Qual é a influência da síndrome de Burnout no trabalho?
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11 de junho de 2021 | 7 min de leitura
Saúde Mental

Qual é a influência da síndrome de Burnout no trabalho?

Cada vez mais se fala sobre o esgotamento profissional, um problema que atinge mais de 30 milhões de brasileiros. Para se ter uma ideia, um estudo apontou que, em 2019, por volta de 20 mil brasileiros pediram afastamento médico devido a doenças mentais relacionadas ao dia a dia profissional, o que nos faz refletir sobre qual a influência da síndrome de burnout no trabalho.

A pandemia causada pela covid-19 também ressaltou ainda mais os distúrbios mentais como depressão, ansiedade e burnout. As mudanças e inseguranças causadas pelo isolamento social afetaram drasticamente a saúde mental das pessoas ao redor do mundo todo.

Neste artigo, vamos focar em qual a influência da síndrome de burnout no trabalho, as principais causas e formas de prevenção deste distúrbio psíquico. Leia até o final para conferir todas as informações.

O que é a síndrome de burnout?

A síndrome de burnout se trata de um distúrbio psíquico de estresse físico e mental crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. É consequência do acúmulo em excesso de estresse e tensão emocional no dia a dia profissional, sendo muito comum em profissionais que trabalham sob constante pressão.

Pessoas que sofrem com o burnout sentem fadiga e estresse causados pela sobrecarga de trabalho, o que pode acabar gerando, em casos mais graves, a necessidade de afastamento das atividades profissionais.

Confira, em seguida, alguns exemplos de áreas de atuação que acabam sofrendo mais com o distúrbio:

  • médicos;
  • publicitários;
  • professores;
  • advogados;
  • policiais;
  • psicólogos;
  • bancários.

Durante a pandemia do novo coronavírus, por exemplo, um estudo realizado por pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) apontou que um em cada seis profissionais da área da saúde apresentou sinais de burnout.

Além disso, recentemente, a síndrome de burnout foi incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS), portanto, cada vez mais tem se falado sobre o distúrbio que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

É importante sempre ressaltar que a síndrome do burnout está atrelada somente a fenômenos relacionados ao contexto de trabalho, ou seja, não deve ser utilizada para se referir a experiências em outros âmbitos da vida.

Quais são as diferenças entre burnout, depressão e estresse?

É válido também ter clareza sobre as diferenças entre burnout, depressão e estresse, que acabam se confundindo entre as pessoas que têm pouca informação sobre o tema. Confira, em seguida, as principais características de cada um:

  • burnout: síndrome que é consequência de estresse crônico e obrigatoriamente tem origem no ambiente de trabalho;
  • depressão: doença psiquiátrica crônica, que afeta qualquer pessoa;
  • estresse: reação fisiológica automática do corpo a circunstâncias que exigem ajustes comportamentais.

Quais são as principais causas da síndrome de burnout?

Visto que a síndrome de burnout está relacionada ao ambiente de trabalho, as suas causas também estão diretamente conectados ao dia a dia profissional. É importante entender quais são os principais gatilhos que podem, com o passar do tempo, desencadear este distúrbios psíquico.

Confira, em seguida, as principais causas da síndrome de burnout:

  • carga horária excessiva;
  • falta de reconhecimento dos superiores;
  • excesso de responsabilidades;
  • metas inatingíveis;
  • conflitos em excesso;
  • falta de autonomia;
  • ausência de justiça no ambiente de trabalho.

Qual é a influência da síndrome de burnout no trabalho?

É importante também ter consciência sobre qual é a influência da síndrome de burnout no trabalho, afinal, se trata de um distúrbio psíquico que afeta a vida das pessoas de diferentes formas. Por mais que as causas estejam relacionadas ao trabalho, os sintomas são sentidos em vários âmbitos e atrapalham a vida como um todo.

Visto que muitos dos sintomas são semelhantes a quadros de depressão e ansiedade, muitas vezes o quadro de burnout não é identificado. Os seus principais efeitos nocivos são:

  • cansaço extremo físico e mental;
  • alterações de humor repentinas;
  • irritabilidade;
  • insônia;
  • dor de cabeça frequente;
  • dificuldade de concentração;
  • alteração no apetite.

Existem três elementos principais que caracterizam o burnout e nos quais é preciso ficar de olho:

  • exaustão: sensação de que a pessoa está indo além dos limites e não tem mais recursos físicos e emocionais para lidar com conflitos e situações do trabalho;
  • ineficácia: sentimento de incompetência, em que a pessoa se sente desqualificada, sem reconhecimento e improdutiva;
  • ceticismo: postura negativa diante de dificuldades e falta de interesse e preocupação com o trabalho.

Em seguida, confira quais esferas do dia a dia de trabalho em uma empresa sofrem o maior impacto da síndrome de burnout:

Queda de produtividade

Todos os sintomas apontados acima podem afetar drasticamente a vida de uma pessoa que sofre de burnout. Consequentemente, o indivíduo fica menos produtivo, desmotivado e infeliz no trabalho e pode ter um desempenho bem abaixo do esperado.

Isso é ruim para o profissional e para a empresa como um todo, que depende da produtividade e performance de cada colaborador para crescer.

Problemas com a marca empregadora

Ninguém quer trabalhar em um lugar em que uma grande parcela dos funcionários sofre de esgotamento físico e mental, não é mesmo? É muito importante que as organizações se preocupem com employer branding, ou seja, com a marca empregadora (o quanto você faz as pessoas quererem trabalhar em sua empresa?), pois esse é um dos fatores que mais contribui para uma excelente atração de talentos.

