Teoria de Herzberg: o que é e qual a sua importância para as empresas?
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27 de janeiro de 2021 | 6 min de leitura
Saúde Mental

Teoria de Herzberg: o que é e qual a sua importância para as empresas?

A sua empresa conta com colaboradores motivados? Se a resposta for não, está mais do que na hora de começar a se preocupar com isso. A Teoria de Herzberg, tema central deste artigo, aponta que o nível de rendimento dos profissionais varia conforme a satisfação no dia a dia de trabalho.

Conhecida como Teoria dos Dois Fatores, o estudo conduzido há mais de 50 anos trouxe inúmeras respostas e insights que permanecem atuais e servindo de referência quando o assunto é motivação no ambiente corporativo.

Neste artigo, compilamos as principais informações sobre a Teoria de Herzberg para que, assim, você consiga aplicar na sua empresa as melhorias necessárias em prol do aumento dos níveis de satisfação dos funcionários. Continue a leitura para conferir tudo!

O que é a Teoria de Herzberg?

Criada pelo psicólogo e professor de gestão empresarial americano, Frederick Herzberg, a Teoria de Herzberg se trata de um estudo que teve como objetivo entender os fatores responsáveis pela motivação e satisfação das pessoas em um ambiente de trabalho.

Publicado em seu livro, “A Motivação para Trabalhar”, o estudo ficou conhecido mundialmente e, até hoje, é utilizado como uma grande referência. Conhecido como Teoria da Motivação ou Teoria dos Dois Fatores teve como base diversas entrevistas realizadas com profissionais da área industrial de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Basicamente, nessas entrevistas o objetivo eram investigar o que agradava e o que desagravada os profissionais nas empresas em que trabalhavam. Como resultado, Herzberg conseguiu identificar o que fazia com que os trabalhadores se sentissem felizes e satisfeitos e o que era capaz de deixá-los infelizes no dia a dia de trabalho.

Assim, os relatos da pesquisa foram divididos em dois fatores: os motivacionais e os higiênicos.

Os fatores motivacionais

Os fatores motivacionais são aqueles que, como o próprio nome já diz, provocam motivação. Assim, quando estão ausentes acabam causando insatisfação também.

Esses fatores, também chamados de intrínsecos, estão relacionados ao conteúdo do cargo e às tarefas que são executadas pelo profissional. Segundo a teoria do psicólogo americano, são responsáveis pelo aumento de produtividade e satisfação.

Neste caso, podemos citar a liberdade de decidir como realizar o trabalho, responsabilidade pelas decisões e ações, definição de metas e objetivos, autoavaliação de desempenho etc.

Os fatores higiênicos

Os fatores higiênicos, por sua vez, estão relacionados à empresa. Segundo a Teoria de Herzberg, eles são suficientes para evitar a desmotivação, mas a presença desses fatores não é um elemento de motivação em si.

Enquanto os fatores motivacionais estão mais relacionados às funções e cargo do profissional, os higiênicos dizem respeito ao ambiente de trabalho no qual a pessoa está inserida. Sendo assim, são conhecidos como os fatores extrínsecos.

São eles, portanto, o salário, a política da empresa, a oportunidades de crescimento, a relação entre os colaboradores, os benefícios, o clima organizacional, condições físicas do ambiente e por aí vai.

Qual foi a conclusão da Teoria de Herzberg?

Enfim, o estudo realizado pelo psicólogo americano chegou à conclusão de que as causas da insatisfação dos colaboradores de uma organização estão relacionadas às questões ambientais. Isso significa que estão ligadas ao que diz respeito aos relacionamentos interpessoais, condições de trabalho etc.

Por outro lado, Herzberg descobriu que os fatores que causam satisfação nos trabalhadores estão ligadas ao seu trabalho, ações que executam no dia a dia, responsabilidades etc.

A Teoria dos Dois Fatores, portanto, demonstrou como o profissional de uma empresa pode ser impactado pelas questões externas. As conclusões desse estudo, portanto, são muito úteis para as lideranças e a área de Recursos Humanos trabalharem em conjunto em prol de ações que visem prevenir a insatisfação e promover a motivação.

O que é o enriquecimento do trabalho e como contribui para a motivação?

Outro conceito que Herzberg trouxe foi em relação ao enriquecimento do trabalho, que tem um impacto significativo na motivação dos colaboradores de uma organização.

Trata-se do aumento do conhecimento e das habilidades de um indivíduo no seu processo de trabalho. Isso pode ocorrer de duas formas:

  • vertical: aumento do grau de dificuldade no trabalho;
  • horizontal: diversificação de tarefas e atribuições;

O enriquecimento do trabalho, portanto, é capaz de manter o funcionário envolvido em todo o processo de trabalho, do início até a avaliação de resultados. Por meio de tarefas e/ou obrigações mais complexas e desafiadoras, o profissional consegue colocar em prática os seus conhecimentos e, dessa forma, os níveis de motivação são elevados.

