O mercado pós Covid-19: 10 tendências para ficar de olho
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20 de Maio de 2020 | 9 min de leitura
Produtividade

O mercado pós Covid-19: 10 tendências para ficar de olho

A pandemia causada pelo novo coronavírus afetou a vida de milhares de pessoas ao redor do planeta todo. Uma situação que muitos nem imaginavam vivenciar agora faz parte do nosso dia a dia. Muitas dessas mudanças vêm para ficar e uma das grandes perguntas que têm sido feitas é: como você está se preparando para o mercado pós Covid-19?

As alterações de rotina e as restrições impostas devido às medidas de isolamento social assustaram bastante no início.

Agora, por mais que aos poucos já estejamos nos acostumando com essa nova maneira de viver, ainda é preciso pensar no que vem em seguida. Isso porque o impacto que a Covid-19 causou no mundo todo vai continuar permeando a vida das pessoas por muito tempo.

Não são apenas os hábitos e a convivência que mudaram. As empresas e o mercado como um todo precisam se adaptar a uma nova realidade que chegou de repente e que não parece querer se despedir tão cedo.

Muitas mudanças chegaram para ficar de vez!

Confira, ao longo do artigo, algumas tendências que precisam estar no radar de quem está se preparando para o mercado pós Covid-19. Continue a leitura para conferir as principais projeções!

10 tendências apontam como o mercado está se preparando para o pós Covid-19

Consumo, hábitos, valores e comportamento dos consumidores estão sofrendo mudanças por conta da pandemia de Covid-19 que afeta o mundo todo desde o início de 2020. Antes de tudo, é preciso falar sobre o mercado: afinal, como as empresas estão se preparando para o mundo pós coronavírus?

Compilamos algumas das principais tendências relacionadas ao mercado de trabalho nas quais você precisa ficar de olho para que a sua empresa não fique para trás!

Home office

Por mais que o assunto home office já estivesse no discurso de muitas empresas antes da chegada do coronavírus, nem todas de fato colocavam em prática no dia a dia. A pandemia chegou e obrigou as organizações a se adaptarem a essa nova realidade.

Com isso, quem ainda não tinha o home office como uma opção para os seus funcionários precisou mudar a situação rapidamente.

Hoje, uma pesquisa conduzida pela FGV já afirma que após a pandemia o número de empresas que devem adotar oficialmente o home office deve crescer em torno de 30%.

Além disso, outro estudo também apontou que apesar de parte dos funcionários sentirem falta da convivência com colegas, muitos aprenderam que não precisam estar presencialmente no escritório para conduzir um projeto. Essa foi uma das grandes lições da pandemia.

O estudo também revelou que parte dos profissionais revela receio sobre como serão avaliados pelos seus gestores no regime home office. Mesmo assim, mais de 54% pretendem pedir à gestão a continuidade do trabalho à distância após a pandemia.

O Google e o Facebook são grandes empresas conhecidas mundialmente que também já estão se planejando para aumentar o período de home office até o final de 2020.

Surfando na onda, a XP também confirmou o home office até o final deste ano e está estudando a possibilidade do trabalho remoto permanente. Com isso, a empresa entende como os escritórios podem funcionar como apoio para demandas específicas.

O home office já era uma grande tendência para o futuro e a pandemia do coronavírus acelerou este processo que, em países com o Brasil, ainda era um pouco lento.

Vale repensar as políticas dentro da sua empresa, mas se lembre sempre de que incluir o colaborador no processo decisório é muito importante também.

Novos formatos de contratação

O cenário econômico provocado pela pandemia e as mudanças no mundo corporativo que têm surgido estão abrindo mais espaço para contratações além do tradicional CLT.

A flexibilização do trabalho, as prestação de serviços e a terceirização já eram utilizadas pelas empresas antes da Covid-19 chegar.

No entanto, agora que o mercado está se preparando para o mercado pós Covid-19 os novos formatos de contratação estão ganhando ainda mais espaço.

Com o objetivo de reduzir tempo e custo, os profissionais freelancers podem ser ainda mais procurados para projetos pontuais e para redução de custos.

Novas relações de trabalho estão se formando diante do contexto de crise criado pelo coronavírus. Vale agora ficar atento àquilo que faz mais sentido para a realidade da sua empresa.

Ao mesmo tempo em que as organizações estão renovando as relações de trabalho, os profissionais precisam também entender como se reinventar diante do contexto atual!

Soft skills

As soft skills já estão entre as principais habilidades do futuro, ou seja, são imprescindíveis para crescer e se desenvolver profissionalmente. Por mais que a tecnologia esteja auxiliando as empresas a automatizar processos e reduzir gastos desnecessários, há algo que ela ainda não consegue substituir: as habilidades sociais.

Mais do que nunca estas habilidades serão importantes para que os profissionais se destaquem e consigam crescer diante de um cenário turbulento como o que estamos vivendo.

