Como treinar competências técnicas e comportamentais?
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22 de outubro de 2021 | 7 min de leitura
Habilidades e Competências

Como treinar competências técnicas e comportamentais?

O sucesso de uma empresa depende de colaboradores que dominam as competências técnicas e comportamentais na medida certa. É fundamental garantir este equilíbrio para que todas as frentes sejam bem executadas.

Também conhecidas como hard e soft skills, tais competências precisam ser avaliadas tanto no momento do recrutamento como no dia a dia de trabalho, em avaliações de desempenho rotineiras.

Mas, afinal, você sabe quais são as diferenças entre as competências técnicas e comportamentais e como desenvolvê-las nos colaboradores da sua empresa? Continue a leitura deste artigo para conferir todas as informações.

O que são competências técnicas e comportamentais?

Para começar, é importante ter clareza sobre as diferenças entre as competências técnicas e comportamentais, pois só assim é possível entender o papel de cada uma e como desenvolvê-las.

Mas, antes de se aprofundar em cada um dos conceitos, vale a pena ter em mente quais são as 10 habilidades em alta no mercado de trabalho até 2025, segundo o Fórum Econômico Mundial.

A partir desta previsão é possível analisar como tanto as competências técnicas como comportamentais são relevantes para os profissionais do futuro. Confira as 10 habilidades listadas pelo FEM:

  1. Pensamento analítico e inovação
  2. Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizado
  3. Resolução de problemas
  4. Pensamento crítico
  5. Criatividade
  6. Liderança e influência
  7. Uso, monitoramento e controle de tecnologias
  8. Programação
  9. Resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade
  10. Raciocínio lógico

As competências técnicas

Quando falamos sobre competências técnicas estamos nos referindo ao conhecimento técnico que um indivíduo possui. Ou seja: são habilidades adquiridas por meio da experiência profissional, cursos, treinamentos, especializações e histórico acadêmico.

Basta pensar nas peculiaridades de cada profissão. Um engenheiro tem competências técnicas diferentes de um advogado ou de um médico, não é mesmo? Para exercer as suas funções, precisa estudar, treinar e adquirir um conhecimento técnico específico.

Alguns exemplos de competências técnicas são: conhecimento de softwares, escrita criativa, matemática financeira, análise de dados e domínio de uma língua estrangeira.

Dentro do universo corporativo, em certos cenários esse tipo de competência pode ser desenvolvida ao longo da trajetória do colaborador dentro da empresa. No entanto, em alguns casos, é essencial já contratar um profissional com determinado conhecimento técnico para que ele possa assumir imediatamente as suas responsabilidades.

Tudo vai depender de uma análise das necessidades do cargo e função em questão.

As competências comportamentais

As competências comportamentais, por sua vez, estão diretamente relacionadas às atitudes e à forma de agir do profissional. São habilidades que apontam como a pessoa reage em determinadas situações e se comporta no ambiente de trabalho e com os seus colegas.

Alguns exemplos são: resiliência, socialibilidade, inteligência emocional, comunicação e negociação.

É importante pontuar que as competências comportamentais são mais difíceis de serem desenvolvidas. Enquanto as técnicas podem ser adquiridas por meio de cursos e treinamentos, as comportamentais estão relacionadas aos hábitos e atitudes.

Mesmo assim, é possível sim desenvolvê-las e é fundamental para que a empresa conte com colaboradores alinhados à cultura organizacional.

Por que a soma desses dois tipos de competências é importante?

Um profissional pode ter todo o conhecimento técnico necessário para exercer a sua função com maestria, mas se não tiver as habilidades comportamentais necessárias, talvez não consiga alcançar os resultados desejados.

Isso porque o modo de ser e reagir às situações irá impactar diretamente no dia a dia de trabalho, interferindo na colaboração entre os membros de um time, na superação de adversidades e até mesmo na capacidade de inovação. Tudo isso é essencial para que um bom trabalho seja executado.

Vamos a um exemplo…

Imagine um cenário de crise, por exemplo, como o que aconteceu logo no início da pandemia da COVID-19. Muitas empresas foram pegas desprevenidas e precisaram repensar seus modelos de negócio.

