Habilidades do futuro: quais são e como desenvolvê-las
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5 de maio de 2020 | 7 min de leitura
Produtividade

Habilidades do futuro: quais são e como desenvolvê-las

O Fórum Econômico Mundial aponta que 35% das habilidades que são essenciais vão mudar daqui a cinco anos. Portanto, é preciso estar preparado para a chegada das habilidades do futuro.

Estamos nos deparando com novos avanços tecnológicos e aprendendo como essa evolução é capaz de impactar o mercado de trabalho.

Há um tempo, sem computadores, máquinas e robôs, que boa parte do trabalho era braçal e dependia somente dos humanos.

Agora, tudo mudou e a tendência é continuar se transformando, pois estamos em meio à 4ª revolução industrial. Um momento em que novas tecnologias se consolidam, como a inteligência artificial, a robótica avançada e a biotecnologia.

Assim, não há dúvidas de que o dia a dia de trabalho também sofrerá mudanças. Dessa forma, as habilidades do futuro serão outras, muito diferentes daquelas que hoje são indispensáveis.

Quais são as habilidades do futuro?

É necessário compreender quais serão as habilidades do futuro indispensáveis para o mercado de trabalho. Foi então que o Fórum Econômico Mundial falou com profissionais de RH e gestão estratégia de empresas do mundo todo.

O resultado é o relatório The Future of Jobs: Empolyment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution. No documento são explicadas as 10 habilidades do futuro que todo profissional precisa desenvolver até 2020, ou seja, este ano.

Vamos, em seguida, conferir quais são essas 10 habilidades!

1. Resolução de problemas complexos

O profissional do futuro precisa estar pronto para resolver problemas de diferentes níveis de complexidade em seu ambiente de trabalho.

É necessário ter elasticidade mental para encarar problemas com os quais nunca se deparou antes. Além disso, é importante que ter autocontrole para não sucumbir às pressões e nervosismo excessivo durante esses momentos.

A resolução de problemas complexos não é uma habilidade que as pessoas nascem dominando. É algo que precisa ser desenvolvido aos poucos, ao longo da evolução na carreira.

Este perfil de profissional, segundo o estudo do Fórum Econômico Mundial, será o mais demandado dos próximos anos.

2. Pensamento crítico

De acordo com o relatório, também será muito importante ser um pensador crítico nos próximos anos, pois estas pessoas serão grandes questionadoras.

Assim, tais profissionais usarão do raciocínio e da lógica para questionarem problemas. Serão, portanto, capazes de colocar os prós e contras na balança antes de chegarem a uma conclusão final.

Esta habilidade é relevante para as empresas porque pessoas mais críticas não aceitam tudo como verdade absoluta.

Elas se perguntam o tempo todo se há outras formas de atingir os objetivos propostos. Dessa forma, podem alcançar resultados melhores!

3. Criatividade

Enquanto em 2015 as habilidades do futuro tinham no topo da lista negociação e flexibilidade, em 2020 ambas caíram. Isso porque as máquinas estão começando a se tornar eficientes para a tomada de decisões.

Aliás, confira essa pesquisa realizada pelo World Economic Forum’s Global Agenda Council on the Future of Software and Society. Ela apontou que as pessoas esperam que a inteligência artificial faça parte do board de diretores de companhias até 2026.

Por outro lado, ainda que os robôs possam agilizar a atingir nossos objetivos, ainda não têm a nossa capacidade criativa. Por isso a criatividade passou da décima posição em 2015 para o terceiro lugar em 2020.

Mas o que significa ser criativo? É a capacidade de conectar informações e, a partir disso, construir ideias inusitadas, apresentando algo novo.

Com constantes lançamentos de produtos e novas tecnologias surgindo, não há como excluir a criatividade das habilidades do futuro.

4. Gestão de pessoas

Os funcionários são o ativo mais valioso de uma empresa, portanto, a capacidade de gerir pessoas não deve ser negligenciada. Mesmo que a inteligência artificial seja útil na automação, gerenciar equipes é algo que só humanos conseguem fazer.

