FIB: qual é a importância da felicidade interna bruta para a sua empresa?
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22 de janeiro de 2021 | 8 min de leitura
Bem-estar

FIB: qual é a importância da felicidade interna bruta para a sua empresa?

Você já ouviu falar em Felicidade Interna Bruta? Trata-se de um conceito que surgiu para medir a felicidade da população de países, mas que acabou sendo ampliado para o meio corporativo.

Cada vez mais está em pauta a questão do bem-estar no ambiente de trabalho, afinal, colaboradores mais satisfeitos e felizes acabam produzindo muito mais e com qualidade superior.

Visto que as pessoas passam boa parte de seus dias trabalhando, é essencial que se sintam bem executando as suas tarefas. Sabemos que um dia a dia estressante pode acabar desencadeando problemas psicológicos como ansiedade, depressão e burnout. Por isso, todo cuidado é pouco!

O que a sua empresa tem feito para elevar a felicidade interna bruta? Descubra mais sobre esse indicador tão importante e entenda quais estratégias podem ser implementadas na sua organização para que os colaboradores se sintam mais felizes! Continue a leitura para ter acesso a todas essas informações.

O que é o conceito de Felicidade Interna Bruta?

Felicidade Interna Bruta (FIB) é um conjunto de indicadores criado na Ásia, no Reino do Butão, no Himalaia, em 1972. Ele surgiu como uma alternativa ao conhecido Produto Interno Bruto (PIB) em um momento em que o rei do Butão, Jigme Singye Wangchuk, recebia críticas à economia do país, que diziam ser pequena e fechada.

O FIB nasceu justamente para medir qual era a felicidade o bem-estar da população local. A proposta do rei, portanto, era que a economia do Butão não fosse constituída apenas por produtividade e consumo. O objetivo era também levar à população valores espirituais do budismo, psicológicos e culturais.

Dessa forma, foi criado o FIB, que apesar de subjetivo e complexo, tinha como objetivo ir além do que os países estavam acostumados a medir. O conceito usa nove elementos básicos:

  • bem-estar psicológico;
  • saúde;
  • uso do tempo;
  • educação;
  • vitalidade comunitária;
  • cultura;
  • governança;
  • meio ambiente;
  • padrão de vida.

Basicamente, a avaliação ocorre por meio de um formulário com diversas perguntas em que a resposta pode ser “sim” ou “não”. Assim, quanto maior o número de respostas afirmativas, maior é o índice de FIB.

E este conceito foi aceito no mundo todo?

Não! O ocidente, por sua vez, julgou o índice da Felicidade Interna Bruta como uma proposta sem pé nem cabeça e, por isso, ainda enfrenta muitas dificuldades para ser implementado. Ao ser criado em 1972, se tornou conhecido pelo mundo alguns anos depois porque equipes de cientistas e pensadores começaram a levar a ideia a outros países.

Uma das pessoas que defende o FIB é Susan Andrews, uma psicóloga e antropóloga da Universidade de Harvard que mora no Brasil há mais de 27 anos. Ela defende que o PIB por si só não é uma boa métrica para medir o progresso de um país. Isso porque para elevar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), seria necessário medir o bem-estar das populações.

Segundo Susan, o foco do progresso não pode ser apenas dinheiro no bolso, mas também felicidade no coração.

“O mundo está mais rico do que nunca, mas estamos mais felizes?”, questiona a psicóloga.

Qual é a relação entre a FIB e as empresas?

Os dados da OMS de anos atrás já apontavam a depressão como uma das maiores causas de afastamento de profissionais do ambiente de trabalho até 2020. Essa realidade já chegou! Para completar, a pandemia causada pelo novo coronavírus elevou ainda mais os índices de transtornos psicológicos como ansiedade e burnout.

Dados como esses nos fazem compreender por que o índice de Felicidade Interna Bruta chegou às empresas. Garantir o bem-estar psicológico e a felicidade das pessoas no dia a dia de trabalho é essencial para se cultivar um clima adequado e a produtividade elevada.

Colaboradores que não são emocionalmente equilibrados estão mais propensos a falhas, absenteísmo e até mesmo afastamentos ou pedidos de demissão. Dessa forma, todos os envolvidos na equação sofrem as consequências negativas.

Assim, ao adotarem o índice da Felicidade Interna Bruta, as empresas estão em busca de um ambiente profissional mais equilibrado e saudável, com maior qualidade de vida.

Como aplicar o índice da Felicidade Interna Bruta nas empresas?

