autocuidado: afinal o que é cuidar de si

Autocuidado: Afinal, o que é cuidar de si?

Como profissional da saúde que lida com questões como autocuidado e aceitação corporal, tenho que destacar o quanto é complicado desconstruir a famosa frase “fulano tem de se cuidar”. A frase virou, de certa forma, algo distorcido. À medida em que a cultura fitness foi se espalhando, o termo “se cuidar” passou a fazer referência a dietas  restritivas e/ou regradas. Além disso, há um enaltecimento exagerado do exercício físico, colocando-o quase que acima de todas as outras coisas.

É difícil considerar toda essa inflexibilidade e rigidez ligada às questões corporais como uma maneira de se cuidar. Essas regras parecem estar mais ligadas a uma tentativa de criar uma rotina ou se organizar com relação a ela. A princípio, não tem nada de errado. Por mais que essa rotina específica seja sinônimo de autocuidado, para determinadas pessoas isso não deveria ser uma regra.

Comer bem e praticar exercícios pode, com certeza, ser uma forma de autocuidado. Dormir até mais tarde em algum dia em que você sinta que precisa ou comer uma sobremesa que você adora sem sentir culpa também pode ter esse significado. A inflexibilidade e a culpa gerada quando algo parece sair desses moldes parece ter mais relação com uma punição do que com uma vontade real de cuidar de si mesmo. Quando existe um sentimento ruim frequente relacionado a essa falta de flexibilidade, provavelmente é um sinal de alerta.

Não existe certo ou errado, existe o que faz sentido para você e para o seu corpo em determinado momento ou fase de sua vida. E isso vale para qualquer outra área. Cuidar de si mesmo tem maior relação com as suas prioridades a curto e a longo prazo do que com um padrão a ser seguido considerado correto por uma massa da nossa sociedade. E, acima de tudo, está ligado a respeitar seu momento e suas limitações e aceitar suas escolhas. Afinal essas dizem respeito a você e a ninguém mais.

Em uma frase, eu definiria cuidar de si mesmo como uma capacidade de perceber, sem modelos ou julgamentos, o que faz sentido exclusivamente para você.

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