Em uma situação como essa, além do conhecimento técnico necessário para superar o momento de instabilidades e inseguranças, também é muito importante ter comportamentos que contribuam positivamente. Nesses casos, é fundamental ser resiliente, ter inteligência emocional e conseguir transmitir segurança.

Portanto, de nada adianta ter todo o conhecimento técnico para superar a crise se a pessoa não consegue manter a cabeça fria e aceitar os obstáculos com uma mentalidade positiva.  

Isso não significa que um único profissional precise dominar totalmente todas as competências técnicas e comportamentais, mas dentro do seu cargo e função é importante que seja capaz de dominar aquilo que é essencial para a execução do seu trabalho.

Por que analisar competências técnicas e comportamentais dos colaboradores?

É muito interessante que as organizações trabalhem pautadas na gestão de competências técnicas e comportamentais dos funcionários. Dessa forma, é possível colher diversos benefícios para o crescimento de todos na empresa. Confira alguns deles:

Melhora do clima organizacional

Quando o RH atua com base na gestão de competências técnicas e comportamentais acaba atraindo profissionais mais adequados para as vagas em aberto, o que contribui positivamente para o clima organizacional.

É uma forma de contratar pessoas que têm maior fit cultural com a organização, o que é importante para que o ambiente seja mais harmonioso como um todo. E é claro que quando o clima organizacional está bom, os colaboradores se sentem mais motivados e engajados.

Redução do turnover

Ao contratar profissionais mais alinhados à cultura e necessidades da empresa e focar em treinamentos voltados para as competências técnicas e comportamentais dos funcionários, a tendência é que o turnover diminua.

Com isso, há uma maior retenção de talentos, o que é importante para reduzir os cursos relacionados às contratações e substituições. E não há como negar que isso é importante para qualquer empresa prosperar.

Melhora nos resultados

Ao focar na contratação adequada e no desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais o resultado esperado é um time com alta performance e resultados sempre melhores.

Focar esforços em treinamentos e aprimoramento de habilidades é uma estratégia muito indicada para empresas que desejam motivar seus funcionários e, é claro, elevar os indicadores de produtividade e desempenho.

Como avaliar competências técnicas e comportamentais no recrutamento?

É importante se lembrar de que cada cargo e função têm exigências diferentes. Portanto, o ideal é começar traçando quais são as competências e atributos prioritários e secundários.

Dessa forma, portanto é possível fazer uma separação entre o que são as exigências mínimas e o que seriam diferenciais, levando em consideração a possibilidade de uma habilidade ser desenvolvida após a contratação. A partir dessas informações fica mais fácil analisar os candidatos a partir de um mesmo parâmetro.

Já em relação às técnicas de seleção, o processo deve contribuir para que seja possível identificar as competências técnicas e comportamentais de cada um. Alguns exemplos são:

  • entrevistas: um momento em que é possível conhecer profundamente o candidato, fazer perguntas e se interar sobre experiências prévias, ambições e objetivos;
  • técnicas vivenciais: são as dinâmicas em grupo e jogos que fazem com que a pessoa seja desafiada e precise resolver problemas. É interessante para entender como cada um se comporta e reage diante de diferentes situações;
  • provas: são os testes sobre assuntos específicos que são capazes de analisar o nível de conhecimento do profissional em relação a algum tema;
  • testes de personalidade: são provas capazes de analisar informações sobre o perfil do profissional.

Por fim, vale ressaltar dois pontos. O primeiro é que quanto mais etapas forem incluídas no processo seletivo, mais confiável é a análise do perfil dos candidatos. E o segundo é que o recrutador sempre deve analisar as competências técnicas e comportamentais de formas complementares.

Como treinar as competências técnicas e comportamentais?

O desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais deve ser um esforço de ambos os lados: empresa e colaborador. É necessário que os funcionários sejam proativos e engajados em relação ao aprimoramento de suas habilidades, mas, ao mesmo tempo, é válido que a organização ofereça oportunidades de acordo com as necessidades de cada um.

Para isso, podem ser oferecidas formas de desenvolvimento mais amplas e gerais, que podem ser usufruídas por todos e também treinamentos específicos. Por isso, é interessante que cada gestor de time tenha um budget voltado para o desenvolvimento do time, pois assim é possível direcionar esforços específicos para cada um.