Muita gente confunde e acha que colocar esforços na Felicidade Interna Bruta dos colaboradores significa abrir mão da lucratividade. Mas com certeza essa é uma percepção equivocada, afinal, contar com funcionários mais felizes e equilibrados emocionalmente impacta na produtividade e, consequentemente, nos resultados alcançados.

Portanto, investir na FIB significa investir no seu colaborador, que é o responsável por fazer a engrenagem rodar. Para fazer um diagnóstico do ambiente profissional da sua empresa, é indicado realizar uma pesquisa com o conjunto de indicadores FIB, já citados anteriormente. No entanto, podem sofrer algumas adaptações para o meio corporativo.

  • Padrão de vida: os salários são abaixo ou acima da média do mercado?
  • Saúde: os colaboradores ficam muito doentes? A empresa oferece algum tipo de incentivo relacionado à saúde física?
  • Meio ambiente: como é o ambiente de trabalho? Oferece condições adequadas?
  • Bem-estar psicológico: os colaboradores são muito estressados, ansiosos? Há muitos casos de burnout e depressão? A empresa oferece algum tipo de suporte/auxílio para questões psicológicas?
  • Governança: existe um sentimento de pertencimento? Os funcionários percebem que as decisões são tomadas pelo bem da empresa ou somente visando o lucro pessoal?
  • Uso do tempo: os colaboradores gostam do trabalho que executam? Há como fazer mudanças e adaptações para que isso aconteça?
  • Vitalidade comunitária: os colaboradores se respeitam e interagem?

Quais são os benefícios da FIB elevado nas empresas?

Se você ainda não está convencido sobre a importância da Felicidade Interna Bruta para as organizações, chegou a hora de conferir uma lista muito atrativa de benefícios provenientes do investimento nesse índice. Vamos lá?

1. Redução do absenteísmo e turnover

Quando as pessoas estão insatisfeitas com o seu dia a dia de trabalho, as chances de faltas ou pedidos de demissão são muito maiores. Uma pesquisa bem feita voltada para a FIB para descobrir o que pode estar impactando negativamente a felicidade dos colaboradores é essencial.

Essa é uma maneira de detectar a causa raiz dos problemas e buscar soluções. Afinal, o absenteísmo e o turnover não são ruins apenas para os funcionários, mas para a empresa como um todo, que acaba tendo muito mais gastos com contratações.

2. Aumento da produtividade

Muitas pesquisas já apontam que pessoas mais felizes no ambiente profissional produzem muito mais. Um estudo realizado pela Universidade de Warnick revelou que a felicidade torna os colaboradores 12% mais produtivos no trabalho.

3. Melhora do clima organizacional

O clima organizacional diz respeito à percepção que os colaboradores têm do ambiente profissional no qual estão inseridos. Quando boa parte dessas pessoas se sente infeliz, insatisfeita, ansiosa e muito estressada, todos são impactados.

Portanto, cuidar do bem-estar e da felicidade dos seus funcionários significa garantir um clima organizacional agradável e saudável para todos que trabalham na sua empresa.

4. Melhora a atração e retenção de talentos

Empresas que se posicionam como incentivadoras do bem-estar e da felicidade dos seus funcionários ganham pontos no mercado. Dessa forma, se beneficiam quando o assunto é a atração de talentos, afinal, pesquisas apontam que qualidade de vida é prioridade para 64% dos profissionais.

E incentivar esse equilíbrio emocional e entre vida pessoal e profissional também tem efeitos na retenção de colaboradores. Isso porque para muita gente já é mais importante ter esse tipo de benefício no trabalho do que altos salários.

5. Redução de casos de transtornos psicológicos

Já foi citado anteriormente que a depressão é uma das maiores causas de afastamento do trabalho. Assim, é importante ressaltar que uma boa estratégia para elevar o índice de Felicidade Interna Bruta nas empresas é capaz de reduzir questões relacionadas aos transtornos psicológicos, como depressão, burnout e ansiedade.

Além de contribuir para um dia a dia de trabalho mais leve e saudável, também é benéfico para os resultados financeiros da própria empresa, afinal, pessoas com problemas de saúde mental produzem menos.

Como elevar a Felicidade Interna Bruta na sua empresa?

Por fim, agora é a hora de conferir algumas estratégias de ações que podem ser implementadas na sua empresa com o objetivo de elevar a FIB! Vamos lá?