As soft skills envolvem competências relacionadas à inteligência emocional, gestão de pessoas, negociação etc.

A capacidade de adaptação e reinvenção será primordial para diversos negócios neste contexto. Portanto, muitas empresas precisam de profissionais com as soft skills ainda mais apuradas.

A busca por novas soluções, a capacidade de se comunicar mesmo que à distância e a competência para lidar com adversidades e crises são essenciais neste momento tão delicado.

Novos formatos de processos seletivos

Os processos seletivos antes da pandemia já tinham os seus desafios. E agora? Como o mercado está se preparando para o mundo pós Covid-19 no que diz respeito à atração de talentos dentro das empresas?

Segundo o South China Morning Post, a China (primeiro país atingido pelo coronavírus) saiu na frente e já agilizou novos processos de recrutamento por meio da tecnologia.

Além das novas formas de atrair e recrutar talentos, como feiras de recrutamento online e entrevistas e dinâmicas 100% online, é preciso ficar de olho em outras tendências.

No que diz respeito ao perfil dos candidatos, as empresas estão avaliando as soft skills, ou seja habilidades sociais e comportamentais. Principalmente em relação ao trabalho remoto, pois no momento atual é importante ter a certeza de que você está contratando um profissional que consiga se adaptar ao contexto de home office.

Além disso, competências como resiliência e inteligência emocional também são muito importantes, visto que o cenário de pandemia gera incertezas e dúvidas.

Para cargos de gestão, é ainda mais importante ficar de olho nas habilidades sociais e de gestão de pessoas, que serão um desafio a mais nesse período de isolamento social.

Ainda falando sobre atração de talentos, é importante ressaltar que a chegada de novos funcionários em um momento em que todos estão trabalhando remotamente é desafiadora.

Para se inspirar, vale conferir um texto publicado no blog da Nubank para entender como a empresa deu as boas-vindas a quase 100 novos colaboradores durante o isolamento social.

Prezando sempre pela experiência, o Nubank preparou até um kit de boas vindas especial e um onboarding diferenciado e pensado de acordo com os desafios do momento atual.

Revisão da estratégia de employer branding

Qual a imagem que a sua empresa construiu até hoje? Como ela é vista pelo mercado e potenciais colaboradores? Pense nisso, pois neste momento atípico que estamos vivendo as organizações podem precisar revisitar as suas estratégias de employer branding.

Quando estamos falando sobre como o mercado está se preparando para o pós Covid-19, não podemos nos esquecer de que mais do que nunca as pessoas buscam por empresas que prezem pela solidariedade e empatia.

Em tempos de crise como esse, é importante que a organização coloque o apoio emocional e o bem-estar dos profissionais em primeiro lugar.

Da mesma forma também precisa se posicionar em relação à crise como um todo, seja apenas por meio de uma comunicação empática ou por meio de ações de doação.

Revisar a estratégia de employer branding é importante tanto para manter os seus colaboradores atuais satisfeitos como para futuramente recrutar. E no dia a dia isso significa pensar em estratégias que visem o bem-estar, a flexibilização e a segurança dos funcionários. Uma abordagem humana é mais do que necessária!

Foco em saúde mental

Recentemente a ONU declarou o risco de crise de saúde mental como uma das consequências da pandemia do novo coronavírus. Desde que o isolamento social foi decretado em países ao redor do mundo, vimos os casos de depressão e ansiedade explodirem significativamente.

Afinal, por que esperamos uma crise como essa para falarmos sobre a importância da saúde mental? É claro que muitas empresas já estavam preocupadas com essa questão antes da pandemia, mas várias ainda não tinham despertado para o problema.

Quando o assunto é trabalho, questões de saúde mental podem afetar o bem-estar e a produtividade dos profissionais. Não é de hoje que se fala sobre a importância de cuidar da saúde mental dos colaboradores, mas foi preciso uma pandemia para que muitas empresas realmente encarassem a questão.

O isolamento social e as incertezas em relação ao futuro estão afetando o psicológico das pessoas. Não é a toa que as startups de psicologia online, como a Vittude, estão crescendo neste cenário.

Mais do que nunca as organizações precisam estar atentas às necessidades dos seus colaboradores. Cuidar da saúde mental não é mais um diferencial e sim uma obrigatoriedade.

A pandemia de Covid-19 apenas acentuou e acelerou uma tendência que já estava cada vez mais presente no nosso dia a dia.

Oferecer a psicoterapia como um benefício corporativo é importante para manter o bem-estar dos profissionais e, consequentemente, a produtividade. No entanto, indo um pouco além, é também uma ação relevante para fortalecer a marca empregadora.

Isso porque organizações que prezam pela segurança e qualidade de vida dos funcionários estão saindo na frente neste momento tão delicado.

O fortalecimento do online

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, ABComm e a Konduto fizem uma pesquisa para entender o impacto nas vendas online durante a pandemia do novo coronavírus.

