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Gestão de Pessoas: como a empatia ajuda a melhorar a gestão de equipes

24 de julho de 2019
Gestão de Pessoas: como a empatia ajuda a melhorar a gestão de equipes
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Gestão de pessoas é a área que se dedica a criar estratégias para o desenvolvimento do capital humano das empresas, atuando desde o processo de contratação dos profissionais mais adequados para as vagas à retenção e motivação dos mesmos.

Na era industrial, o foco das empresas estava apenas nos números uma vez que a lucratividade era um dos maiores indicadores de sucesso. A saúde mental e física dos funcionários era, por vezes, ignorada pelo bem da organização.

Em um mercado pouco competitivo e segmentado, modelos de trabalho como esse encontraram meios de se sustentar.  

Entretanto, na era digital, os indivíduos de uma organização exercem um grande papel em seu crescimento. São as pessoas e suas habilidades e expertises que conduzem as empresas ao sucesso. Faz sentido, então, investir em gestão de pessoas para deixá-los confortáveis onde passam a maior parte do tempo, certo?

Mas trabalhar com as pessoas nem sempre é fácil. Além de sua competência técnica, o gestor precisa aperfeiçoar a habilidade de lidar com a diversidade de opiniões e comportamentos no ambiente corporativo.

Empatia é fundamental para a gestão de pessoas

A gestão de pessoas visa potencializar o capital humano nas organizações. Mas como se pode exigir o melhor das pessoas sem conhecê-las? Sem entender as histórias por trás dos indivíduos?

Uma equipe é composta por pessoas diversas. Todas com capacidades e aptidões próprias.Embora o cenário ideal seja que todas trabalhem bem em conjunto, a realidade é, geralmente, menos harmoniosa.

Impasses como falta de comunicação, conflito de ideias e competitividade exacerbada são corriqueiros em trabalhos grupais.

Uma dinâmica inadequada pode deixar os membros da equipe frustrados em relação ao trabalho em desenvolvimento, fazendo com que atrasos e conflitos ocorram. Às vezes, problemas que são simples de resolver saem do controle e se estendem por um tempo desnecessário. É impossível se sentir bem em um ambiente cheio de tensão e críticas.

Por isso, relacionamentos baseados na empatia são fundamentais não apenas para o engajamento das equipes, mas também para o sucesso das empresas.

Quando temos uma visão clara sobre outra pessoa, é mais fácil encontrar soluções para lidar com aspectos de sua personalidade que, para nós, não soam como agradáveis.

Empatia: como ela pode ajudar

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e procurar entender o mundo da forma como ela o percebe.

No local de trabalho, a empatia pode ser uma poderosa aliada para a gestão de equipes e integração de times. Gestores que dominam essa característica podem identificar possíveis pontos de tensão, disseminá-los e encorajar relações sociais saudáveis.  

Por exemplo, imagine que um membro da equipe esteja com baixo rendimento. Seu comportamento afeta o restante da equipe e aumenta a tensão entre os membros. Aliás, alguns já estão começando a ficar frustrados por não conseguirem obter os resultados desejados.

Esse funcionário também aparenta estar desanimado, mas não comunicou a razão para os demais, tornando a situação ainda mais complicada.

O cenário em questão pode ter muitos desfechos: desentendimento entre a equipe, reclamações, atrasos, ausências, e questionamentos referente à eficiência do colega.

Por mais que, na teoria, os funcionários tenham que estar comprometidos com o trabalho, na prática, a história pode ser outra. Pode haver incontáveis razões para comportamentos como esse. É provável, contudo, que o funcionário apenas precise ser ouvido para retornar a sua costumeira produtividade.

Agregar empatia à gestão de pessoas permite que o gestor encontre soluções eficazes para agradar a todos os envolvidos sem criar conflitos.

Em vez de repreender o membro desanimado, criar uma oportunidade para que ele se expresse sem se sentir pressionado pode ser mais efetivo. Desse modo, será possível compreender seus motivos e se colocar em seu lugar.  

Com uma postura empática, é possível ouvir o lado do funcionário e implementar estratégias para ajudá-lo a se sentir bem. Talvez esteja estressado ao extremo e precise descansar por um período antes de retornar ao trabalho.

diversas pessoas unindo as mãos

Empatia: como colocá-la em prática

A nossa visão de mundo, valores, crenças e opiniões regem o nosso comportamento. Esses são adquiridos de acordo com o ambiente em que nascemos e crescemos, e as nossas experiências de vida. Portanto, são totalmente subjetivos.

Pessoas não precisam necessariamente ter nascido em estados ou cidades diferentes para serem completos opostos. Até mesmo o comportamento de um membro da nossa família pode ser difícil de entender.