Crie uma jornada de trabalho flexível

Um dos pontos mais importantes quando o assunto é qualidade de vida diz respeito a uma jornada de trabalho mais flexível. A chegada da pandemia do novo coronavírus apontou como o Brasil ainda estava engatinhando na questão do home office, mas agora, mais do que nunca, as empresas e seus colaboradores estão usufruindo dos benefícios dessa modalidade de trabalho.

Mas é claro que conforme a pandemia passar, a mudança não precisa ser radical. Oferecer uma jornada flexível não significa adotar o trabalho remoto full time, afinal, tem gente que prefere ir para o escritório alguns dias da semana. É possível adotar um modelo híbrido, em que os funcionários tem mais liberdade para decidir quando vão trabalhar de casa.

Isso ajuda no equilíbrio entre vida pessoal e profissional, elevando os níveis de felicidade e satisfação.

Incentive a prática de exercícios físicos

O dia a dia de trabalho nas empresas pode ser muito desgastante, principalmente porque boa parte das pessoas fica o dia todo sentada em frente ao computador. Essa realidade, no entanto, não precisa ser tão difícil.

Cabe às empresas incentivar a prática de exercícios físicos, até mesmo durante o expediente para dar uma relaxada e movimentar um pouco o corpo. Que tal oferecer aulas de yoga, por exemplo?

Caso o espaço do escritório não comporte esse tipo de evento, vale oferecer algum tipo de benefício corporativo que incentive a prática de exercícios físicos em outros horários fora do ambiente de trabalho.

Cultive uma cultura colaborativa

A cultura organizacional faz parte do bem-estar no dia a dia corporativo. Por isso, é importante garantir que a cultura da sua empresa não incentive a competitividade excessiva e não seja tóxica de outras maneiras.

Um dos pontos que impactam na Felicidade Interna Bruta é a questão do sentimento de pertencimento e de um clima colaborativo. Portanto, vale a pena bater nessa tecla e garantir que todos se sintam parte de um mesmo barco, como parceiros, e não inimigos.

Garanta salários competitivos e reconhecimentos

Apesar do salário não ser mais o único protagonista quando o assunto é felicidade no trabalho, ainda assim ele tem um papel importante. Para que este não se torne um fator de desmotivação e infelicidade, é necessário garantir que o salário oferecido seja competitivo com o mercado.

Caso a sua empresa não tenha condições de oferecer um salário tão alto, uma dica é tentar proporcionar outros benefícios corporativos que compensem a balança. Ah, e além disso, não se esqueça de que se a carga de trabalho for muito excessiva, não há salário que segure o seu colaborador.

Por fim, pensar em quais tipos de reconhecimentos, além do incentivo financeiro, podem ser atrativos para os funcionários.

Ofereça a psicoterapia como um benefício corporativo

Uma das maneiras mais eficazes de reduzir o número de casos de transtornos psicológicos na empresa é oferecendo a psicoterapia como um benefício corporativo. Nunca ouviu falar sobre isso?

Bom, sabe o plano de saúde, o vale-refeição e tantos outros benefícios que são oferecidos aos funcionários? A estratégia aqui é incluir a psicoterapia também, afinal, se o seu objetivo é elevar o índice de Felicidade Interna Bruta, é preciso cuidar do bem-estar psicológico dos colaboradores.

Segundo a OMS, cada US$1 investido no tratamento para depressão e ansiedade gera um retorno de US$4 por meio de melhorias na saúde e na capacidade de trabalho do paciente. Portanto, não restam dúvidas de que vale a pena cuidar do equilíbrio emocional de quem faz a sua empresa girar, não é mesmo?

Conte com o Vittude Corporate

Para começar a trabalhar estratégias para elevar o índice de Felicidade Interna Bruta, conte com o Vittude Corporate, afinal, oferecemos soluções ficadas no bem-estar e na saúde mental do ativo mais valioso da sua organização: o colaborador.

Como funciona?

Por meio de um​ investimento fixo mensal, por colaborador, a sua empresa oferece um subsídio parcial ou integral para sessões de psicoterapia com psicólogos da nossa base.

Especialmente desenhado para empresas que desejam desenvolver o pipeline de liderança, investir em inteligência emocional, ter funcionários mais engajados e cuidar preventivamente da saúde emocional dos seus funcionários.

Para conhecer mais sobre o Vittude Corporate e os benefícios da terapia online, fale com um de nossos especialistas e comece agora mesmo a investir na Felicidade Interna Bruta da sua empresa!

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Por Bruna Cosenza

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