Com boa parte do comércio físico fechado em tempos de isolamento social, o estudo revelou o que todos nós já esperávamos.

Ao analisar mais de 45 milhões de transações em 4 mil lojas virtuais brasileiras, entre 1 de março e 25 de abril de 2020, a pesquisa revelou um crescimento acumulado de 47% nesse período.

O maior crescimento ocorreu nas categorias de saúde (124%), eletrodomésticos (37%) e alimentos e bebidas (30%). Segundo o estudo, a tendência é que o e-commerce continue crescendo mesmo após a pandemia. Tudo isso significa que as empresas não podem mais se limitar somente ao canal de vendas físico.

É preciso estar preparado para momentos como esse, ter uma estratégia de vendas online e de marketing digital estruturada para não depender somente de canais físicos para efetuar vendas.

Momentos de crise como o que estamos vivendo apontam que é preciso sempre estar preparado para se reinventar. Além disso, em um contexto onde o consumidor está segurando mais o dinheiro, é importante ser bem certeiro e eficaz na comunicação, apostando em campanhas de alta performance.

Educação a distância

Como o mercado está se preparando para o pós Covid-19 em segmentos como a educação? Escolas de cursos livres e treinamentos, por exemplo, precisam se reinventar para que consigam continuar atendendo as demandas de forma online.

Uma realidade que muitos de nós nunca imaginamos está se tornando realidade: a educação a distância já faz parte do dia a dia de muitas pessoas.

Além das crianças e adolescentes que não estão indo à escola presencialmente, profissionais que desejam se desenvolver também estão buscando nas aulas online uma alternativa.

Desde que se iniciou a quarentena, a busca por cursos online disparou. A ansiedade e o ócio são alguns dos motivos deste aumento significativo, pois as pessoas querem se ocupar. Ao mesmo tempo, há também quem deseje desenvolver novas habilidades e se preparar ainda mais para o mercado de trabalho.

Para se ter uma ideia do crescimento, uma pesquisa feita pela NZN Intelligence revelou que 40% dos entrevistados cogitavam se inscrever em cursos online. Isso aponta que boa parte das pessoas está buscando se capacitar mesmo durante a quarentena.

Para as empresas desse setor que ainda não investem em cursos online, vale entender como transformar os produtos que eram 100% físicos em algum tipo de conteúdo que seja possível consumir online.

Aumento do DIY

Mais do que nunca as pessoas estão buscando maneiras diferentes de passar o tempo em casa. Uma delas é o DIY (Do It Yourself), em que usam o tempo livre para aprender novas habilidades, criar e fazer novas coisas.

Um ótimo exemplo é o crescimento de pessoas cozinhando em casa e, consequentemente, usando esta atividade para passar o tempo, abstrair a mente e cultivar um novo hobby.

As compras de fermento nos Estados Unidos, por exemplo, cresceram muito porque as pessoas estão cozinhando mais — um estudo da Nielsen revelou que as vendas do produto aumentaram quase 650% na semana de 21 de março de 2020, se comparado com o mesmo período do ano anterior.

Dessa forma, sites de culinária e comércio eletrônico, como o Food52, revelaram um aumento de tráfego durante a pandemia. Isso porque as pessoas estão procurando mais por receitas para fazer em casa.

E o DIY não se limita apenas ao segmento da culinária. Com outros serviços fechados, como os salões de beleza, as pessoas também estão cuidando do cabelo, unhas e pele em casa. A Nielsen detectou aumento de quase 20% nas vendas de kits de coloração de cabelo na semana de 21 de março de 2020.

A mensagem que fica aqui é clara: as pessoas estão colocando a mão na massa e atuando ainda mais como protagonistas. Em tempos de isolamento social, estão encontrando em atividades DIY uma maneira de se desenvolver e passar o tempo.

E a tendência que chegou para ficar deve continuar em alta mesmo depois da pandemia.

O crescimento dos serviços de delivery

Precisamos falar sobre como o mercado de restaurantes está se preparando para o pós Covid-19. Este foi também um dos setores mais afetados pela pandemia, pois as pessoas deixaram de sair de casa para comer.

A mudança no modelo de negócios dos restaurantes é extremamente necessária. Em situações como a que estamos vivendo, estas empresas devem fortalecer o serviço de delivery.

Visto que ainda podem ocorrer novas ondas da pandemia, os restaurantes precisam estar preparados e se reinventar. O serviço de entrega é o caminho mais óbvio e eficaz para continuar atuando mesmo em meio ao novo cenário.

Invista em saúde mental com o Vittude Corporate

Agora que você já conheceu as principais tendências e entendeu como o mercado está se preparando para o pós Covid-19, que tal começar a pensar nas estratégias da sua empresa?

No cenário atual que estamos vivendo é importante investir na saúde mental dos seus colaboradores. Para isso, conte com o Vittude Corporate, um benefício corporativo que ajuda as empresas a cuidarem da saúde mental dos seus funcionários.

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Por Bruna Cosenza

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