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Depressão tem cura? O que fazer para curar a depressão

  |  Tempo de leitura: 8 minutos

Depressão tem cura? Essa é uma pergunta muito recorrente nos buscadores como google. Reflexo do adoecimento crescente!

Os dados são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 322 milhões de pessoas no mundo sofrem com a depressão. No Brasil, são mais de 11 milhões de indivíduos com essa síndrome, o que posiciona o país com o maior número de casos na América Latina.

Mesmo com perspectivas de que a doença se torne a segunda maior preocupação em termos de saúde pública em todo o mundo, muita gente ainda se pergunta se a depressão tem cura.

Cupom Depressão

Esse tipo de questionamento é resultado da falta de informação que ainda existe sobre o assunto. Por muito tempo, doenças psicológicas foram consideradas sinônimo de loucura e as pessoas que sofriam de tais transtornos eram alvo de preconceitos.

Em pleno século 21, apesar dos estudos da medicina já terem avançado muito, ainda existe uma grande desinformação. Muita gente trata com descaso doenças como depressão e tantas outras.

Se você também ainda tem dúvidas sobre o mal do século, ao longo do artigo vamos esclarecer algumas informações importantes sobre esse assunto que está tão presente no nosso dia a dia!

Depressão tem cura? Entenda de uma vez por todas!

Segundo a definição oficial:

“Depressão (CID 10 – F33) é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.”

Quando falamos sobre depressão, a primeira coisa que precisa ficar clara é que há uma diferença clara entre a tristeza patológica (depressão) e a tristeza transitória.

A tristeza se trata de uma emoção universal, que faz parte da vida de todos os seres humanos. Ao longo da vida, todos nós somos obrigados a enfrentar momentos difíceis, como a morte de um ente querido, uma desilusão amorosa, dificuldades econômicas, a perda de um emprego, entre outros.

Nessas horas, é completamente normal se sentir abalado por um determinado tempo. A diferença da tristeza transitória e da patológica é que no primeiro caso as pessoas encontram uma forma de superar tais adversidades.

Já em quadros de depressão, a tristeza não tem fim, permeando dias e dias, mesmo quando não existem razões aparentes para se estar triste. Ou seja, a pessoa depressiva perde a satisfação em executar atividades que antes davam prazer e não tem perspectivas de melhora.

Depressão tem cura, desde que tratada corretamente

Diante de todas as suas complexidades, a depressão necessita de tratamento por meio de acompanhamento médico.

Casos de depressão leve respondem bem ao tratamento psicoterápico, no entanto, se o quadro for mais grave, há indicação do uso de antidepressivos.

Não existe um tempo pré-definido para tratar a depressão, variando muito de acordo com cada paciente. Na maioria dos casos, o tratamento deve ocorrer em médio ou longo prazo.

A depressão tem cura quando tratados todos os seus aspectos, tanto os neurológicos como os psicológicos. Isso porque os medicamentos ajudam no controle de partes químicas e genéticas, mas também é necessário dar atenção às questões emocionais, que compõem o quadro da doença.

Justamente por isso o tratamento acontece no médio e longo prazo: a psicoterapia é um trabalho constante e profundo, que traz resultados aos poucos. Enquanto isso, os remédios podem ter um impacto de curto prazo na saúde do paciente.

Portanto, a depressão tem cura e com o tratamento adequado o paciente pode voltar a ter uma vida normal e feliz. Quem já teve uma crise depressiva, no entanto, sempre deve estar atento a possíveis novos episódios da doença, por isso o acompanhamento psicoterapêutico é indicado mesmo quando a pessoa já é está curada.

Quais são as causas da depressão?

As causas da depressão podem estar associadas a traços de personalidade e fatores genéticos, pois a doença pode ser causada por uma disfunção bioquímica do cérebro.

Além disso, fatores externos também podem desencadear a doença. Entre esses gatilhos, podemos citar:

  • Traumas de infância;
  • Estresse físico e psicológico;
  • Doenças sistêmicas;
  • Consumo de drogas lícitas ou ilícitas;
  • Acontecimentos importantes, como a perda de um ente querido, divórcio, perda de emprego, entre outros;
  • Determinados medicamentos.

