Saúde mental no Brasil: pesquisa sobre os cuidados e os hábitos do brasileiro
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17 de julho de 2022 | 4 min de leitura
Saúde Mental

Saúde mental no Brasil: pesquisa sobre os cuidados e os hábitos do brasileiro

De uns tempos para cá, nitidamente a pauta saúde mental vem ganhando mais espaço no dia a dia dos brasileiros. Seja nas relações interpessoais ou no trabalho, o tema que costumava ser – e ainda é – tabu tem sido colocado à prova sob diversas perspectivas, sobretudo, com as mudanças e o estresse provocados pela pandemia do coronavírus.

Segundo a OMS, saúde mental se refere a um bem estar no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades pessoais, consegue lidar com os estresses da vida, trabalha de forma produtiva e encontra-se apto a dar sua contribuição para sua comunidade.

A saúde mental está relacionada à forma como uma pessoa se sente, mas vai muito além disso. Trata-se também de como respondemos às mais diversas situações em momentos distintos da vida.

Pensando nisso, junto com a Opinion Box, realizamos mais uma pesquisa exclusiva sobre a Saúde Mental no Brasil, trazendo além de um panorama geral sobre o tema, análises sobre diferentes grupos da sociedade e uma seção dedicada exclusivamente à saúde mental no trabalho.

Você pode fazer o download gratuito da pesquisa completa Destaques da pesquisa sobre saúde mental no Brasil

Neste artigo você vai encontrar:

Destaques da pesquisa

63% afirmam que cuidam ou cuidam muito da própria saúde mental.
57% passaram a cuidar mais da saúde mental em razão da pandemia
20% fazem tratamentos voltados para a saúde mental, mas não pagam nada por eles.
53% concordam que as redes sociais têm bastante poder de afetar sua saúde mental.
60% das mulheres se sentem bem ou muito bem com a própria saúde mental.
72% escolheriam trabalhar em uma empresa que tenha programas voltados para cuidados com a saúde mental.

Cuidados com a saúde mental no Brasil

Antes de falarmos do panorama geral, é importante apontar que a pesquisa contou com mais de 2 mil respondentes de diferentes classes sociais, idades, regiões e gênero.

O que os mais de 2 mil brasileiros nos contam é que o termo saúde mental já é bastante difundido: 86% estão familiarizados com ele. Também é positivo que 90% concordam que doenças mentais precisam ser levadas mais a sério. A ideia de que doenças da mente são menos importantes ou sérias, aparentemente – e felizmente, tem ficado para trás.

Em relação ao próprio bem-estar, a maior parte das pessoas entrevistadas avalia estar bem. 29% sentem-se muito bem ou muito saudáveis, enquanto 35% avaliam estar bem ou saudáveis. Apenas 10% avaliaram a própria saúde mental como negativa, sendo que 4% se sentem muito mal.

63% afirmam que cuidam ou cuidam muito da própria saúde mental.

Como boa parte das pessoas deu respostas positivas, perguntamos também o que elas fazem para cuidar da mente.

O questionário oferecia opções diversas, que vão além de tratamentos com profissionais de psicologia ou psiquiatria, por exemplo. A intenção era entender o que as pessoas entrevistadas consideram que faz bem para sua saúde mental e o que fazem para que ela melhore. As atividades são bastante variadas, passando pelas mais populares atividades físicas,o tempo passado com pessoas queridas e os cuidados com a alimentação. Também é positivo ressaltar que apenas 10% dizem não fazer nada para cuidar da mente e do bem-estar.

Impactos da pandemia

57% passaram a cuidar mais da saúde mental em razão da pandemia

A pandemia e o isolamento também foram responsáveis por levar muitos profissionais, trabalhos e atividades ao meio online. Com os tratamentos voltados para saúde mental não foi diferente, já que 53% afirmam realizar o tratamento remotamente, ainda que só às vezes. Destes, 17% contam que fazem sua terapia ou análise apenas de forma remota, contra os 47% que são atendidos apenas presencialmente.

Ainda sobre o cuidado com o bem-estar e a mente, investigamos um ponto específico que pode trazer problemas para a saúde mental de muitos: as redes sociais.

Nos últimos anos, tornou-se bastante comum discutir o impacto que a exposição constante a algumas redes sociais pode ter na vida das pessoas. Padrões de beleza, vidas distantes da realidade e o glamour que só é passado por fotos e vídeos podem impactar negativamente muitas pessoas.

Entre as pessoas entrevistadas, 53% concordam que as redes sociais têm bastante poder de afetar sua saúde mental. Por outro lado, as mídias sociais também podem desempenhar um papel importante para quem quer aprender mais. Ainda que muitos vejam sofrimento nas redes sociais, metade dos entrevistados acredita que as redes são boas fontes de informação sobre saúde mental.

Saúde mental no trabalho

Se você trabalha 40 horas semanais em uma empresa, você passa, no mínimo, um terço de cada dia útil se dedicando ao seu trabalho. É natural que uma parcela tão significativa do seu tempo impacte diretamente na maneira como você se sente.

De acordo com a pesquisa, 61% dos respondentes apontam que o estresse já prejudicou sua saúde mental. E ainda, para 70% as empresas não sabem lidar com a saúde mental dos funcionários.

Os números chamam a atenção para um problema que vem se tornando recorrente e que à medida em que ganha força, vêm impactando diretamente as empresas, fazendo com que elas se adaptem para atender às necessidades dos colaboradores neste âmbito e que façam isso rapidamente.

O estresse no trabalho nem sempre pode ser evitado, mas, atuando de maneira preventiva, as empresas podem minimizá-lo, promovendo um ambiente psicologicamente seguro e acolhedor.

Ainda, a pesquisa aponta gestão proativa da saúde mental como um caminho para a retenção de talentos, visto que 72% responderam que escolheriam trabalhar em uma empresa que tenha programas voltados para cuidados com a saúde mental

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada em parceria com a Opinion Box e os dados foram coletados em março de 2022. Os respondentes foram 2.164 internautas de todos os estados brasileiros, de diferentes classes sociais, idades e gênero.

Saúde mental ainda é um tema relativamente novo para o brasileiro e que precisa ser revisitado e trazido cada vez mais à tona. Ao colocá-lo em pauta sob diversas perspectivas e aspectos, aos poucos vamos evoluindo enquanto sociedade e cuidando melhor da mente dos brasileiros.

Você pode conferir a pesquisa na íntegra através deste link.

Por Bernardo Betim

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