testes com uma semana de trabalho de quatro dias. Andrew Barnes é fundador da empresa e disse ao Guardian: “Para ser honesto, algumas atividades pessoais como compromissos familiares e de vida estavam sendo realizadas dentro do horário de expediente. Se você der às pessoas a chance de serem tão boas quanto podem fora do escritório, porque elas têm mais tempo, então você terá um desempenho melhor no escritório.”

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5. Invista em benefícios regulares de saúde mental e bem-estar

Dar aos funcionários as ferramentas para se equiparem com a saúde mental pode capacitá-los a ser mais produtivos no trabalho. Se os funcionários souberem como e o que precisam fazer para construir sua resiliência, combater o estresse e as estratégias de enfrentamento para cuidar de sua saúde mental, terão mais poder para tomar as medidas certas.

Plataformas como a Vittude Corporate oferecem uma boa oportunidade para que sua empresa comece a investir em saúde mental e melhore o bem-estar do seu ambiente corporativo. O que acha? Dê uma olhada no nosso site e confira todas as possibilidades oferecidas!

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