Quais são os sintomas da depressão?

Diferente da tristeza passageira, os sintomas da depressão são mais fortes e constantes, permeando a vida do paciente dia após dia.

Além do estado de humor deprimido e dos pensamentos negativos, podemos citar outros sintomas físicos e psicológicos, entre eles:

  • Alteração de peso (ganhou o perda não intencional);
  • Alteração de sono (insônia ou sono excessivo);
  • Fadiga ou perda de energia;
  • Sentimento de culpa excessivo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Baixa autoestima;
  • Problemas psicomotores;
  • Alteração da libido;
  • Sentimento de vazio;
  • Pensamentos suicidas e/ou autodestrutivos.

Atividades que podem ajudar na cura da depressão

Além do acompanhamento médico e das sessões de psicoterapia, existem algumas atividades que você pode exercer para, a cada dia, chegar mais perto da cura da depressão.

O importante é encontrar aquilo que proporciona prazer e, ao mesmo tempo, traz benefícios para mente e corpo ao longo do tratamento da doença.

Confira, abaixo, o que fazer para curar a depressão

  • Meditação: por mais que pareça difícil no início, utilize aplicativos de meditação guiada para começar a prática. No médio e longo prazo você começará a sentir os benefícios da meditação, que te ajudará a focar no presente, além de exercitar o autoconhecimento e controlar os sentimentos, diminuindo a ansiedade.
  • Atividades físicas: ao praticar exercícios, são liberados hormônios como serotonina e endorfina, que são importantíssimas para o tratamento da doença e sensação de bem-estar.
  • Acupuntura: é capaz de aliviar sintomas do quadro depressivo, como ansiedade, dor e insônia;
  • Reiki: proporciona relaxamento e bem-estar.

Como lidar com pessoas que têm depressão

Um dos comportamentos mais nocivos para quem sofre de depressão é ouvir de seus familiares e amigos que o que se está passando é frescura.

Muitas vezes nem é por mal. As pessoas dizem esse tipo de coisa porque ainda sofrem com a desinformação sobre a gravidade da doença.

Quem tem um amigo ou parente com depressão, antes de tudo precisa ter clareza sobre as causas, sintomas e riscos da doença.

A depressão é uma doença como qualquer outra, que necessita de diagnóstico e tratamento, caso contrário, poderá se agravar e, em casos extremos, levar à morte.

Não trate a depressão como tabu. Fale sobre o assunto, caso contrário, a pessoa depressiva se sentirá isolada.

Às vezes, não é preciso de muito para ajudar quem necessita de apoio: converse, ouça sem julgar e evite frases que menosprezem os seus sentimentos, como por exemplo “Tem gente muito pior!”.

Esse tipo de atitude só faz a pessoa depressiva se sentir pior e mais culpada.

Assim, tenha uma postura acolhedora e se coloque à disposição para ouvir e ajudar a pessoa a ir a um psicólogo. É importante estar ao lado em todos os momentos e sempre se colocar como um ombro amigo.

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Procure ajuda: a depressão tem cura!

Se você está passando por um quadro depressivo ou conhece alguém que está enfrentando o mal do século, lembre-se de que a depressão tem cura!

Não se deixe consumir pelos pensamentos negativos e procure ajuda no primeiro sinal de que algo não vai bem.

Por fim, busque um psiquiatra para receber o diagnóstico adequado. Conte com a Vittude para encontrar o psicólogo ideal para iniciar as suas sessões de terapia o quanto antes. Clique aqui e saiba mais!

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Bruna Cosenza

Escritora, produtora de conteúdo e LinkedIn Top Voice 2019. Autora do romance "Lola & Benjamin", acredita que as palavras têm poder próprio e são capazes de transformar, inspirar e libertar. É apaixonada por comportamento humano e pela relação entre corpo e mente. Escreve porque considera o conteúdo uma das ferramentas mais poderosas que existem para provocar reflexões e derrubar barreiras.