Fatores como a síndrome do burnout afetam negativamente para o recrutamento e podem acabar afastando grandes profissionais que desejam trabalhar em um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado.

Aumento de absenteísmo e turnover

O absenteísmo está relacionado às faltas no trabalho e o turnover diz respeito à rotatividade de funcionários em uma organização. Quando estes dois indicadores estão muito altos significa que algo não vai bem e que é preciso detectar quais são os pontos de insatisfação que estão atrapalhando os colaboradores. Um deles pode ser a síndrome de burnout, por exemplo.

Clima organizacional ruim

Um ambiente que exige uma carga de horário excessiva e faz os seus colaboradores trabalharem sob extrema pressão pode acabar desencadeando um clima organizacional muito ruim. Dessa forma, todos os funcionários se sentem mal e tem uma percepção ruim sobre aquela empresa, o que não contribui em nada para a produtividade e motivação.

Aumento do presenteísmo

O presenteísmo acontece quando a pessoa vai trabalhar, mas está mentalmente ausente e com pensamentos distantes das atividades que deve realizar. Esse é um efeito colateral muito comum da síndrome de burnout, pois as pessoas que sofrem com o distúrbio se sentem esgotadas e desmotivadas para trabalhar, o que causa esse fenômeno.

Qual é o papel das empresas na prevenção e tratamento do burnout?

Como a síndrome de burnout é um distúrbio psíquico ocasionado pelo ambiente de trabalho, nada mais justo do que a própria empresa oferecer diferentes formas de prevenção e tratamento, não é mesmo? Existem diversas iniciativas que podem ser realizadas no dia a dia de trabalho, confira algumas delas:

Informar e desmistificar o problema

Infelizmente, muitas pessoas sofrem com a síndrome de burnout e não sabem. Isso porque ainda são pouco disseminadas informações sobre o assunto que ajudariam todos a identificarem os sintomas e procurarem ajuda. Pode ser que os colaboradores da sua empresa estejam com baixa produtividade e desmotivação por esse motivo e nem saibam.

Por isso, é essencial munir os funcionários de informações confiáveis para que todos fiquem na mesma página e saibam sobre o que se trata o distúrbio. Além disso, é muito importante que alguns mitos em relação à saúde mental sejam quebrados para que, assim, todos se sintam mais confortáveis para relatar problemas pelos quais estão passando.

Afinal, ainda existe um grande tabu cobrindo as questões de saúde mental, não é mesmo? Quando a empresa se posiciona e levanta bandeiras relacionadas ao tema, os colaboradores também se sentem mais à vontade para abordar essas questões.

Uma maneira interessante de abordar o assunto é levando especialistas, como psicólogos, ou realizar worskhops para debater o assunto. É uma maneira interativa e diferente de falar sobre algo que ainda não é familiar e, ao mesmo tempo, promover seriedade para algo que nem sempre é levado a sério.

Não incentivar cargas de horário excessivas

É muito comum aquela velha história de fazer hora extra todo dia. Você já passou por isso ou ouviu alguma história parecida, né? A boa notícia é que cada vez mais as pessoas estão preocupadas com qualidade de vida e bem-estar e, por isso, as empresas se veem obrigadas a prezar por estas bandeiras.

É necessário que a sua organização não incentive uma carga horária de trabalho excessiva, que provoca danos à saúde mental e física. Não é uma postura que deve ser incentivada e elogiada diante dos colaboradores, pelo contrário.

Para evitar esse tipo de problema, hoje em dia as organizações oferecem políticas de home office e horários flexíveis também, que têm como objetivo ajudar a equilibrar melhor a vida pessoal a profissional.

Criar programas de qualidade de vida

Uma ótima maneira de demonstrar, na prática, preocupação com o equilíbrio emocional dos funcionários é criando um programa de qualidade de vida. Trata-se de um conjunto de técnicas e ações com o objetivo de promover a satisfação e o bem-estar dos colaboradores no meio corporativo.

Oferecer benefícios voltados para a saúde física, trabalho remoto, treinamentos e incentivar hábitos saudáveis são algumas das formas de se fazer isso no dia a dia. É importante entender o que os seus funcionários gostariam de ver na empresa para, assim, implementar um programa que agregue valor e, ao mesmo tempo, contribua para a marca empregadora.

Oferecer a psicoterapia como benefício corporativo

Quando estamos falando sobre qual a influência da síndrome de burnout no trabalho, não podemos deixar de falar sobre prevenção e tratamento desse distúrbio. É importante que as empresas entendam que em muitos casos somente o auxílio psicológico de um profissional especializado poderá ajudar a cuidar do problema.

Nesses casos, uma das formas de ajudar é oferecendo a psicoterapia como benefício corporativo, afinal, ainda é um serviço muito caro para boa parte dos brasileiros. Por meio de parceiros, como o Vittude Corporate, é possível levar a psicoterapia para os colaboradores e prevenir e tratar distúrbios psíquicos como o burnout.

Além de ser uma ótima opção para elevar a qualidade de vida dos funcionários, também é importante para trabalhar a marca empregadora e atrair e reter talentos na empresa.

Cuidar da saúde mental dos colaboradores é cuidar da sua empresa

Questões como a síndrome de burnout não podem mais ser negligenciadas ou menosprezadas. É preciso falar sobre o assunto, desmistificar, oferecer suporte, acolher e orientar.

Quando uma organização faz isso tudo pelos seus colaboradores não está apenas cuidando da saúde dessas pessoas, está cuidando da saúde da própria empresa também, que para crescer precisa que todos se sintam motivados, felizes e equilibrados.

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Por Bruna Cosenza

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