A gestão de pessoas, portanto, continua no radar das habilidades do futuro, sendo importante para motivar os funcionários e maximizar a produtividade

Além disso, é uma ferramenta que está diretamente conectada com a inteligência emocional. Afinal, para gerir pessoas é preciso desenvolver empatia, habilidades sociais e também ser capaz de reconhecer e controlar suas emoções.

5. Coordenação com os outros

A colaboração é essencial em qualquer ambiente de trabalho, portanto, essa é mais uma das competências que os humanos saem na frente das máquinas e robôs.

Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, as organizações estão buscando cada vez mais profissionais com habilidades interpessoais. Isso é importante para que se crie um ambiente mais agradável entre os funcionários.

Ao contar com profissionais que contribuem para um dia a dia colaborativo, as chances de seus funcionários produzirem mais e melhor são maiores.

A capacidade de se relacionar e coordenar os outros é uma habilidade social que contempla a comunicação, lidar com as diferenças e, ao mesmo tempo, a empatia.

6. Inteligência emocional

A inteligência emocional é uma habilidade que vem sido muito discutida nos últimos anos e não podemos negar a sua importância para o mercado de trabalho.

Popularizada pelo psicólogo Daniel Goleman, possui cinco principais pilares. São eles: reconhecimento das emoções, controle das emoções, automotivação, empatia e habilidades interpessoais.

Não se trata, portanto, de ter conhecimento técnico sobre a sua função e sim sobre lidar com emoções e pessoas, ou seja, é uma habilidade social.

Embora já seja muito requisitada pelas empresas e a tendência é que, cada vez mais, as organizações procurem por profissionais com altos níveis de inteligência emocional.

Isso porque é importante ter funcionários capazes de lidar com conflitos, adversidades e que se relacionem de maneira saudável com colegas.

No geral, tudo isso contribui para um ambiente harmônico, assim como ajuda a elevar os níveis de produtividade.

7. Julgamento e tomada de decisões

Vivemos uma era em que os dados são a base do conhecimento da maioria das organizações. No entanto, diante de um volume tão alto de informações, é preciso encontrar profissionais que vão além da leitura destes dados. Também é necessário ser capaz de tomar decisões.

As empresas buscam pessoas que consigam analisar dados e buscar insights valiosos, conseguindo tomar decisões complexas e difíceis. Mais do que nunca, os profissionais devem utilizar o Big Data para tais decisões estratégicas.

8. Orientação de serviço

As preocupações dos consumidores em relação à privacidade, transparência e qualidade cresce cada dia mais. 

Ao mesmo tempo, as organizações precisam estar preparadas para responderem aos mais diversos questionamentos dos clientes, além de se posicionarem de maneira adequada no mercado.

Isso porque, caso a postura seja equivocada ou não atenda as expectativas dos consumidores, a empresa sai prejudicada. Como consequência, pode perder clientes e ter a sua reputação manchada.

Portanto, entre as habilidades do futuro está a orientação de serviço, ou seja, saber orientar os clientes corretamente. E para isso o profissional precisa conhecer seu público, e conseguir adaptar produtos e serviços para que atendam as necessidades do consumidor.

9. Negociação

Por mais que tenha caído algumas posições desde o último relatório, o poder de negociação ainda é uma habilidade muito necessária e que depende dos seres humanos.

As empresas precisam de profissionais capazes de negociar, argumentar e persuadir, seja com os pares, chefes ou clientes. Essa habilidade interpessoal sempre foi e continua sendo importante para o sucesso de um negócio.

10. Flexibilidade cognitiva

A flexibilidade cognitiva está relacionada à capacidade de ampliar as maneiras de pensar, ou seja, enxergar diferentes possibilidades para resolver problemas e conflitos.

Esta habilidade significa não se prender à sua zona de conforto.  Isso quer dizer abrir espaço para expandir seus horizontes e se relacionar com pessoas que possuem visões diferentes.

E por que isso é importante para o mercado de trabalho? Porque ao sair da sua caixinha você se torna uma pessoa mais propensa a realizar novas associações e enxergar novos padrões.

A crescente participação das soft skills

Não há como negar que as soft skills estão ganhando cada vez um espaço maior quando o assunto são as habilidades do futuro.