Vale pontuar que essa ferramenta vai muito além de simplesmente um aumento das responsabilidades e desafios de funções. Herzberg afirma que o enriquecimento do trabalho substitui tarefas de baixa complexidade por outras mais complexas, o que provoca o crescimento individual de cada um, gerando satisfação.

Como evitar a insatisfação na sua empresa?

Conforme analisado na Teoria de Herzberg, a insatisfação das pessoas dentro de uma empresa é causada por fatores extrínsecos. Isso significa que existem diversas estratégias que podem ser implementadas para melhorar as condições de trabalho e, assim, reduzir os níveis de insatisfação. Confira algumas dicas!

Cuide do clima organizacional

Se estamos falando sobre questões ambientais, ou seja, extrínsecas, precisamos começar pelas pesquisas de clima organizacional. Isso porque elas serão responsáveis por detectar a percepção dos colaboradores em relação ao ambiente de trabalho da empresa na qual estão inseridos.

Com os resultados dessa pesquisa em mãos, você tem acesso à causa raiz dos problemas que podem estar afetando a satisfação dos funcionários no dia a dia de trabalho.

Cultive uma cultura organizacional saudável

Outro ponto de extrema importância é a cultura organizacional, que pode contribuir ou não para um dia a dia mais feliz e satisfatório na empresa. A cultura nada mais é do que um guia de mentalidade e comportamento que direciona como as pessoas agem e trabalham.

Vamos a um exemplo! Caso a cultura organizacional seja permeada por valores que incentivem a carga de trabalho excessiva ou a competitividade, acabará se tornando tóxica e nociva para os colaboradores. A convivência se tornará muito ruim e o espírito de colaboração deixará de existir, além de todos se sentirem esgotados emocionalmente.

Ofereça um plano de carreira

Um plano de carreira se trata de um programa muito bem estruturado que tem como objetivo estipular o caminho que cada profissional vai percorrer dentro da empresa. Funciona, portanto, como um guia capaz de direcionar as possibilidades de crescimento.

Sem um plano de carreira os profissionais se sentem sem rumo e ficam desmotivados, afinal, não enxergam oportunidades para evoluir na organização. Cabe ao RH realizar esse trabalho e garantir perspectivas para todos os colaboradores.

Crie um pacote de benefícios corporativos atrativos

O que a sua empresa oferece de benefícios corporativos? Lembre-se de que, hoje em dia, é preciso ir além do básico e procurar atender as novas necessidades das pessoas. Vale-refeição, vale-transporte e plano de saúde são o mínimo, mas como ir além?

orçamento benefício vittude corporate

É importante pensar sobre o que pode gerar valor aos colaboradores e, ainda por cima, fortalecer a imagem da empresa no mercado. Oferecer apenas altos salários e cargos corporativos não é mais o suficiente, afinal, as pessoas buscam qualidade de vida, reconhecimento e por aí vai. Pense nisso quando estiver elaborando o plano de benefícios da sua empresa!

Invista em saúde mental

E falando em benefícios corporativos, já pensou que um ambiente empresarial que preza pelos cuidados com a saúde mental é muito bem visto hoje em dia?

Há tempos, ninguém falava sobre a importância dos cuidados com a mente, mas cada vez mais estão surgindo discussões relevantes sobre o assunto. Afinal, no país com mais pessoas ansiosas do mundo é preciso falar sobre transtornos psicológicos e como eles impactam a produtividade no trabalho.

Ao oferecer a psicoterapia como um benefício corporativo, a sua empresa está cuidando do seu ativo mais valioso, o colaborador, e cuidando para que os resultados e metas sejam alcançados.

Essa é uma maneira de prevenir e tratar problemas psicológicos, evitando o absenteísmo ou o turnover. Mas também é uma forma de oferecer uma ferramenta de autoconhecimento e desenvolvimento aos funcionários. Isso porque a psicoterapia também é uma ótima maneira de desenvolver skills de liderança, inteligência emocional, comunicação etc.

Mas como faço para levar a saúde mental aos meus colaboradores? É isso que você deve estar se perguntando, não é mesmo?

Bom, a resposta é o Vittude Corporate. Trata-se de um benefício corporativo que ajuda as empresas a cuidarem de forma preventiva da saúde mental de seu time. Por meio de um​ investimento fixo mensal, por colaborador, sua empresa oferece um subsídio parcial ou integral para sessões de psicoterapia com psicólogos da nossa base.

Comece agora mesmo a estruturar a sua estratégia

Bom, agora que você já está por dentro da Teoria de Herzberg e sabe que são os fatores externos que influenciam na insatisfação no meio corporativo, chegou a hora de traçar uma estratégia inteligente para a sua empresa.

Foque em ações que eficazes que visem aprimorar o ambiente, a cultura, o clima e os benefícios corporativos. E não pense duas vezes em contar com a ajuda da Vittude Corporate!

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Por Bruna Cosenza

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