Desânimo

Desânimo: 5 dicas para se livrar dele

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

Desânimo é o resultado do conflito sentido entre expectativas e um acontecimento que parece diminuir as chances de essas expectativas se concretizarem. Trata-se de uma resposta emocional!

Desânimo é um estado de quem se mostra desestimulado e sem motivação. Tem como sinônimos o desalento e o esmorecimento. É isso que nos mostra o dicionário ao pesquisar essa palavrinha, tão carregada de motivos e sentimentos.

Sabemos que é bastante comum, e até recorrente, nos sentirmos desanimados. Seja por um plano que não se concretizou, o dinheiro que acabou muito antes do fim do mês… Problemas corriqueiros de todos nós, meros mortais. E, como não sentir um certo desânimo diante de dificuldades, sejam elas grandes ou pequenas?

No entanto, é preciso estar atento para que essa sensação não ultrapasse os limites da normalidade e deixe de ser algo passageiro para se transformar em melancolia ou depressão profunda.

Neste artigo vamos abordar as questões que envolvem o desânimo e como agir de forma positiva diante das circunstâncias para não ser engolido por esse sentimento. 

Afinal, o que causa o desânimo?

Às vezes é difícil apontar a causa do nosso desânimo. Mesmo sabendo que existem motivos concretos e que podem ser reconhecidos facilmente –  problemas familiares, dificuldades financeiras ou notas baixas na faculdade, por exemplo –, na maioria das vezes esse sentimento surge “do nada”.

E esse tipo de desânimo, que não se sabe ao certo de onde vem e porque, geralmente costuma ser o que mais demora a nos abandonar. 

Assim, quando esse sentimento de causa desconhecida aparece, geralmente nos questionamos sobre o que está gerando esse mal-estar. Voltamos nosso pensamento para possíveis fatores externos. Porém, isso pode ser um equívoco, e não nos trará a resposta que buscamos.

Um desânimo repentino e sem motivos aparentes nos pede para “olhar para dentro”. Fazer uma auto-observação sobre como e quando nos sentimos desanimados.

Quais os pensamentos recorrentes? O que tem nos assombrado? Muitas vezes damos “morada” para alguns fantasmas, ideias fantasiosas que ocupam nossa mente e que, na maioria das vezes, não tem fundamento. 

Por isso, a autoanálise e a auto-observação são importantes, para que saibamos perceber se tais pensamentos são justificáveis.

Não é incomum que o desânimo de instale a partir de algo que nós mesmos criamos. Um medo infundado ou uma mera incerteza pode fazer com que nos sintamos esmorecidos e desencorajados, mesmo quando tudo está indo bem.

Da mesma forma, isso também ocorre quando temos um problema real e exageramos sobre sua gravidade. 

Com isso, podemos concluir que preocupação em excesso é a causa mais comum da falta de animação no dia a dia, e que muitos dos motivos pelas quais nos preocupamos sequer são verdadeiros.

Como superar problemas e se livrar do desânimo

Por mais difícil que seja sentir-se animado e disposto, é preciso ter atitude frente às dificuldades. A iniciativa de agir para mudar a própria realidade é algo individual, que depende unicamente de nós. 

E para superar situações complicadas e dar adeus ao desânimo – mesmo aquela cuja causa é desconhecida, devemos juntar forças a uma boa dose de determinação para colocar em prática ações que, apesar de simples, farão toda diferença em nossa vida.

Veja a seguir algumas dicas para se livrar do desânimo e ter uma vida com mais alegria e disposição!

1. Faça planos de curto, médio e longo prazo

Muitas vezes o desânimo vem de uma total falta de objetivos de vida. Tudo bem, nem todo mundo precisa ter certeza do que quer para o futuro. Seja no âmbito pessoal ou profissional! Logo, não devemos nos sentir pressionados a realizar grandes feitos.

No entanto, traçar algumas metas e planos, ainda que pequenos, pode ser um ótimo estímulo para nos tirar da inércia que a falta de ânimo traz. 

