Autodesenvolvimento: como atitudes tóxicas no trabalho afetam os colaboradores
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14 de maio de 2020 | 8 min de leitura
Produtividade

Autodesenvolvimento: como atitudes tóxicas no trabalho afetam os colaboradores

Você sabia que o autodesenvolvimento dos seus colaboradores pode estar comprometido por conta de atitudes tóxicas no ambiente de trabalho?

Por muito tempo, as pessoas acreditavam que somente o conhecimento técnico era o suficiente para crescer na carreira. No entanto, este cenário mudou bastante nos últimos anos.

Para evoluir, é preciso estar preparado para se desenvolver e crescer em diferentes esferas da vida, principalmente ao se relacionar com os outros. Isso quer dizer que bons profissionais não são mais apenas aqueles que têm muita bagagem técnica.

Comportamentos tóxicos e inadequados podem fazer com que o colaborador se prejudique, além de afetarem negativamente quem está ao seu redor.

Isso porque quem convive com pessoas tóxicas se prejudica em termos produtividade, engajamento e até permanência no emprego.

Para se ter uma ideia da gravidade, uma pesquisa realizada pela Harvard Business School, revelou que um colaborador competente economiza para a empresa US$5 mil.

Por outro lado, um profissional competente, mas com atitudes tóxicas, resulta em um déficit de US$ 12 mil para a organização.

Bom, mas para falarmos sobre um comportamento tóxico no ambiente de trabalho antes precisamos explicar o que é autodesenvolvimento e a sua importância. Em seguida, você poderá conferir tudo isso!

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O que é autodesenvolvimento?

O autodesenvolvimento se trata de assumir a responsabilidade em relação à sua evolução como ser humano. Portanto, significa trabalhar para melhorar o seu desempenho em determinadas áreas.

Dessa forma, você visa crescer tanto em âmbito pessoal como profissional, evoluindo no que diz respeito às esferas emocionais, sociais, espirituais, mentais e físicas.

Aquele que busca se autodesenvolver está disposto a se autoconhecer, descobrir novas formas de ser e enxergar a vida. Portanto, é uma pessoa que não se incomoda em sair da sua zona de conforto.

São indivíduos que estão abertos para novas experiências e não se importam em mudar suas percepções sobre determinado assunto, pois buscam aprender e se desenvolver.

Por que o autodesenvolvimento é importante?

O autodesenvolvimento é importante para você evoluir na vida a fim de buscar mais realização e concretizar seus objetivos.

Os benefícios são tanto em âmbito pessoal quanto profissional, pois ao se autodesenvolver você:

  • Melhora o seu relacionamento com as pessoas;
  • Eleva a sua automotivação;
  • Consegue compreender melhor o que sente;
  • Fica mais alinhado em relação aos desafios e necessidades do trabalho;
  • Aumenta as chances de construir uma carreira de sucesso;
  • Aprofunda o seu autoconhecimento;
  • Aprende coisas novas e se desafia.

Qual a relação entre autodesenvolvimento e habilidades socioemocionais?

Você já deve ter ouvido falar sobre habilidades socioemocionais, pois cada vez mais esse assunto ganha importância e repercussão.

Isso porque as habilidades técnicas, que antes eram consideradas o suficiente para crescer na carreira, já não bastam. É preciso estar atento às novas necessidades do mercado de trabalho e uma delas são as habilidades socioemocionais.

Ao se autodesenvolver você está trabalhando habilidades socioemocionais, pois boa parte do seu desenvolvimento está ligado às suas emoções e a como você se relaciona com as pessoas. Tudo isso junto é capaz de te tornar um indivíduo mais completo e capaz de lidar com adversidades do dia a dia.

Portanto, as habilidades socioemocionais são um conjunto de aptidões que se conectam a dois tipos de comportamento. Estamos falando da sua relação consigo mesmo e a sua relação com as outras pessoas.

Como buscar o autodesenvolvimento?

O autodesenvolvimento pode ser trabalhado de diversas formas, mas se lembre de que é um processo constante e, muitas vezes, doloroso.

Isso porque para se conhecer e se desenvolver você precisa estar aberto para o novo e para a transformação. Portanto, não é fácil, mas é possível e muito indicado.

Confira, abaixo, algumas dicas para vivenciar o processo!

1. Aprofunde o seu autoconhecimento

O autoconhecimento está relacionado a conhecer bem si mesmo, ou seja, entender as suas qualidades e pontos a melhorar também.