A seguir, confira algumas estratégias que podem ser aplicadas na sua empresa com foco no desenvolvimento de competências dos profissionais:

Eventos e palestras

Os eventos e palestras podem ser bem interessantes para atrair a atenção dos colaboradores e oferecer um conteúdo mais dinâmico. Ao convidar um especialista em uma determinada área para contar a sua experiência, trazer dados relevantes e compartilhar insights, os funcionários podem se sentir ainda mais interessados pelo assunto em questão.

É interessante que estes eventos e palestras aconteçam durante o horário de trabalho para garantir o comparecimento de boa parte do time. Além disso, para aumentar o engajamento, vale a pena investir em um bom plano de comunicação interna.

Se quiser ir além, uma dica é criar semanas temáticas, por exemplo, a “Semana da comunicação”, em que acontecem diversas ações voltadas para o desenvolvimento desta habilidade e relacionadas, com negociação, oratória e persuasão.

Treinamentos e cursos

Tanto para as competências técnicas como as comportamentais é possível oferecer treinamentos que podem ocorrer interna ou externamente.

Existem várias formas de se fazer isso. Uma delas é convidando colaboradores mais experientes da empresa para darem essas aulas a outros membros da organização. É uma maneira mais econômica e, ao mesmo tempo, que pode ser muito eficiente se for bem executada.

Há também a possibilidade de fechar parcerias com empresas ou profissionais de fora que oferecem cursos e treinamentos. Pode ser mais atrativo e interessante para os colaboradores, afinal, aprender com alguém de fora acaba sendo uma experiência bem empolgante para a maioria das pessoas.

Para oferecer os treinamentos certos, que trarão bons resultados para todos, a dica aqui é cruzar as necessidades da organização (o que ela precisa para crescer e atingir seus objetivos) e dos colaboradores (o que eles precisam desenvolver para elevar o desempenho).

Não se esqueça de que cada cargo e função podem ter necessidades específicas, portanto, nem sempre um treinamento será útil para todo o quadro de funcionários.

O ideal é que o RH faça uma pesquisa geral com os colaboradores e também alinhamentos mais profundos com cada liderança para, assim, entender o que é prioridade.

Mentoria

Programas de mentorias também podem ser muito eficazes no desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais.

Assim como os cursos e treinamentos, também pode ser executado apenas com os membros da empresa, ou seja, internamente, ou com parceiros especializados.

O mais importante para que a mentoria dê bons frutos é que cada profissional tenha clareza sobre o que é preciso desenvolver ao longo do processo e se identifique com o mentor, que é a pessoa mais experiente na relação.

Psicoterapia

Por fim, a psicoterapia não poderia ser esquecida quando estamos falando sobre o desenvolvimento de competências para o crescimento pessoal e profissional dos funcionários da sua empresa.

Muitas pessoas ainda associam esse tipo de experiência apenas a quem sofre com alguém distúrbio psicológico, mas não é preciso ter um problema para fazer terapia. Trata-se de um processo de profundo autoconhecimento, em que o paciente faz um mergulho dentro de si mesmo.

A psicoterapia é fundamental para muitas pessoas que desejam desenvolver diversas competências comportamentais, como resiliência e inteligência emocional. Portanto, é recomendado que as empresas ofereçam esse tipo de benefício corporativo, pois além de ser importante para os cuidados com a saúde mental, também é ideal para contar com profissionais melhor preparados emocionalmente no dia a dia de trabalho.

Como oferecer a psicoterapia como benefício corporativo?

Durante muitos anos a psicoterapia não foi incluída no plano de benefícios corporativos das empresas, mas essa realidade vem mudando cada vez mais.

Existem empresas especializadas em soluções voltadas para saúde mental, como a Vittude. Além de realizar palestras e criar conteúdos sobre o assunto dentro das organizações, também disponibiliza a psicoterapia como um benefício corporativo.

Funciona assim: a sua empresa oferece um subsídio fixo (total ou parcial) do valor da terapia para os seus colaboradores. Eles podem realizar consultas presenciais ou online com mais de 3500 psicólogos que estão na plataforma da Vittude.

Empresas como Grupo Boticário, SKY, Microsoft, Oracle e Renner já fazem parte deste movimento e focam no bem-estar e desenvolvimento saudável de seus colaboradores junto do Vittude Corporate.

Saiba mais e converse com um de nossos especialistas!

Por Bruna Cosenza

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