Para exercitar a empatia na gestão de pessoas,é importante levar as diferenças dos membros da equipe em consideração e evitar pré-julgamentos. Gestores podem perder profissionais excelentes e colaboradores podem criar inimizades devido à falta de compreensão.

Inicialmente, pode ser um desafio exercitar a empatia. Com a prática, vai ficando mais fácil entender porque as pessoas pensam e agem de determinada maneira.

Identifique a motivação

Cada funcionário tem sua própria motivação ao se tornar parte da organização. Essas podem ser mais abstratas ou mais tradicionais. Por exemplo, busca por crescimento profissional, desenvolvimento pessoal, obtenção de conhecimento, conveniência, paixão pela área, busca por propósito de vida e muitos outras.

Ao identificá-las, é possível desenvolver estratégias de gestão de pessoas que dialogam com os colaboradores com mais precisão, principalmente a nível individual.

Entenda necessidades individuais

As necessidades bem como a motivação podem ser o combustível que impulsiona o funcionário a fazer sempre mais. Mas também se referem à possibilidade de desenvolver tarefas específicas. Por exemplo, uma pessoa mais velha pode necessitar de mais tempo e direções para dominar um software utilizado pela empresa.

Isso não quer dizer que não tenham capacidade, mas, sim, que apenas precisam das ferramentas certas para evoluir. É a mesma situação de funcionários mais jovens, com pouca experiência na área, e que precisam de tempo para crescer.

Com as necessidades desse público na cabeça, o gestor pode, por exemplo, desenvolver um treinamento específico para auxiliá-los ou criar programas de mentoria para unir pessoas de níveis hierárquicos diferentes. A necessidade de um pode ser a de muitos.

Pare e pense

Às vezes, encontramos pessoas que não temos nada em comum e não conseguimos compreendê-las de jeito nenhum. Nesses casos, é preciso parar, respirar e pensar: “Se eu estivesse na mesma situação, como eu agiria?”.

Ter conhecimento das forças e fraquezas dos colaboradores facilita esse exercício de imaginação. Precisamos conhecer as pessoas para compreendê-las em sua totalidade, não apenas ter noção de suas habilidades profissionais. Afinal, o emocional e psicológico de uma pessoa influencia em todas as esferas da vida.

Trazer essa prática para a gestão de equipes resulta em ambientes mais harmoniosos. As pessoas passam a pensar antes de tomar ações precipitadas, gerando tensões entre os membros da equipe. Este é um dos maiores segredos da empatia: pensar antes de agir.

Faça dinâmicas em grupo

Se os colaboradores ainda não compreendem o valor da empatia, recorrer a dinâmicas pode ajudar a educá-los sobre o assunto. Muitos tendem a tirar suas próprias conclusões dos acontecimentos e das pessoas. Mas nossas suposições estão quase sempre erradas.

É interessante focar na compreensão das limitações do outro para evitar esse comportamento. Isto é, fazer com um compreenda o que pode ser um problema para o outro. Assim, os colaboradores também aprendem a lidar com suas emoções.

Um dos pilares da gestão de pessoas é a comunicação justamente porque as palavras tem poder de transformação. Por isso, incentivar o diálogo sobre possíveis impasses é uma forma de abrir a mente dos colaboradores.

Empatia é, acima de tudo, um hábito que requer prática e comprometimento. Logo, ela se tornará natural para a equipe.

A empatia deve ser parte da cultura organizacional

As pessoas precisam compreender que fazem parte de equipes. E, para todos terem sucesso, precisam se ajudar constantemente. A nossa sociedade costuma ser voltada para a realização individual, sendo o trabalho em equipe apenas um instrumento para chegar ao topo. Mas essa mentalidade é causadora de estresse no ambiente de trabalho.

Liderança é importante nesse processo e auxilia na gestão de pessoas. Isso porque a empatia ainda não está presente na cultura organizacional da maioria das empresas, embora seja um dos conceitos mais valorizados pelos colaboradores. Muitas vezes, é preciso servir de espelho para, então, ensinar os demais.

De fato, muitas pessoas ainda não se sentem confortáveis para dialogar com colegas sobre problemas originados por causa de um comportamento agressivo ou um comentário desnecessário.

Percebem que o outro não aceita críticas facilmente e desistem de resolver o problema ou tem medo de uma repercussão negativa. A tendência é engolir situações desagradáveis até o momento da explosão.

Cultivar a empatia no trabalho, especialmente para aprimorar a gestão de pessoas, significa construir um ambiente mais aconchegante para todos. As pessoas precisam sentir prazer ao chegarem à empresa e interagirem com os colegas de trabalho.  

O que todos nós queremos, no fundo, é ter alguém para nos ouvir e reconhecer nossas capacidades da forma como merecem. Portanto, abrace aquele antigo ditado de ouro: “Faça com os outros, o que você gostaria que fosse feito com você”.

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