É apenas olhando com cuidado para si que você será capaz de entender quem você é, o que está buscando e quais são as suas fortalezas e dificuldades. Este é o passo inicial para qualquer processo de autodesenvolvimento.

Para isso, tenha a certeza de que a terapia é a melhor ferramenta para te auxiliar nesta jornada.

2. Busque inspirações

Sabe aquelas pessoas que te dão um baita orgulho? Não se esqueça delas quando estiver trabalhando o seu autodesenvolvimento.

Quem te inspira deve ter características que você admira e que gostaria de desenvolver também. Para evoluir, busque sempre se inspirar em quem é uma referência para você.

3. Peça feedbacks

Tem maneira melhor de se desenvolver do que pedindo feedbacks para as pessoas que convivem com você?

Muitas vezes, os outros enxergam coisas sobre nós mesmos que não conseguimos ver, sejam estes pontos positivos ou negativos. Portanto, ouvir feedbacks de coração aberto é essencial para o seu autodesenvolvimento.

4. Defina metas e comece a colocar em ação

Depois de tudo isso, quando você já souber o que precisa desenvolver, não se esqueça de é preciso definir metas claras e um passo a passo para alcançá-las.

Para chegar aonde você deseja, é preciso investir um pouco do seu tempo. Estamos falando de cursos, palestras, terapia, meditação, leituras, ou o que mais considerar necessário.

Comportamentos tóxicos comuns no ambiente de trabalho

Para entender como pessoas tóxicas afetam o autodesenvolvimento dos colaboradores, confira primeiro algumas das principais atitudes tóxicas que as pessoas têm no trabalho!

O sabe tudo

Esse perfil de pessoa acaba soando muito arrogante, pois se coloca na posição de melhor do que todos. É comum tratar os demais com ar de superioridade. Dessa forma, ele não se importa em compartilhar conhecimentos, ou seja, é inimigo do trabalho em equipe.

Um metido a sabe tudo atrapalha bastante a harmonia do ambiente e cria conflitos desnecessários por conta da sua empáfia. Dificilmente ele assume erros e não é fácil aceitar mudanças ou novas opiniões.

O procrastinador

A procrastinação é um problema que afeta não apenas a pessoa que deixa as suas tarefas para última hora, como todos aqueles que contam com o seu trabalho.

Procrastinar é se ausentar das suas responsabilidades até o último minuto, o que pode ser nocivo no trabalho. Esse tipo de pessoa é até um pouco egoísta, pois não pensa nas consequências de seus atos e como eles podem prejudicar os outros.

O fofoqueiro

Pessoas que ficam falando sobre a vida alheia no ambiente de trabalho não constroem uma imagem profissional madura e nem transmitem confiança.

Tais profissionais passam se preocupam em fofocar sobre os outros em um local em que este tipo de atitude não é benéfica. Sem contar que as vítimas da fofoca se sentem desconfortáveis e tristes com os rumores, o que afeta o desempenho no trabalho.

O reclamão

O reclamão é aquela pessoa que nunca está satisfeita com nada e, em vez de procurar soluções para aquilo que não gosta, só fica reclamando.

É claro que todos têm o direito de criticar ou fazer sugestões de melhorias, mas ficar reclamando de tudo pelos corredores não ajuda. Este tipo de profissional acaba gerando um clima ruim e contaminando outros funcionários.

O agressivo

Imagine que difícil conviver diariamente com uma pessoa que é extremamente agressiva com os seus colegas de trabalho.

Profissionais agressivos utilizam a sua posição para intimidar os outros e alcançar os resultados desejados. Isso nada mais é do que bullying no ambiente de trabalho.

Uma pesquisa revelou que entre 25 e 50% dos trabalhadores já sofreram bullying no trabalho em algum momento de suas carreiras. As consequências, por sua vez, são muito graves, incluindo perda de produtividade, elevação do turnover e danos à imagem da empresa.

Como pessoas tóxicas afetam o autodesenvolvimento dos colaboradores?

Pessoas com atitudes tóxicas têm um comportamento considerado inadequado no ambiente de trabalho e não contribuem para a harmonia. Como a própria pesquisa da Harvard Business School apontou, quando isso acontece a empresa como um todo sai perdendo.

A forma como você se relaciona com colegas, gestores, clientes e fornecedores é muito importante. É, portanto, preciso ficar atento quando perceber que um comportamento tóxico está se instalando.

Agora que você já entendeu o que são esses comportamentos tóxicos, vamos adiante. Entenda como tais comportamentos afetam o autodesenvolvimento dos colaboradores e o dia a dia dentro de uma empresa.