As soft skills são habilidades sociais, ou seja, competências que envolvem pessoas. Volte alguns minutos para a lista anterior e você perceberá que inteligência emocional, gestão de pessoas, negociação e coordenação com os outros são soft skills.

Esse movimento vem acontecendo porque com a evolução da tecnologia auxiliando as empresas a automatizar processos, fica mais evidente que há algo que não pode ser substituído: as habilidades sociais.

Pelo menos por enquanto, máquinas e robôs ainda não são a melhor opção quando o assunto são emoções e relações. Portanto, os profissionais precisam estar atentos não apenas ao conhecimento técnico, mas também à capacidade de se relacionar, reconhecer e controlar as emoções.

Como a terapia pode ajudar a desenvolver as habilidades do futuro

Quando o assunto são competências técnicas, não há dúvidas de que formações acadêmicas e cursos são a melhor maneira de desenvolver essas habilidades.

Por outro lado, quando estamos falando de habilidades sociais, ou seja, soft skill, as formas de aprendizado são outras.

Basicamente, existem duas maneiras de aprimorar as habilidades do futuro que são baseadas em soft skills. A primeira delas é trabalhando, pois muito se aprende no dia a dia, não é mesmo? Conforme você vivencia experiências e troca conhecimento com outros profissionais, você evolui.

No entanto, para acelerar o processo, você pode buscar o auxílio de diversas ferramentas, como por exemplo, a terapia.

Habilidades interpessoais, a capacidade de gerir pessoas e a inteligência emocional estão muito conectadas. Nem todo mundo sabe, mas todos esses pontos podem ser trabalhado em conjunto em sessões de terapia.

Como isso funciona na prática? A terapia é um processo no qual psicólogo ajuda o paciente a vivenciar uma jornada de autoconhecimento. 

O profissional é responsável por conduzir uma conversa para ajudar o paciente a refletir sobre as suas questões. O foco é, portanto, mudar pensamentos, emoções e comportamentos.

Mesmo assim, muita gente insiste em acreditar que a terapia é útil apenas para quem tem transtornos mentais. No entanto, na verdade ela também é uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento de habilidades sociais.

Com um profissional especializado, o paciente irá desenvolver várias das habilidades do futuro citadas neste artigo. A terapia é essencial para trabalhar emoções, reconhecê-las e aprender a lidar com elas. 

Além disso, é também uma forma de desenvolver habilidades sociais e aprender a se relacionar com as pessoas ao seu redor de maneira mais saudável.

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Qual é o papel das empresas?

A empresa é uma das partes mais interessadas nas habilidades do futuro, pois ela precisa de funcionários que atendam às novas necessidades do mercado de trabalho.

No entanto, as organizações também devem assumir seus papéis, ou seja, auxiliar o desenvolvimento dos profissionais. E uma das formas de fazer isso é oferecendo a terapia como um benefício corporativo.

Muitas empresas já enxergam que a terapia é importante não apenas para a prevenção e tratamento de distúrbios mentais, como para o desenvolvimento de seus colaboradores.

Esta ferramenta é necessária para cuidar da saúde mental dos funcionários e evitar afastamentos por conta de quadros de depressão, ansiedade ou burnout.

No entanto, a terapia vai além. Também é muito vantajosa para empresas que desejam investir no desenvolvimento das habilidades do futuro. Isso quer dizer investir no preparo de seus funcionários para as novas necessidades do mercado.

Várias organizações, como a Resultados Digitais, 99 e Campari já estão de olho nas habilidades do futuro e, por isso, estão investindo em saúde mental com o Vittude Corporate.

Se você nunca ouviu falar sobre o Vittude Corporate, saiba que se trata de um benefício corporativo que ajuda as empresas a cuidarem da saúde mental dos seus colaboradores.

Funciona da seguinte forma: por meio de um investimento fixo mensal, por funcionário, a sua empresa oferece ao time um subsídio parcial ou integral para sessões de psicoterapia, com psicólogos Vittude.

Para conhecer melhor esta oportunidade, saiba mais sobre o Vittude Corporate e comece o quanto antes a investir nas habilidades do futuro!

Por Bruna Cosenza

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