Você pode fazer planos de curto, médio ou longo prazo. Ou todos eles. Não importa quais são esses planos, desde que encorajem a ter atitudes positivas e tragam mais alegria e animação para seu dia a dia.

Pode ser uma viagem de nas férias, ou pensar onde você vai passar o próximo carnaval. Algo que você deseja comprar – um móvel novo pra casa, um celular mais atual – e que requer algum planejamento financeiro.

Faça planos possíveis (e não penda para o lado da dificuldade em realizá-los) e veja como o desânimo diminui ou até mesmo desaparece!

2. Procure se alimentar corretamente e dormir bem

Não há nada mais verdadeiro do que o “clichê” da alimentação saudável e do sono regulado. E os motivos são bem claros.

Nosso corpo precisa das substâncias presentes nos alimentos naturais para manter seu funcionamento regular. Biologicamente falando, o desequilíbrio provocado pela má alimentação afeta não só a saúde física, mas também a mental. 

Quando comemos mal, ingerindo muito açúcar e produtos industrializados. Isso afeta a produção de hormônios e neurotransmissores como serotonina, dopamina, endorfina e oxitocina. Eles são os chamados “hormônios da felicidade”, responsáveis pelas sensações relacionadas ao bem-estar.

Para formar uma dupla imbatível junto à alimentação no combate ao desânimo, está o sono adequado. Este nos permite descansar e relaxar de tudo que nos causa estresse e tira nossa energia.

Contra o desânimo, durma bem!!

Dormir bem significa “recarregar a bateria” para encarar um novo dia e a rotina que, muitas vezes, tende a nos desanimar. Mas quando dormimos o suficiente e com qualidade, ficamos mais dispostos e menos chateados.

Porém, para ter um sono regulado, é importante se livrar de algumas práticas pouco saudáveis, como ficar mexendo no celular minutos antes de dormir, por exemplo.

Certos estímulos ao cérebro dificultam o adormecer. Por isso é bom que se dedique de 30 minutos a uma hora de relaxamento antes de se preparar para dormir. Isso pode ser feito com uma música calma ou uma leitura.

3. Dê presentes a si mesmo vez ou outra

Quem não gosta de um mimo, não é mesmo? E por que não nos darmos alguns mimos de vez em quando? 

Veja bem, não estamos querendo incentivar o consumismo! Mas se você está se sentindo desanimado, pode ser bom sair para ir ao shopping e comprar alguma roupa nova ou acessório, ou até mesmo sair para tomar um bom café ou ir a um restaurante legal.

E quem sabe então fazer uma massagem, limpeza de pele… Algum tratamento estético que aumente sua autoestima? Com toda certeza, uma atitude simples de amor-próprio pode espantar o desânimo!

4. Livre-se de relacionamentos tóxicos

Se tem algo que desanima qualquer um é se relacionar com pessoas tóxicas. Elas sugam nossa energia e, mesmo sem perceber, nos trazem sentimentos negativos.

E todos sabemos como os relacionamentos influenciam nossa vida e nosso bem-estar, pois vivemos em sociedade e precisamos da convivência com outras pessoas.

Por isso é importante saber identificar uma relação tóxica – que não precisa, necessariamente, ser um relacionamento amoroso. Assim, quando percebermos que alguém não contribui para o nosso crescimento e se mostra uma pessoa tóxica podemos tomar uma atitude e tentar mudar ou afastar essa relação.

5. Contra o desânimo, invista em autoconhecimento

Saber mais sobre si é fundamental para vencer o desânimo. Como dissemos anteriormente, para identificar a origem desse sentimento é necessário exercer a auto-observação.

E por isso, buscar se conhecer e se reconhecer diante de fatos e situações pode ser o meio mais eficaz de superar uma fase em que nos sentimos desestimulados.

Para isso, a ajuda de um psicólogo ou psicóloga pode ser necessária, afinal, fazer terapia nos auxilia nessa busca por identificar a origem das questões e dos problemas que nos atormentam e desanimam.

E se você não sabe bem por onde começar a buscar ajuda, conheça o trabalho da Vittude, que conecta profissionais de psicologia com quem busca tratamento de psicoterapia

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.