1. Queda de produtividade

Uma das grandes consequências do comportamento tóxico é a queda de produtividade de quem convive com este funcionário. Dependendo da gravidade das atitudes, as pessoas ao redor podem se sentir amedrontadas, ansiosas ou irritadas. No geral, tudo isso contribui para que o rendimento do colaborador caia.

Imagine o quão nocivo é conviver diariamente com uma pessoa agressiva, que se considera superior ou que faz fofocas maldosas? Com certeza tudo isto tem potencial para desmotivar o funcionário e fazê-lo se sentir mal no dia a dia de trabalho.

2. Aumento de turnover

Quanto mais pessoas tóxicas existirem na sua empresa, maiores são as chances de se criar uma cultura tóxica como um todo naquele ambiente.

E sabe o quanto uma cultura tóxica no local de trabalho custa para as empresas no que diz respeito ao turnover? Algo em torno de US$223 bilhões nos últimos 5 anos.

Estes custos relacionados à rotatividade de funcionários estão relacionados às horas extras para cobrir lacunas e gastos com funcionários temporários. Além disso, coloque na conta também os custos com recrutamento, contratação e publicidade.

Portanto, evitar que comportamentos tóxicos se disseminem não é importante apenas para o bem-estar dos colaboradores. O financeiro da empresa também se beneficia, pois diminui gastos desnecessários.

3. Queda de engajamento

Precisar lidar diariamente com pessoas tóxicas no ambiente profissional pode fazer com que você perca a vontade de ir ao trabalho. Dessa forma, você deixa de se preocupar com o autodesenvolvimento e apenas suporta as horas que precisa passar no escritório.

Isto é muito prejudicial para o crescimento dos colaboradores, que perdem o interesse no dia a dia de trabalho e se sentem desmotivados. O autodesenvolvimento é essencial para a pessoa continuar evoluindo, mas para que ele aconteça é importante se sentir à vontade no ambiente de trabalho.

Isso quer dizer que é importante gostar de estar lá todos os dias. Caso contrário, você não enxergará razões para investir no seu desenvolvimento e crescimento naquele ambiente.

4. Sentimento de inferioridade ou vergonha

Quando você precisa lidar com uma pessoa que se considera superior e tem prazer em te colocar para baixo, é muito comum se sentir inferior. Também não é incomum acabar tendo vergonha sobre quem você é.

O ponto é que atitudes tóxicas como essas podem afetar a autoestima dos seus colaboradores. Dessa forma, eles sentem que não são bons o suficiente acabam deixando de buscar o autodesenvolvimento.

Isso sem contar quando, em casos mais graves, comportamentos tóxicos também elevam níveis de estresse e ansiedade, pois as pessoas se sentem em constante tensão e nervosismo.

Tudo isso afeta diretamente o psicológico dos seus funcionários, portanto, deve ser analisado com cautela, já que pode desencadear em problemas maiores.

5. Sobrecarga de trabalho

Outro ponto que deve ser levado em consideração é o fato de que alguns perfis de pessoas tóxicas, como o procrastinador, afetam a jornada de trabalho de outros funcionários.

Os que sofrem são os impactados pelo procrastinador, afinal, muitas vezes o atraso de uma tarefa ocasiona em demais atrasos. Infelizmente, tudo isso pode gerar consequências desastrosas. Em muitos casos, quem não deseja se prejudicar acaba até abraçando as tarefas dos outros para não correr riscos.

Por fim, como citado anteriormente, com o turnover elevado as pessoas também sofrem com sobrecarga de trabalho. Muitas vezes precisam repor lacunas de funcionários tóxicos que foram desligados da empresa.

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O papel das empresas no autodesenvolvimento

O autodesenvolvimento é responsabilidade de cada pessoa. No entanto, quando se trata de ambiente de trabalho as empresas podem e devem assumir algumas responsabilidades.

Com isso, queremos dizer que não devem permitir funcionários com comportamentos tóxicos. Como já vimos, tais atitudes têm o poder de afetar negativamente o clima organizacional e o desenvolvimento dos funcionários.

Para trabalhar estas questões e ajudar seus colaboradores a viverem em melhor harmonia, aposte na terapia como um benefício corporativo.

A terapia é um processo de autoconhecimento que ajuda as pessoas com atitudes tóxicas a enxergarem o que precisam melhorar. Além disso, também é um suporte para quem sofre com tais comportamentos.

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Por Bruna Cosenza

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autodesenvolvimento; carreira; atitudes tóxicas; convivência corporativa

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